Aplicando Soluções de Simulação na Logística
“Como a simulação pode ajudar as empresas a obter a máxima produtividade e utilização dos recursos disponíveis.”
Modelando uma Operação Logística
No mundo da logística e da supply chain (cadeia de suprimentos), a simulação computacional — especificamente a Simulação de Eventos Discretos — permite replicar digitalmente processos de alta complexidade.
Para uma operação existente, um modelo “as is” (como é) pode constatar gargalos e auxiliar na busca pelas causas raízes, definindo ações corretivas. Antes da implementação prática, modela-se uma nova situação “to be” (como será) para validar se as ações propostas trarão o resultado esperado. Caso o cenário não seja ideal, outras ideias podem ser testadas e modeladas virtualmente até que se encontre a melhor solução, sem riscos ao mundo real.
Para uma nova operação, ainda em fase de projeto, um modelo “what if” (o que aconteceria se) simula o comportamento do sistema antes de qualquer investimento físico. Com isso, antecipamos e evitamos problemas, custos desnecessários e prejuízos.
Como aplicamos a simulação em um Projeto de Consultoria
Uma consultoria logística séria não se baseia em palpites; ela analisa informações com racionalidade, elabora diagnósticos técnicos, cria cenários de solução e desenha planos de ação assertivos.
Com a evolução da Tecnologia da Informação, os softwares de simulação foram potencializados pela Inteligência Artificial agregada aos seus algoritmos. Isso facilita a criação de modelos digitais cada vez mais precisos, garantindo segurança na tomada de decisão.
Na intralogística, por exemplo, os modelos simulam o desempenho de pessoas, equipamentos (como empilhadeiras, transelevadores e transportadores contínuos) e processos completos de recebimento, picking e expedição. Já na logística externa (inbound e outbound), podemos simular tempos e custos de diversos modais, como o rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo.
Vale destacar que a simulação é a aplicação de modelagens matemáticas e estatísticas que representam a realidade e suas variações. Não se deve confundi-la com meras “animações” geradas por IA para fins estéticos; aqui, o foco é o rigor técnico.
Por que Simular?
Antes da revolução digital, o planejamento era realizado de forma estática, em papel ou planilhas. Com a popularização dos computadores nos anos 80 e 90 e o surgimento de softwares como o Excel, ganhamos velocidade, mas ainda restava um desafio: a variabilidade.
Planilhas aceitam qualquer dado, mas têm dificuldade em processar variações probabilísticas. Elas trabalham bem com médias, porém a logística acontece nos extremos. Por exemplo: se um fornecedor atrasa dois dias em um pedido e adianta dois dias em outro, a média diz que ele é pontual. Na vida real, contudo, esse desequilíbrio gera rupturas e custos de estoque.
As soluções de simulação ganharam força com o aumento da capacidade de processamento, impulsionadas por especialistas como o professor Leonardo Chwif, da Simulate, nosso parceiro na IMAM Consultoria. Utilizando ferramentas consagradas como o Simul8, testamos projetos via modelagem para conhecer antecipadamente resultados de produtividade, capacidade, ociosidade e indicadores como o OEE (Overall Equipment Effectiveness).
O que é um “Digital Twin” (Gêmeo Digital)
O conceito de Gêmeo Digital surge da ideia de criar uma réplica virtual absolutamente fiel de um processo físico (existente ou projetado). Na logística, essa tecnologia permite entender como o sistema se comporta sob diferentes condições.
Os Gêmeos Digitais sustentam-se em três pilares:
- Espelhamento: representação virtual fiel do sistema.
- Sincronização: integração de dados de entrada (manuais ou automáticos via sensores/IoT).
- Previsão: teste de cenários para prever falhas e otimizar o desempenho antecipadamente.
Principais Aplicações na Indústria e Intralogística
A simulação pode modelar desde uma operação de armazenagem completa até processos complexos de e-commerce e last mile, onde o nível de serviço é crítico para a viabilidade do negócio.
- Gestão de Estoques: Teste de políticas de estoque frente às variações de demanda, evitando faltas ou excessos. Funciona como um “simulador de voo” para o comprador.
- Planejamento da Produção: (PCP): Balanceamento de linhas, definição de lotes ideais e sequenciamento de equipamentos para maximizar a capacidade.
- Operações de CD: Avaliação dinâmica da capacidade e identificação de gargalos, definindo a necessidade exata de recursos humanos e infraestrutura.
Desafios e Tendências
Como destaca nosso diretor Eduardo Banzato, vivemos em um mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). A pressão por agilidade exige ferramentas que considerem:
- Integração com IA: Para sugerir e simular cenários adicionais automaticamente.
- Simulação em Tempo Real: Conexão com sensores (IoT) para refletir a situação imediata da operação.
- Foco na Sustentabilidade: Otimização de rotas e fluxos para minimizar o consumo de energia e recursos naturais.
Simulação não é gasto: é investimento com Payback
Nossa experiência em consultoria mostra que implementações equivocadas, causadas pela “economia” de não realizar uma simulação prévia, geram custos elevadíssimos. Não utilizar um Gêmeo Digital pode levar a decisões imprecisas, perdas de produtividade e falhas no atendimento ao cliente.
A tecnologia está disponível. Consultorias especializadas possuem as ferramentas e a expertise necessárias para transformar esses dados em eficiência e rentabilidade.

