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A Importância do Estudo de Tempos

Por Aldemario Gomes em 19 de maio de 2021 • Atualizado em 18 de setembro de 2026
Estudo de Tempo
4 minutos para ler

Ao longo dos anos, atuando em diversas empresas, notamos que o estudo de tempos vem perdendo sua aplicação ou o mesmo não tem sido aplicado observando seus conceitos fundamentais.

Em geral as empresas que buscam implantar um método de trabalho enxuto sem ter um processo de determinação e gestão do tempo consistente, convivem com uma grande discrepância dos tempos (real versus planejado).

E essa diferença nos tempos é um dos grandes fatores de perda de produtividade, excesso/falta de mão de obra. Independente ou não da implantação de um método de trabalho enxuto, um estudo bem elaborado sobre os tempos das atividades diminui a discrepância e garante o melhor resultado.

Os principais fatores que sempre precisamos nos atentar ao realizar um estudo de tempos com uso de cronometro são:

– Descrição detalhada da atividade: Nessa primeira etapa iremos a partir da análise do processo dividir o mesmo em elementos que serão cronometrados, por exemplo: Apanhar peça na bancada – 1, Posicionar a peça no dispositivo de calibração – 2.

A divisão da atividades em elementos de movimento contribui para o desenvolvimento de melhorias no método de trabalho pelo olhar crítico e detalhado que o processo de estudo de tempos proporciona.

– Quantidade de tomadas de tempo: Após realizar algumas cronometragens devemos calcular o tamanho da amostra com base em critérios estatísticos. Com isso teremos a quantidade de cronometragens para cada elemento validada.

A quantidade de cronometragens para cada elemento pode variar em função das variações da amplitude do movimentos a cada tomada de tempo.

– Determinar o ritmo da atividade: Devemos nessa etapa definir a velocidade com que a atividade está sendo realizada comparada com a velocidade normal caracterizado pelo exercício quase ininterrupto com esforço razoável. O Ritmo pode ser definido por uma avaliação da atividade ou pela aplicação dos parâmetros contidos na tabela de eficiência.

– Aplicar os fatores de fadiga: Para aplicar os fatores devemos observar a atividade que está sendo cronometrada de forma holística que abrange desde o ambiente que o trabalhador executa a atividade até o nível de esforço mental ou não para se realizar uma determinada atividade. A partir dessas observações, aplicamos as tolerâncias com base nas tabelas de eficiência e tolerâncias pessoais.

Considerar todos esses fatores são fundamentais para se realizar um estudo de tempos consistente, o resultado desse estudo é a determinação do TEMPO PADRÃO.

O Tempo Padrão é o tempo necessário para executar uma operação de acordo com um método de trabalho estabelecido, em condições determinadas, por um operador treinado trabalhando em ritmo normal. Toda e qualquer melhoria/alteração do método em que uma atividade é executada tem impacto direto no seu tempo e portanto todo o processo para a determinação do tempo deverá ser feito novamente.

Tão importante quanto determinar o tempo padrão e como manter o mesmo atualizado, o processo de análise do % de discrepância entre os tempos real versus planejado se faz necessário para monitorar possíveis desvios do método de trabalho e avaliar o rendimento do funcionário na execução de uma determinada atividade. Em nossos projetos de implantação recomendamos um diagnóstico na qual avaliamos a maturidade da empresa na determinação e gestão dos tempos de suas atividades e a partir disso desenhamos a melhor solução com transferência de conhecimento, com isso garantimos uma implantação assertiva e aderente a cultura da empresa.

Por: Aldemario Gomes

Post Views: 220
Tags: cronoanalise, estudo de tempos
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