7 “Tendências” na Automação da Armazenagem para 2026
Há alguns anos eram apenas tendências mas, neste início de 2026, podemos dizer que se consolidaram e estão se transformando no “novo mínimo competitivo”.
As empresas e profissionais que ainda debatem se devem ou não adotar, obviamente já estão atrasados.
Segundo o Instituto IMAM, a discussão agora, em projetos de consultoria mais estratégicos, é:
– onde aplicar?
– com qual profundidade aplicar?
– qual modelo de governança oferece sustentação?

Verifique se estas 7 “tendências” já estão implementadas ou, no mímino, aparecem nos seus Roadmaps de Automação da Armazenagem. Caso contrário, “corra” e avance.
1. IA aplicada à tomada de decisão operacional (não ao “show de dados”)
Inteligência Artificial e Data Analytics acelera a tomada de decisões com análises preditivas, melhores previsões de demanda, otimização de estoque e manutenção preditiva.
A gente pode ver isso já em pleno uso nos gigantes do varejo, em grandes operadores logísticos e em todas as empresas que investiram na IA e passaram a decidir melhor que humanos em slotting, priorização de tarefas, ondas de separação, replanejamento etc.
Não é mais o BI em um dashboard bonito, mas o motor de decisão inteligente dentro do WMS/WCS etc.
2. AMRs e AGVs como infraestrutura padrão (não mais “piloto”)
Quem participou das feiras INTRA-LOG 2024 e 2025, observou o enorme avanço dos Robôs AMR/AGV, braços robóticos e cobots (robots colaborativos), aplicados na intralogística e que operam lado a lado com operadores humanos, visando reduzir esforço físico e aumentar produtividade.
E olha que estamos falando de empresas mundiais, onde as tecnologias já estavam consolidades, mas principalmente na América do Sul, onde a “tendencia” se consolidou também.
Aqui no Brasil, em muitos projetos, a resposta estrutural à escassez de mão de obra, ergonomia, variabilidade da demanda e operacional já são determinantes para a viabilidade da automação.
O debate agora não é mais se deve utilizar ou não, mas como orquestrar frota + pessoas.
3. Robotics as a Service (RaaS)
Automação via modelos de assinatura reduz barreiras de investimento e facilita escala da automação.
Obviamente que podemos ver estas ofertas no mundo e também no Brasil, em fornecedores e desenvolvedores de AMRs, cobots e células robotizadas por assinatura.
Obviamente que isto quebrou as barreiras do CAPEX e acelerou determinadas decisões, mas a insegurança e lentidão para tomada de decisões retarda muitos projetos.
Hoje o risco não é mais tecnológico, mas sim contratual (SLA, custo por pedido, dependência do fornecedor). Associar isso com a estratégia de curto, médio e longo prazo é uma dificuldade enorme para empresas e profissionais que focam apenas em resultados imediatos.
4. Alta densidade de estocagem via Automação
Sistemas de armazenagem automatizada de alta densidade, seja, de paletes (ex.: Four Way Shuttle) ou miniloads (os mais diversos sistemas) se consolidaram e aceleram em muitas empresas.
Hoje, desde a indústria, passando pela distribuição e varejo, operadores logísticos, muitos já utilizam estas tecnologias.
Seja no mundo ou mesmo no Brasil, o custo do m², a eficiência energética e o excelente custo por pedido para SKUs pequeno/ médio aceleraram as implementações.
Em função de tantas alternativas, não é mais uma solução universal que domina as operações de armazenagem, entre centenas de possíveis combinações, é fundamental escolher a melhor e escalar.
5. Inventário em tempo quase real (acurácia é “licença para operar”)
Visibilidade precisa evita rupturas, perdas e divergências e rastreamento em tempo real por meio de tecnologias (tags, RFID etc.) evitam perdas por roubo, dano ou erros de localização.
As tecnologias para embalagens conectadas com os WMS avançados, RFID, contagens cíclicas inteligentes já integram a realidade de muitos operadores logísticos e empresas dos mais diversos setores.
