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Aplicando Soluções de Simulação na Logística

Por Wagner Salzano em 11 de fevereiro de 2026
Aplicando Soluções de Simulação na Logística
5 minutos para ler

“Como a simulação pode ajudar as empresas a obter a máxima produtividade e utilização dos recursos disponíveis.”

Modelando uma Operação Logística

No mundo da logística e da supply chain (cadeia de suprimentos), a simulação computacional — especificamente a Simulação de Eventos Discretos — permite replicar digitalmente processos de alta complexidade.

Para uma operação existente, um modelo “as is” (como é) pode constatar gargalos e auxiliar na busca pelas causas raízes, definindo ações corretivas. Antes da implementação prática, modela-se uma nova situação “to be” (como será) para validar se as ações propostas trarão o resultado esperado. Caso o cenário não seja ideal, outras ideias podem ser testadas e modeladas virtualmente até que se encontre a melhor solução, sem riscos ao mundo real.

Para uma nova operação, ainda em fase de projeto, um modelo “what if” (o que aconteceria se) simula o comportamento do sistema antes de qualquer investimento físico. Com isso, antecipamos e evitamos problemas, custos desnecessários e prejuízos.

Como aplicamos a simulação em um Projeto de Consultoria

Uma consultoria logística séria não se baseia em palpites; ela analisa informações com racionalidade, elabora diagnósticos técnicos, cria cenários de solução e desenha planos de ação assertivos.

Com a evolução da Tecnologia da Informação, os softwares de simulação foram potencializados pela Inteligência Artificial agregada aos seus algoritmos. Isso facilita a criação de modelos digitais cada vez mais precisos, garantindo segurança na tomada de decisão.

Na intralogística, por exemplo, os modelos simulam o desempenho de pessoas, equipamentos (como empilhadeiras, transelevadores e transportadores contínuos) e processos completos de recebimento, picking e expedição. Já na logística externa (inbound e outbound), podemos simular tempos e custos de diversos modais, como o rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo.

Vale destacar que a simulação é a aplicação de modelagens matemáticas e estatísticas que representam a realidade e suas variações. Não se deve confundi-la com meras “animações” geradas por IA para fins estéticos; aqui, o foco é o rigor técnico.

Por que Simular?

Antes da revolução digital, o planejamento era realizado de forma estática, em papel ou planilhas. Com a popularização dos computadores nos anos 80 e 90 e o surgimento de softwares como o Excel, ganhamos velocidade, mas ainda restava um desafio: a variabilidade.

Planilhas aceitam qualquer dado, mas têm dificuldade em processar variações probabilísticas. Elas trabalham bem com médias, porém a logística acontece nos extremos. Por exemplo: se um fornecedor atrasa dois dias em um pedido e adianta dois dias em outro, a média diz que ele é pontual. Na vida real, contudo, esse desequilíbrio gera rupturas e custos de estoque.

As soluções de simulação ganharam força com o aumento da capacidade de processamento, impulsionadas por especialistas como o professor Leonardo Chwif, da Simulate, nosso parceiro na IMAM Consultoria. Utilizando ferramentas consagradas como o Simul8, testamos projetos via modelagem para conhecer antecipadamente resultados de produtividade, capacidade, ociosidade e indicadores como o OEE (Overall Equipment Effectiveness).

O que é um “Digital Twin” (Gêmeo Digital)

O conceito de Gêmeo Digital surge da ideia de criar uma réplica virtual absolutamente fiel de um processo físico (existente ou projetado). Na logística, essa tecnologia permite entender como o sistema se comporta sob diferentes condições.

Os Gêmeos Digitais sustentam-se em três pilares:

  1. Espelhamento: representação virtual fiel do sistema.
  2. Sincronização: integração de dados de entrada (manuais ou automáticos via sensores/IoT).
  3. Previsão: teste de cenários para prever falhas e otimizar o desempenho antecipadamente.

Principais Aplicações na Indústria e Intralogística

A simulação pode modelar desde uma operação de armazenagem completa até processos complexos de e-commerce e last mile, onde o nível de serviço é crítico para a viabilidade do negócio.

  • Gestão de Estoques: Teste de políticas de estoque frente às variações de demanda, evitando faltas ou excessos. Funciona como um “simulador de voo” para o comprador.
  • Planejamento da Produção: (PCP): Balanceamento de linhas, definição de lotes ideais e sequenciamento de equipamentos para maximizar a capacidade.
  • Operações de CD: Avaliação dinâmica da capacidade e identificação de gargalos, definindo a necessidade exata de recursos humanos e infraestrutura.

Desafios e Tendências

Como destaca nosso diretor Eduardo Banzato, vivemos em um mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). A pressão por agilidade exige ferramentas que considerem:

  • Integração com IA: Para sugerir e simular cenários adicionais automaticamente.
  • Simulação em Tempo Real: Conexão com sensores (IoT) para refletir a situação imediata da operação.
  • Foco na Sustentabilidade: Otimização de rotas e fluxos para minimizar o consumo de energia e recursos naturais.

Simulação não é gasto: é investimento com Payback

Nossa experiência em consultoria mostra que implementações equivocadas, causadas pela “economia” de não realizar uma simulação prévia, geram custos elevadíssimos. Não utilizar um Gêmeo Digital pode levar a decisões imprecisas, perdas de produtividade e falhas no atendimento ao cliente.

A tecnologia está disponível. Consultorias especializadas possuem as ferramentas e a expertise necessárias para transformar esses dados em eficiência e rentabilidade.

Conteúdo Criado por Humano

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