Desenvolvimento Organizacional
Estratégias e Performance (Lean, Toc, 6 Sigma)
Modelo de gestão competitiva: por que ele define responsabilidades
Sumário executivoModelo de gestão competitiva em resumo: O modelo de gestão competitiva deixa claro o que cada pessoa deve entregar, com quais metas e em quais processos. Além disso, segundo o autor, a falta dele gera departamentalismo e concentra as decisões em poucas pessoas, o que retira das demais a responsabilidade e o compromisso. Por isso, o melhor modelo estimula a resolução de problemas e a melhoria contínua.
Está claro para todos na organização, quais são as suas responsabilidades e o que a Empresa espera que seja entregue no dia a dia? Se a resposta é talvez não, este artigo é para você.
A extrema competitividade a que somos submetidos hoje em dia exige profissionais cada vez mais competentes.
O que é ser competente? Para simplificarmos é o profissional ou a profissional que entrega com qualidade e no prazo, o resultado ou a entrega para gerar o resultado que se espera.
Se já é difícil darmos conta deste desafio, imaginem o quanto a dificuldade aumenta se estas entregas e resultados não estejam muito claros para todos.
Muitas pessoas trabalham dia após dia nas organizações sem saber o que e quando entregar e quais são os resultados necessários a serem atingidos. Também conhecidos como metas.
Existem outros que não fazem ideia dos processos que trabalham, conhecendo apenas a função departamental que lhes é passada, e com isso não conseguem enxergar o produto e os clientes deste processo. Isso se deve ao “departamentalismo”. Que é uma doença empresarial, na qual os interesses dos departamentos tornam-se mais importantes do que os interesses da organização.
E a culpa não é das pessoas, mas do Modelo de Gestão Competitiva adotado ou da ausência dele. Quando uma única pessoa ou um número pequeno delas definem tudo o que tem que ser feito e como deve ser feito na organização, isso retira das demais a responsabilidade e o compromisso.
São os chamados “heróis do passado” que foram vitais quando a Empresa era pequena, mas que continuam trabalhando da mesma forma, após a Empresa atingir o tamanho médio ou grande. Estes então se transformam em “vilões” ou restrições aos resultados, pois tentam manter a Empresa funcionando da mesma forma, só que não conseguem resolver todos os problemas que aparecem no dia a dia e não permitem que outros resolvam. As vezes por falta de confiança na equipe, em outras por medo de perderem o status de “heróis” e alimentar seu ego enorme.
Quando as pessoas são impedidas de assumirem suas responsabilidades, por falta de consciência ou envolvimento, também não se comprometem em atingir os resultados e entram em um ciclo bastante confortável, no qual se der certo, o “chefe” ganha os louros e se der errado, não tem nenhuma responsabilidade, pois foi o “chefe” quem mandou.
Em um ambiente profissional onde as pessoas não se comprometem com resultados, a probabilidade de eles acontecerem é mínima.
Pois bem, fica cada vez mais evidente que o que fará a diferença neste mundo extremamente competitivo é como iremos conseguir:
- Organizar a nossa Empresa em processos e projetos
- Definir os limites dessas responsabilidades em uma visão de processos e projetos
- Deixar claro os indicadores e as metas que cada um tem que atingir
- Dar autonomia para as pessoas pensarem e decidirem, mesmo que errem, mas de outra forma não haverá aprendizado nem compromisso
- Envolver as pessoas nas decisões e planos de ações para melhorarmos a performance e atingirmos as metas.
O melhor Modelo de Gestão é aquele que estimula a resolução de problemas e a melhoria contínua.
Sem e com um modelo de gestão competitiva
Em resumo, o contraste descrito no post:
| Situação | O que o post afirma |
|---|---|
| Sem modelo | Pessoas não sabem o que e quando entregar nem as metas a atingir |
| Departamentalismo | Interesses dos departamentos ficam acima dos da organização |
| Heróis do passado | Concentram as decisões e viram restrições aos resultados quando a empresa cresce |
| Com modelo | Processos e projetos organizados, indicadores e metas claros e autonomia para decidir |
Perguntas frequentes sobre modelo de gestão competitiva
Ser competente é entregar com qualidade e no prazo o resultado, ou a entrega que gera o resultado esperado. A dificuldade aumenta quando essas entregas e resultados, também chamados de metas, não estão claros para todos, e muitas pessoas trabalham sem saber o que e quando entregar.
Departamentalismo é uma doença empresarial em que os interesses dos departamentos se tornam mais importantes do que os interesses da organização. Ele aparece quando as pessoas conhecem apenas a função departamental e não enxergam o produto e os clientes do processo. Para o autor, a culpa é do modelo de gestão, ou da ausência dele.
São pessoas que foram vitais quando a empresa era pequena e continuam decidindo tudo sozinhas depois que ela cresce. Segundo o autor, viram restrições aos resultados, porque não conseguem resolver todos os problemas e não permitem que outros resolvam, o que tira das equipes a responsabilidade e o compromisso.
Organizar a empresa em processos e projetos, definir os limites das responsabilidades nessa visão, deixar claros os indicadores e as metas de cada um, dar autonomia para as pessoas pensarem e decidirem, mesmo que errem, e envolvê-las nas decisões e nos planos de ação para melhorar a performance.
Para o autor, o melhor modelo de gestão é aquele que estimula a resolução de problemas e a melhoria contínua. Em um ambiente onde as pessoas não se comprometem com resultados, a probabilidade de eles acontecerem é mínima, por isso o modelo precisa dar responsabilidade, autonomia e metas claras a todos.
Conteúdos complementares recomendados
- O que é gestão competitiva: Além disso, o conceito por trás do modelo.
- Hoshin Kanri do P ao P: Ou seja, como desdobrar metas para todos.
- Check-list do sistema de gestão: Por fim, como avaliar o modelo atual.
