Paletização robotizada: cinco perguntas e as ferramentas do robô
Paletização robotizada em resumo: Paletização robotizada depende muito da ferramenta na extremidade do braço do robô, que representa grande parte do custo do sistema. Para escolher bem, a empresa precisa conhecer os produtos e as embalagens, a velocidade da linha, a exigência estética, o manuseio de folhas separadoras e paletes e as mudanças futuras de embalagem.
As empresas buscam cada vez mais oportunidades de automação. Nesse movimento, procuram sistemas robotizados nas máquinas de embalagem e nos embarques, com paletizadores robotizados. No entanto, o projeto de uma célula de paletização robotizada ficou mais complicado.
Para reduzir os separadores, as caixas tradicionais de papelão ondulado estão sendo trocadas por cartão prensado de paredes mais finas, fardos em filme termo-retrátil sobre calços de papelão e até produtos soltos em bandejas. Além disso, a demanda dos atacarejos e as mudanças de mercado ampliam a gama de tamanhos, formas e materiais de embalagem. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como escolher a ferramenta certa.
Por que a ferramenta define a paletização robotizada
A ferramenta na extremidade do braço do robô é um componente muito específico do projeto. Ela também representa uma grande porcentagem do custo total do sistema. Por isso, a escolha correta garante que o novo sistema de paletização e despaletização manuseie com eficiência toda a gama de embalagens da empresa.

Cinco perguntas antes de projetar a paletização robotizada
1. Que tipos de produto serão embalados?
O primeiro passo é analisar a linha completa de produtos e os tipos de embalagem que passam por ela. Por exemplo, a embalagem sustenta o próprio peso durante a transferência? Ou precisa de apoio por baixo? Considere tamanho, forma e peso; estabilidade e construção; vedação, envoltório e fitas; e a embalagem secundária.
2. Que velocidade a paletização robotizada precisa ter?
A capacidade do sistema varia bastante conforme a ferramenta e o produto paletizado. Assim, um bom ponto de partida é definir uma faixa aceitável de velocidade da linha, em caixas por minuto. Isso ajuda a avaliar melhor as opções de equipamento.
3. Qual a importância da estética da embalagem?
Alguns equipamentos permitem mais configurações de paletes do que outros. Essa flexibilidade pode ser necessária para posicionar as ilustrações dos displays de paletes completos e atender às exigências de atacadistas e varejistas. Além disso, algumas ferramentas deixam pequenas marcas no filme termo-retrátil, o que pode ser inaceitável para artigos de display.
4. O robô vai manusear folhas separadoras ou paletes?
Leve em conta os acessórios que manuseiam folhas separadoras de camadas ou paletes. Eles podem exigir ferramentas periféricas e reduzem a velocidade da linha. Por outro lado, quando a embalagem secundária diminui, as folhas entre camadas podem ser necessárias para manter a carga estável.
5. O sistema vai se adaptar a mudanças futuras?
Sempre que possível, projete flexibilidade para lidar com as mudanças da linha atual e com novos tipos de embalagem. Para isso, faça parceria com um integrador de paletização experiente, que ajude a especificar os equipamentos mais adequados.

Tipos de ferramenta para paletização robotizada
Entre os dispositivos mais comuns estão os manipuladores a vácuo, o tipo garfo, as garras laterais e as garras de camadas. A tabela compara cada um.
| Ferramenta | Como funciona | Indicada para | Limitações |
|---|---|---|---|
| Manipulador a vácuo | Copos ou espuma acionados pneumaticamente levantam o produto pela superfície superior | Caixas seladas de papelão robustas; é o tipo mais usado na despaletização | Não serve para caixas altas com baixo centro de gravidade; na aceleração, a inércia pode soltar a caixa |
| Tipo garfo | Fileira de garfos em pente passa entre os roletes do transportador e levanta o produto por baixo | Caixas e sacos irregulares, caixas com tampa e embalagens que não sustentam o próprio peso | Exige espaço extra para formar o arranjo; é mais lento e não serve para despaletização |
| Garra lateral | Prende o produto pelas laterais | Filme termo-retrátil em bandejas ou calços e embalagens de paredes finas; permite velocidades maiores que o vácuo | Pode não servir para itens frágeis ou materiais que rasgam com facilidade |
| Garra de camadas | Manuseia a camada completa | Caixas sem a parte superior selada | É cara, por causa dos equipamentos auxiliares que formam cada camada |
Ferramentas híbridas na paletização robotizada
Às vezes, a operação combina dois tipos de ferramenta para restringir o movimento nos eixos x e y. Por exemplo:
- Garfo auxiliado por vácuo: os garfos sustentam as embalagens por baixo, enquanto o vácuo, na parte de trás da fileira de caixas, as mantém no lugar.
- Vácuo auxiliado por garras: serve para embalagens altas e leves. O vácuo levanta e movimenta o produto, e as garras evitam que ele se desloque e se solte.
- Vácuo para segurar a camada: quando as garras não transferem força ao centro da camada, o vácuo segura a camada na vertical.
- Copos a vácuo em cilindros: funcionam como periféricos para apanhar as folhas separadoras. Um jogo de braços gira para apanhar o palete e depois se afasta durante a paletização.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Na paletização robotizada, a ferramenta certa aumenta o desempenho, a velocidade, o tempo de operação e o retorno sobre o investimento. Em resumo, responda às cinco perguntas, compare vácuo, garfo, garra lateral e camadas e preveja as mudanças de embalagem. Assim, o robô acompanha a linha de produtos hoje e no futuro.
Conteúdos complementares recomendados
- Paletização: o que é e benefícios: Os fundamentos de montar cargas em paletes.
- Robótica na logística: Outras aplicações de robôs na operação.
- Elevação a vácuo: O princípio por trás dos manipuladores a vácuo.