O erro de estoque é custo estratégico, não operacional. É incrível ainda ver empresas utilizarem a justificativa de erros de estoques. Por isso que hoje, mesmo no Brasil, quando ouço isso, é mais fácil eu acreditar em má fé do que erros de estoque.
Essa “tendência” nem é mais diferencial, é pré-requisito.
6. Segurança, ergonomia como drivers de automação
Automação reduz riscos de acidentes e libera pessoal para atividades de maior valor.
Muitas empresas no Brasil e no mundo já passam a “exagerar” na segurança e na ergonomia para muitos profissionais. Mas este “exagero” é apenas resultado da valorização que a segurança, ergonomia e bem-estar recebe na empresa e é natural o uso da automação neste processo.
O absenteísmo reduz e o ROI deixa de ter foco apenas na qualidade e produtividade operacional e integra o ser humano.
Na avaliação de viabilidade de alternativas em projetos de armazéns isso fica claramente evidenciado e é bem comum, nesta fase, se deparar com empresas e profissionais que se dizem “SafetyFirst”, mas decidem “SafetySecond” ou “SafetyThird”…
7. Digital Twins pragmáticos e funcionais
Gêmeos digitais que espelham o armazém real permitem teste de cenários operacionais, planejamento de capacidade e otimização contínua.
O avanço deste tipo de tecnologia já tem impactado muitas empresas no Brasil e no mundo. Muitos projetos de armazenagem hoje já investem em gêmeos digitais, mas ainda muitos profissionais, mesmo os mais experientes, não têm facilidade de visualizar todo o seu potencial e benefícios.
Por exemplo, pensar em treinar inteligência artificial em um gêmeo digital de um armazém é ainda algo distante e demanda investimentos (ex.: IoT) e maturidade digital, mas desenvolver um gêmeo digital lógico-funcional, que se apoia na IA generativa como copiloto analítico para, por exemplo, testar cenários de alocação, sugerir balanceamentos, comparar alternativas, explicar trade-offs etc. é muito mais realista do que investir na “IA autônoma que decide tudo”.
Gestão Técnológica na Armazenagem
Esses sete pontos não representam mais apostas futuras, ou seja, tendências do que ainda não existe. Eles já são, praticamente, pilares consolidados da intralogística moderna.
O foco deixou de ser “o que” adotar de fato e passou a ser “como” orquestrar pessoas, processos e tecnologia destas práticas atuais.
Essa leitura não surge de um hype, que muitos gostam de publicar quando falamos de computação quântica, humanoides, etc. mas principalmente da experiência prática acumulada ao longo das últimas 5 décadas, por muitas empresas no Brasil e no mundo.
A IMAM completou 46 anos e construiu sua autoridade na área exatamente por acompanhar e muitas vezes antecipar essas transformações, sempre conectando tecnologia à realidade operacional (processos), às pessoas, mostrando os resultados possíveis e não apenas sonhados.
Não é mais sobre modismo tecnológico, é sobre engenharia de decisão, produtividade sustentável e competitividade real.
E, nesse contexto, uma iniciativa da IMAM e Interlink, a INTRA-LOG Expo e a Label & Pack Expo, também já cumprem um papel estratégico fundamental: separar o que é discurso e postagens com a visão do futuro, daquilo que já entrega valor no chão de fábrica e no armazém, principalmente no Brasil e América do Sul. Mais do que uma feira, o maior e melhor evento do setor de embalagem, intralogística e automação, os eventos se consolidam como um ponto de convergência entre visão, prática e o presente aplicável, onde se enxerga claramente que essas “tendências” já são realidade para quem decidiu evoluir.
Assim, o futuro da intralogística não está chegando, ele já está operando. E o diferencial agora é maturidade, critério técnico e capacidade de execução.
Excelente 2026 para todos e já agende de 15 a 17 de Setembro no Expo Center Norte (Pavilhão Azul), em São Paulo, para nos encontrarmos em mais uma INTRA-LOG Expo South America e na Label & Pack Expo.

