Organização da cadeia de abastecimento: modelos e como reestruturar
Organização da cadeia de abastecimento em resumo: Organização da cadeia de abastecimento é a forma como a empresa estrutura pessoas e processos de planejamento, fornecimento, fabricação, entrega e devolução. Não existe modelo único, mas a estrutura eficiente apoia a estratégia, define competências centrais, executa todos os processos e mede o desempenho. No modelo integrado, o gestor controla os recursos.
A alta direção de muitas empresas já percebe que o gerenciamento da cadeia de abastecimento, o SCM, é um dos principais fatores de sucesso. No entanto, definir a organização da cadeia de abastecimento e montar uma estrutura alinhada à estratégia, às pessoas e aos processos não é simples.
Assim como não existe uma definição universal, também não há um método único para estruturar a organização da cadeia de abastecimento. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra as características das organizações eficientes, a evolução dos modelos e como reestruturar.
Características de uma organização da cadeia de abastecimento eficiente
Em qualquer modelo, as organizações eficientes têm cinco características em comum:
- A estrutura é alinhada para apoiar a estratégia do negócio.
- Existe acordo sobre quais competências centrais são necessárias.
- A empresa executa todos os processos da cadeia, com capacidade interna ou por parcerias estratégicas.
- Indicadores de desempenho dão informações objetivas sobre eficiência e eficácia.
- Um conjunto de princípios práticos orienta a estrutura.
Além disso, adaptabilidade e agilidade são essenciais. Como a estratégia muda com mais frequência, a organização precisa acompanhar. Por isso, reestruturar pode exigir redefinir papéis, reduzir a complexidade dos processos, desenvolver novas competências ou realocar recursos sem resultado.
As mudanças também são necessárias quando muda a forma de avaliar o desempenho. Em uma estrutura funcional, por exemplo, os indicadores costumam motivar a otimização de um único departamento. Assim, se a empresa não se organizar para os novos indicadores, não alcança o desempenho almejado.

Evolução dos modelos de organização
A estrutura da cadeia mudou bastante ao longo das décadas. A tabela resume essa evolução.
| Período | Modelo | Como funciona |
|---|---|---|
| Anos 1970 (ainda comum) | Funcional | Logística e manufatura sob um diretor de operações; suprimentos e atendimento de pedidos em grupos separados |
| Anos 1980 e 1990 | Transicional | Muitas funções centrais em um departamento; o diretor de operações gerencia também a base de suprimentos e o atendimento dos pedidos |
| Fim dos anos 1990 | Gerência de supply chain | Surgem gerentes e diretores de supply chain e a visão da cadeia de ponta a ponta |
Parcialmente integrada ou integrada
Dois modelos principais estabeleceram a gerência da cadeia como função separada. Em ambos, um grupo responde por metas como cobertura de estoque, lead time de atendimento e pontualidade das entregas. A diferença está nos recursos. Na organização parcialmente integrada, o gerente não controla os recursos que executam a estratégia. Já na integrada, ele tem pleno domínio sobre eles.
À primeira vista, os modelos parecem parecidos. Contudo, a diferença é maior que mudar retângulos no organograma. No modelo integrado, o gestor reúne todos os responsáveis por planejar, fornecer, fabricar, entregar e devolver, além da infraestrutura, e recebe metas e recursos para cumpri-las.

Como reestruturar a organização da cadeia de abastecimento
Reestruturar não exige, necessariamente, revisar todas as funções, criar um departamento ou inventar um novo gerente. Em vez disso, pense na organização como um conjunto integrado de pessoas responsáveis por cada processo. Assim, mesmo sem grande reorganização, avalie o grau de mudança necessário:
- Consolidar dois departamentos para eliminar um limite funcional.
- Transferir processos de uma área para outra.
- Redefinir responsabilidades dentro de um grupo.
- Realinhar grupos para focar clientes específicos.
Por exemplo, uma empresa que quer ser o fornecedor de menor custo precisa de uma cadeia que minimize o custo dos materiais e da produção. Para isso, avalia as capacidades atuais, identifica as lacunas de habilidades e garante processos que favoreçam a eficiência da produção, a redução constante dos custos e a atualização das previsões.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A organização da cadeia de abastecimento evoluiu de funções isoladas para uma gestão de ponta a ponta. O modelo integrado dá ao gestor metas e recursos, mas a mudança pode ser gradual. Em resumo, alinhe a estrutura à estratégia, defina as competências, meça o desempenho e ajuste a organização sempre que a estratégia mudar.
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