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IMAM Blog Série Armazenagem Armazém na cadeia de abastecimento: a armazenagem ainda é necessária?

Série Armazenagem

Armazém na cadeia de abastecimento: a armazenagem ainda é necessária?

  • Por IMAM
  • Publicado em 19/08/2020
  • Atualizado em 22/10/2026
  • 7 min de leitura
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Sumário executivo

Armazém na cadeia de abastecimento em resumo: O armazém na cadeia de abastecimento continua necessário porque, bem projetado, movimenta entradas em paletes e caixas e saídas em qualquer quantidade e oferece estoque-pulmão. Além disso, os descontos dos fabricantes forçam quantidades maiores, e alguém precisa guardar esse volume: por isso, o armazém na cadeia de abastecimento volta como função do atacado.

Um armazém bem projetado que possa movimentar o fluxo de entrada em paletes e caixas e o fluxo de saída em qualquer quantidade, normalmente elimina a necessidade de centro de redistribuição para dividir o volume. E não se esqueça que o conceito de armazém presta-se para propiciar estoque-pulmão onde
necessário. No cenário acima, ignoramos a propriedade, e portanto, fomos capazes de colocar estoques de mercadorias em qualquer parte da cadeia de abastecimento. O raciocínio foi baseado na suposição de que as fábricas manteriam todo o estoque-pulmão e seriam capazes de expedir direto para os centros de redistribuição ou atacadistas quando fosse necessário.

Fabricantes e varejistas continuarão independentes. Então, os fabricantes precisarão reportar resultados aceitáveis para seus acionistas. Tais números são definidos por banqueiros, outros “mágicos” das finanças e analistas da bolsa de valores. É provável que os fabricantes, no meio do papel de otimização da cadeia de abastecimento, prefeririam minimizar seus estoques de produtos acabados? Se positivo quem ficará com a “escória”? Não o CD, muito provavelmente; o antigo atacadista pode ser que novamente venha em salvamento. Os fabricantes oferecerão descontos por quantidade, descontos por palete, para veículos cheios, para o pedido total e preço especial, tudo forçando quantidades maiores que a necessária na cadeia de abastecimento. Raramente faz sentido deixar tudo isso seguir até as prateleiras do varejo. Se acabam no centro de abastecimento, então o centro de abastecimento é, na verdade, um armazém oferecendo uma das muitas funções do atacado.

Talvez não exista nada novo além do foco. No início dos anos de 1960, um “novo” conceito chamado “Slim” varreu o mundo do varejo. Dizia que os produtos que ficassem no fundo da loja não venderiam. Assim, a coisa a fazer era remodelar as lojas, ampliar o espaço de varejo e eliminar os fundos. Todos os conceitos novos tendem a ser exagerados, mal entendidos e propensos a falha. Após alguns anos, sacodem e oferecem benefícios adequados. Alguns itens precisam de espaço no fundo, outros não. O Slim não era um conceito novo em 1960. Algumas cadeias simplesmente eram menos progressistas do que outras.

Agora, no meio da cadeia de abastecimento, a história se repete. Algumas cadeias balançaram sua confiança nos armazéns, centros de redistribuição e distribuição direta, outras não. Quando mudam alguma coisa, para melhor ou pior, dizem que estão promovendo a reestruturação de suas empresas. Temos visto o progresso realizado, aqui e ali, em toda parte da cadeia de abastecimento ao longo dos anos. Louis Pasteur descobriu como melhorar a cadeia de abastecimento para o leite. A Brothers Rausing melhorou a cadeia de abastecimento novamente introduzindo o Tetra Park. O supermercado substituiu o estoque geral. Temos hipermercados e lojas de conveniência.

