Just in Case: Conheça a Estratégia de Estoques Que Protege Sua Produção
E se sua produção parasse por falta de um único componente? Isso aconteceu com gigantes como Ford, General Motors e Volkswagen durante a crise global de semicondutores entre 2020 e 2022. Em contextos de alta incerteza como esses, o modelo Just In Case (JIC) se mostra mais resiliente e seguro.
Afinal, o JIC possibilita que as empresas mantenham estoques maiores de componentes e materiais, ajudando a enfrentar flutuações no mercado e interrupções imprevistas.
Enquanto isso, o Just in Time – que busca minimizar estoques para reduzir custos – se mostrou vulnerável durante a crise dos semicondutores. Para você ter ideia, a indústria automotiva deixou de produzir 2,2 milhões de veículos só em 2022, devido à escassez de componentes essenciais.
Ou seja, às vezes, ser um pouco mais cauteloso com estoques pode ajudar a evitar grandes problemas no futuro, dependendo da situação. Quer entender melhor? Continue a leitura e confira os seguintes tópicos:
- O que é a expressão Just in Case?
- O que é a filosofia Just in Case?
- Logística Just in Case: como funciona?
- Just in Case x Just in Time: qual a diferença?
O que é a expressão Just in Case?
“Just in Case” é traduzido como “somente no caso de”. Ou seja, a ideia é estar preparado para o imprevisto. É como ter um plano B pronto caso algo dê errado.
O que é a filosofia Just in Case?
A filosofia Just in Case é uma estratégia que muitas empresas adotam para estarem preparadas para imprevistos. A ideia central é manter estoques extras de materiais ou produtos e evitar problemas caso algo saia do esperado.
Por exemplo, já aconteceu de um cliente pedir algo e a empresa não ter em estoque? Isso é o que chamamos de backorder – pedido em atraso. Com o JIC, isso é evitado ao manter um estoque adicional para atender a demanda mesmo quando ela é maior do que o esperado.
Logística Just in Case: como funciona?
A logística Just in Case funciona para que a empresa tenha estoque suficiente para lidar com demandas inesperadas, sem arriscar faltar produto.
Estoque antecipado
Basicamente, a empresa fabrica e armazena os produtos com antecedência, para ter sempre o suficiente disponível. Assim, ela evita a falta de produto quando a demanda sobe.
Por exemplo, a crise mundial dos semicondutores ocorreu pela escassez de componentes fundamentais, como chips. Isso afetou grandes indústrias, como a automobilística, que precisou parar a produção por falta de componentes.
Reserva para emergências
Manter um estoque extra nos armazéns da empresa é uma maneira de se preparar para imprevistos, como problemas com fornecedores ou picos inesperados na demanda.
Em outras palavras, essa é uma alternativa mais segura em contextos de alta incerteza, como o mundo VUCA: volátil, incerto, complexo e ambíguo.
Atendimento rápido
Ter o estoque disponível ajuda a empresa a atender pedidos urgentes sem precisar esperar pela reposição de produtos. Esse é um diferencial importante em mercados competitivos.
Evitar a falta de produtos
A ruptura de estoque é um pesadelo para muitas empresas, concorda? Com o JIC, a corporação reduz o risco de ficar sem o que o cliente precisa, ajudando a manter a satisfação.
Isto é, a crise dos semicondutores prejudicou 70% das indústrias eletroeletrônicas do país em 2021, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abnee). Se elas tivessem adotado o modelo Just in Case, poderiam ter enfrentado esse problema mais tranquilamente.
Por exemplo, você imagina o impacto na saúde pública que a falta de um produto do setor médico poderia causar?
Controle sobre a produção
A fabricação antecipada permite que a empresa produza em maior escala, o que reduz os custos de produção no longo prazo. Isso acontece porque, quando se fabrica mais unidades, os custos por unidade tendem a cair.
Afinal, o negócio consegue otimizar os processos, usar os recursos de maneira mais eficiente e negociar preços melhores com os fornecedores.
Just in Case x Just in Time: qual a diferença?
Quando se trata de gerenciar estoques, duas estratégias que sempre surgem são Just in Case e Just in Time (JIT). Elas têm objetivos parecidos, mas as formas de alcançá-los são bem diferentes.
Just in Case (JIC)
O objetivo do JIC é que você sempre tenha estoque disponível, mesmo quando a demanda for imprevisível. A ideia é evitar ficar sem produtos e, assim, garantir que seus clientes sempre encontrem o que precisam.
Entretanto, como você mantém mais estoque, o JIC tende a ser mais caro. Isso acontece porque você precisa de mais espaço para armazenar os produtos e, muitas vezes, acaba produzindo mais do que o necessário.
Apesar de mais caro, esse modelo é mais seguro, porque assegura que você terá o que precisa, mesmo em situações imprevistas.
Just in Time (JIT)
O foco é minimizar o estoque e produzir ou adquirir produtos exatamente no momento em que são necessários. A estratégia tenta reduzir custos ao manter apenas o essencial no armazém.
Porém, o JIT é arriscado em tempos de incerteza. Como a produção depende de uma cadeia de suprimentos bem sincronizada, falhas ou interrupções costumam causar atrasos e paradas na produção.
Curso de Gestão de Estoques
Conforme mencionado, adotar a estratégia Just in Case é uma ótima escolha para empresas que querem mais segurança, principalmente quando o cenário é incerto. Logo, ter estoques maiores ajuda a evitar aqueles momentos em que o cliente precisa de um produto e você não tem disponível. Então, deseja implementar essa estratégia e melhorar a gestão de estoques na sua empresa? No Curso de Gestão de Estoques, te capacitamos para que você aplique os conceitos de forma eficiente na sua empresa. Saiba mais em nosso site!