Identificação por radiofrequência: avanços, padrão e aplicações
Identificação por radiofrequência em resumo: Identificação por radiofrequência, ou RFID, é a tecnologia em que um leitor envia um sinal de rádio à antena de uma etiqueta sem energia própria. O chip usa essa energia, modula e reflete o sinal e, assim, transmite os dados gravados. Chips melhores, preços menores e o padrão Gen2 ampliaram suas aplicações.
Durante anos, houve grande expectativa de que a identificação por radiofrequência (RFID) substituísse o código de barras em produtos comuns. Em contrapartida, as etiquetas de RFID surgiram em lugares onde ninguém pensaria em usar código de barras. Por exemplo, numa grande maratona, as etiquetas identificaram 40 mil corredores e registraram os tempos de prova.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como a tecnologia amadureceu, o papel do padrão Gen2 e as aplicações que surgiram.
Onde a identificação por radiofrequência é usada
Atualmente, as empresas usam chips, etiquetas e leitores numa variedade enorme de aplicações. Entre elas, o PDF cita:
- Máquinas de autoatendimento.
- Armários de medicamentos e gestão de ferramentas.
- Rastreamento de garrafas de vinho, calçados e frascos de remédio.
- Lençóis de hotéis e leitores de livros digitais.
Ainda assim, a tecnologia aparecia pouco em paletes nos armazéns. Por outro lado, surgiram usos criativos. Por exemplo, uma máquina de bebidas de autoatendimento permite ao usuário combinar sabores entre cem opções. Com as etiquetas nos cartuchos, ela rastreia o volume distribuído e prevê a necessidade de reposição.

Como funciona e o que evoluiu
Em princípio, o funcionamento é simples. O leitor envia um sinal de RF para a antena da etiqueta, que não tem energia própria e por isso recolhe a energia do sinal. Assim que o chip liga, ele modula e reflete o sinal e, assim, comunica os dados armazenados ao leitor.
| Componente | O que melhorou |
|---|---|
| Chips | Mais sensíveis e com mais transistores; um chip de etiqueta tem o dobro dos transistores do primeiro microprocessador dos anos 1970, lê e grava mais rápido e tem mais memória |
| Antenas | A troca gradual do cobre por outros materiais, como o alumínio, melhorou a comunicação com os leitores |
| Sistema | Maior sensibilidade, menor consumo de energia e preços baixos o bastante para o varejo usar em grandes volumes |
O padrão Gen2 da identificação por radiofrequência
De fato, grande parte do amadurecimento veio de um esforço unificado da indústria para criar um padrão. Afinal, a implantação foi lenta por causa de um conflito de tecnologias causado pela falta de padrões. Por isso, um conjunto de empresas e laboratórios ajudou a criar o padrão EPCglobal Gen2.
Com efeito, o Gen2 definiu requisitos físicos para os sistemas de RFID passivos que operam na faixa de 860 a 960 MHz. Além disso, estimulou algoritmos de software que melhoram a tecnologia, seja qual for o chip ou o leitor. Por exemplo, os leitores procuram todas as etiquetas de uma área e as leem uma a uma, deixando cada uma inativa para que outro leitor não a leia de novo.
Identificação por radiofrequência no vestuário
Principalmente as empresas de vestuário usavam a tecnologia, com etiquetas nas roupas para rastrear o trajeto do armazém até a loja. Por exemplo, um centro de pesquisa universitário mostrou ganhos claros:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Acurácia do estoque nas lojas | Melhora de 27% em 13 semanas |
| Leitura de 10 mil itens com código de barras | 53 horas |
| Leitura de 10 mil itens com RFID | 2 horas |
Internet das coisas e serialização
Além disso, desempenho maior e preço menor aproximam a RFID da internet das coisas. Nesse sentido, trilhões de itens terão números de série únicos e se comunicarão com leitores próximos. Com a serialização, cada produto é etiquetado individualmente, e não só por tipo. Como resultado, o usuário rastreia cada item e sabe quando repor.
Por fim, os fornecedores comparam as dificuldades da RFID às do código de barras há 40 anos, quando alguns varejistas hesitaram por mais de uma década antes de adotá-lo.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A identificação por radiofrequência ganhou força com chips melhores, antenas mais eficientes, preços menores e um padrão comum. Em resumo, ela já entrega mais acurácia e velocidade de leitura e abre caminho para o rastreamento item a item.
Conteúdos complementares recomendados
- Identificação de dados: Os benefícios das tecnologias de identificação.
- Tecnologia da informação na armazenagem: Onde a RFID se encaixa no armazém.
- Acuracidade no armazém: Por que a acurácia do estoque importa.