Obviamente, a cadeia de abastecimento continuará mudando, na maioria das vezes para melhor. Mas o que está acontecendo agora pode não ser tão revolucionário quanto alguns pretendem. Resumindo: Pioneirismo, antes que toda reestruturação comprovada tiver sido empregada, é irresponsável.
Esta pode ser a mensagem mais importante a ser passada, por dois motivos:

1. Pioneirismo é caro. Novas técnicas e procedimentos raramente funcionam da primeira vez que são tentados. Fazer um protótipo é obrigatório. Orgulho pode ser um poderoso inimigo. Mas pior de tudo, o maior custo da reestruturação é o custo da não implementação de ferramentas e técnicas conhecidas e comprovadas. É o custo da indecisão. A alta administração recorre ao custo da indecisão porque o custo de não fazer nada não se mostra diretamente em nenhum lugar. Contudo, certamente afeta o resultado final. Os responsáveis pela logística recorrem ao custo da indecisão quando exercem o papel de Cristovão Colombo, em vez de estudar, aprender e avaliar soluções conhecidas e depois explicar à alta administração para aprovação final.

2. Muitas das histórias de sucesso da reengenharia falam de empresas que ainda não aplicaram e dominaram ferramentas e técnicas já em utilização por outros negócios. Certamente não é difícil reduzir estoques que são mal administrados. Mas se torna confuso para a alta administração quando novas técnicas que não
deveriam ter nenhum efeito sobre o indicam a redução deste. O resultado mais positivo do atual movimento de reestruturação é que a alta administração está se envolvendo. A reestruturação se aplica a todos os departamentos, mas apenas a alta administração pode tomar as decisões necessárias. Talvez os responsáveis pela logística tenham uma missão mais exigente e importante do que a geralmente entendida – estudar, aprender e avaliar soluções conhecidas, depois explicá-las, sem tendências, à alta administração para aprovação final.

 

 

Veja também: Flexibilizando a armazenagem

O armazém na cadeia de abastecimento e a reestruturação

Em resumo, o que o post afirma sobre o armazém na cadeia de abastecimento quando a cadeia é reestruturada:

PontoO que o post afirma
Pioneirismo é caroNovas técnicas raramente funcionam na primeira tentativa, por isso o protótipo é obrigatório
Custo da indecisãoO maior custo é não implementar ferramentas e técnicas já conhecidas e comprovadas
Técnicas já usadas por outrosMuitos casos de sucesso vêm de aplicar ferramentas que outros negócios já dominam
Papel da logísticaEstudar, aprender e avaliar soluções conhecidas para o armazém na cadeia de abastecimento e explicá-las à alta administração

Conteúdos complementares recomendados

  • O papel da armazenagem na cadeia de abastecimento: A função do armazém na cadeia de abastecimento.
  • Reestruturação da cadeia de suprimentos em dez etapas: Por isso, como mudar o armazém na cadeia de abastecimento com método.
  • Fundamentos da armazenagem: Os conceitos básicos do armazém.

Perguntas frequentes sobre a armazenagem na cadeia de abastecimento

Qual é a definição de armazenagem?

Armazenagem é a atividade logística de guardar, conservar e controlar materiais e produtos em local adequado até o momento de usá-los ou expedi-los. No post, o armazém aparece também como ponto de equilíbrio da cadeia de abastecimento, capaz de receber em paletes e caixas e expedir em qualquer quantidade.

A armazenagem ainda é necessária na cadeia de abastecimento?

Sim. Para o autor, um armazém bem projetado, que movimente a entrada em paletes e caixas e a saída em qualquer quantidade, normalmente elimina a necessidade de um centro de redistribuição para dividir o volume. Além disso, os descontos por quantidade e por palete empurram mais produto do que o varejo precisa, e esse volume acaba no armazém.

O que é estoque-pulmão?

Estoque-pulmão é o estoque mantido entre etapas da cadeia para absorver as variações entre o que chega e o que sai, evitando falta de produto. Segundo o post, o conceito de armazém se presta justamente a propiciar estoque-pulmão onde ele for necessário.

O que é o custo da indecisão na logística?

É o custo de não implementar ferramentas e técnicas conhecidas e comprovadas. Para o autor, é o maior custo da reestruturação e passa despercebido porque o custo de não fazer nada não aparece diretamente em nenhum lugar, embora afete o resultado final. Pioneirismo antes de usar o que já é comprovado é caro e, segundo o post, irresponsável.

Qual o papel do responsável pela logística na reestruturação?

Segundo o autor, a missão é estudar, aprender e avaliar as soluções conhecidas e depois explicá-las, sem tendências, à alta administração para aprovação final. A reestruturação se aplica a todos os departamentos, mas apenas a alta administração pode tomar as decisões necessárias.

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