Gestão visual: ferramentas, falhas comuns e uso de tecnologia
Gestão visual em resumo: Gestão visual é um dos pilares da filosofia lean. Ela aplica o ciclo PDCA de forma que todos possam se autocontrolar, descobrir com facilidade desvios entre o planejado e o executado e agir para corrigi-los. Hoje, softwares e monitores mantêm as informações atualizadas na fábrica e no escritório.
A gestão visual é um dos pilares da filosofia lean. Assim como o próprio lean, ela está migrando da fábrica para o escritório. Neste artigo, com base no acervo da IMAM, você vê as ferramentas, as falhas mais comuns e como a tecnologia ajuda.
Como funciona a gestão visual
A técnica aplica o conceito PDCA: planejar, executar, controlar e tomar ações corretivas e preventivas. A diferença é que ela é montada para que todos possam se autocontrolar. Dessa forma, qualquer pessoa descobre com facilidade se há desvio entre o planejado e o executado. Em seguida, toma pelo menos uma ação corretiva para estancar o desvio.

Ferramentas de gestão visual
Existem diversas ferramentas de controle visual. A tabela mostra as citadas no PDF e o que cada uma informa.
| Ferramenta | O que mostra |
|---|---|
| Gráficos de produção | Metas planejadas e produção executada, hora a hora |
| Faixas pintadas no piso | Limites de circulação de pessoas e de equipamentos de movimentação |
| Painéis porta-ferramentas | A localização exata de cada ferramenta após o uso |
| Instruções de trabalho | Como executar a tarefa no posto |
| Sistemas andon | Luzes que acendem quando há anormalidade no posto de trabalho |
| Painéis kanban | A necessidade de reposição de materiais |
Por que a gestão visual falha
Infelizmente, há nas empresas uma onda de informações que não viram gestão de verdade. Muitas vezes, os colaboradores não sabem o que fazer quando o sistema aponta uma anormalidade. Por exemplo, é comum passar por andons acesos, produção abaixo da meta e materiais fora do lugar sem que nada aconteça.
Em outras palavras, as ferramentas ficam pela metade. Elas não entregam todo o potencial, como o controle dos processos e as ações corretivas e preventivas. Além disso, há quadros desatualizados ou em branco, com a desculpa de falta de tempo ou de recursos.
Tecnologia a favor da gestão visual
Por isso, algumas empresas automatizam a gestão visual com softwares. Eles podem se ligar ao ERP ou ser alimentados à mão. O importante é que mostrem dados on-line em vários pontos da empresa, por meio de monitores.
Os pioneiros foram os painéis kanban eletrônicos. Com a automação por código de barras nos cartões, eles levam a informação de reposição aos fornecedores de forma mais rápida e precisa. Hoje, a ferramenta está na fábrica e nos escritórios, com dados on-line sobre o desempenho dos processos.
Um caso na indústria
Um fabricante de sistemas de segurança e automação do interior paulista criou o próprio sistema de gestão visual. Ele nasceu para que as células de manufatura do projeto lean pudessem se autoprogramar, vendo os pedidos e os itens prioritários. Depois, chegou à injeção de plásticos, ao planejamento e controle da produção e às vendas. Por fim, tablets substituíram as ordens de produção em papel.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A gestão visual só funciona quando a informação está atualizada e todos sabem como agir diante de um desvio. Nesse sentido, a tecnologia ajuda: monitores e softwares mantêm os dados vivos e levam o controle visual da fábrica ao escritório.
Conteúdos complementares recomendados
- Gestão lean: Os desafios para obter resultados com a filosofia.
- Kanban: A ferramenta de reposição que deu origem aos painéis eletrônicos.
- Ferramentas lean: Outras ferramentas da filosofia enxuta.
