Caixa de ferramentas lean: por onde começar
Caixa de ferramentas lean em resumo: A caixa de ferramentas lean reúne técnicas como 5S, kanban, SMED, mapeamento de valor, poka-yoke e células de manufatura. Conhecer a filosofia não basta. Por isso, o caminho é fazer um diagnóstico com especialistas, achar o recurso que restringe o lucro e aplicar a ferramenta certa até o gargalo mudar de lugar.
A filosofia lean está bastante difundida, mas nem sempre é compreendida e aplicada. Isso vale até para o setor automobilístico, onde ela nasceu. Por isso, vale abrir a caixa de ferramentas lean e entender por onde começar.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, resume o conceito, lista as ferramentas e mostra o primeiro passo para aplicá-las em fábricas, hotéis, hospitais, centros de distribuição e outros ambientes.
O conceito por trás do lean
O lean surgiu na metade do século passado, em uma montadora japonesa, e se espalhou pelo ocidente a partir dos anos 1980. Seu conceito é a eliminação de qualquer tipo de perda. E isso acontece em um processo de melhoria contínua para sempre, e não em um projeto com data para acabar.
No entanto, os riscos do fornecimento global, como tsunamis, terremotos e atentados, levaram as líderes a repensar o estoque tendendo a zero e a fonte única. Enquanto isso, muitas empresas aumentam o estoque de segurança ao primeiro sinal de falta de matéria-prima. Na prática, essa é uma pseudoproteção, porque não ataca as causas do desabastecimento.
O que tem na caixa de ferramentas lean
| Ferramenta | Ferramenta |
|---|---|
| 5S de fato | Ergonomia |
| Kanban | Poka-yoke |
| Setup rápido (SMED) | Células de manufatura |
| Mapeamento de valor | Grupos de melhorias |
| Manutenção preventiva rápida | Conservação produtiva total |
| Lean logistics | Lean office |
Por onde começar a usar a caixa de ferramentas lean
Ficar só no conhecimento da filosofia não basta. Além disso, engolir o boi inteiro não é possível. É preciso fatiá-lo. Ou seja, a aplicação das ferramentas é o próximo passo.
- Faça um diagnóstico com especialistas.
- Não copie o modelo de outras empresas: cada caso é um caso, até entre filiais da mesma corporação.
- Avalie onde estão os recursos que restringem a capacidade de gerar lucro líquido.
- Realize um diagnóstico sistêmico por meio da Árvore da Realidade Atual (ARA).
- Identifique as propriedades de cada ferramenta e aplique a mais adequada até o gargalo passar para outro recurso.
- Repita o ciclo, em um processo de melhoria contínua (kaizen).
Com um diagnóstico adequado, a empresa entende onde está e aonde quer chegar. A partir daí, uma metodologia robusta de gestão do projeto integra as pessoas e as compromete com a filosofia e as atividades lean.
Retome a ideia abandonada
Muitas vezes, uma ferramenta foi abandonada por resistência do tipo aqui é diferente. Em outros casos, a pessoa que coordenava o tema saiu da empresa. Vale lembrar que tudo e todos mudaram nos últimos anos. Portanto, a empresa não pode ficar alheia a essa realidade.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A caixa de ferramentas lean é ampla, mas não deve ser aplicada de uma vez nem copiada de outra empresa. O ponto de partida é o diagnóstico, que mostra a restrição do lucro. Em seguida, cada ferramenta entra para remover um gargalo, em um ciclo de melhoria contínua sem fim.
Conteúdos complementares recomendados
- Ferramentas lean: Uma visão geral das ferramentas e do seu uso.
- O que é SMED: A troca rápida de ferramentas em detalhe.
- O que é poka-yoke: Os princípios e os tipos de dispositivos à prova de erro.
