Líder de supply chain: cinco características de quem chega ao topo
Líder de supply chain em resumo: Líder de supply chain não precisa vir de vendas, marketing ou finanças. A experiência de quem pôs a mão na massa, como engenheiro ou gerente de fábrica, também leva ao topo. Para desenvolver esse líder, a empresa deve buscar cinco características: sabedoria, vitalidade, coragem, otimismo pragmático e premonição.
O líder de supply chain ainda enfrenta um preconceito. Muitas empresas acreditam que um líder só surge em vendas, marketing, finanças ou administração. Assim, profissionais da área técnica, da logística, da fabricação e do fornecimento ficam de fora.
Por que o líder de supply chain fica de fora
Segundo o PDF, o caminho da liderança costuma passar por uma faixa estreita de funções tradicionais. Esse é um problema comum, porque restringe o banco de talentos. Além disso, a prática enfraquece a cadeia de suprimentos, já que reforça a ideia de que a função não leva ao topo.
Os autores pensam diferente. Para eles, a experiência de quem pôs a mão na massa, como engenheiro, gerente de fábrica ou químico, deve aproximar o executivo do topo da indústria. Contudo, a profissão parece menos atraente e, por isso, atrai menos talentos. Ao mesmo tempo, gestores de RH com visão limitada podem conduzir mal essa trilha.

Como formar um líder de supply chain
Sem reconhecer o problema e agir para corrigi-lo, os autores não preveem mudança nas práticas atuais. Portanto, para que a cadeia de suprimentos forme líderes, a empresa não pode aplicar de forma superficial o método tradicional de desenvolvimento de executivos.
Em primeiro lugar, é preciso entender as características dos executivos de alto nível mais bem-sucedidos. Em seguida, defina o alvo e revisite os atributos de um líder. Além disso, vale saber se a organização é um terreno fértil para um líder com raízes na cadeia de suprimentos.

Cinco características de um grande líder
| Característica | Como aparece |
|---|---|
| Sabedoria | Valores fortes, justiça, imparcialidade e habilidade para resolver problemas |
| Vitalidade | Energia que parece ilimitada e entusiasmo que contagia a equipe |
| Coragem | Decisões difíceis, como desligar um amigo de baixo desempenho ou fechar uma fábrica |
| Otimismo pragmático | Otimismo sobre as oportunidades, mas sempre com um plano B |
| Premonição | Entendimento profundo de clientes, mercados e pessoas |
A seguir, veja cada uma em mais detalhes.
- Sabedoria: são pessoas conscientes, justas e boas solucionadoras de problemas. Por isso, suas opiniões são procuradas. Além disso, priorizam o bem-estar da empresa e dos funcionários, valorizam a integridade e buscam feedback para entender como são vistas.
- Vitalidade: trabalham com entusiasmo e encontram formas de se reenergizar e de reenergizar a equipe. Como estão em boa forma física e emocional, doam-se mais à organização. Afinal, para elas, importa encontrar soluções, e não culpados.
- Coragem: o sistema de valores do líder influencia todos ao redor. Assim, ele precisa de coragem para decisões difíceis. Evitar essas decisões ou fazer um mau julgamento moral, porém, destrói a integridade e a confiança.
- Otimismo pragmático: grandes líderes são otimistas sobre as oportunidades, mas sempre preparam um plano B para os piores cenários. Afinal, crises econômicas, regras do governo ou ações da concorrência podem derrubar o plano A.
- Premonição: o líder parece ver o futuro. Às vezes, é sorte; mas, com frequência, é um entendimento profundo de clientes, mercados, pessoas e recursos. Desse modo, ele age sobre as oportunidades, mantém o fluxo de novos produtos e amplia a base de clientes.
Vale lembrar que muitas empresas que relutaram em reconhecer os riscos não sobreviveram quando a crise chegou. Ou seja, otimismo sem plano B é um risco. Da mesma forma, a premonição do líder também aparece na hora de contratar talentos.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
O líder de supply chain pode, e deve, vir também da área técnica. Para formá-lo, a empresa precisa ampliar o banco de talentos, rever o modelo de desenvolvimento de executivos e buscar as cinco características: sabedoria, vitalidade, coragem, otimismo pragmático e premonição.
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