Informação: A Chave dos Sistemas de Gerenciamento de Armazéns (WMS)
Uma frase freqüentemente repetida é “trabalhe com mais inteligência, não com mais força”. A disponibilidade de tecnologia de informação mais rápida a um custo mais baixo está tornando a informatização do armazém um processo comum. O conceito da armazenagem inteligente, o qual é a otimização do desempenho do armazenem vez de uma administração ordenada, porém não automatizada, está sendo encarado como um meio de sobrevivência. É um conceito revolucionário que o armazém bem-sucedido ou o gerente de distribuição deve aproveitar para o contínuo sucesso e crescimento da empresa.
Um sistema de gerenciamento de armazéns, ou WMS (Warehouse Management System), é o software que controla onde cada item está, o que entrou, o que saiu e em que sequência as tarefas do armazém devem ser executadas. Ele endereça a posição de cada material, dirige o recebimento e a conferência, define a rota de separação de pedidos e organiza a expedição, mantendo o saldo atualizado a cada movimentação em vez de uma vez por dia.
O ponto que decide o resultado, e que costuma ficar de fora da conversa sobre WMS, é anterior ao software: o sistema só devolve informação melhor do que a que recebe. Cadastro de item incompleto, endereço físico que não corresponde ao endereço do sistema e inventário desatualizado produzem, dentro do WMS, o mesmo erro que produziam na planilha, agora mais rápido e com aparência de precisão. Por isso a implantação começa por padronizar cadastro, endereçar o armazém e acertar o inventário, e não pela escolha do fornecedor.
Um sistema de gerenciamento é um meio, mecanismo ou procedimento pelo qual uma empresa gerencia suas operações. Os objetivos básicos de tal sistema, seja manual ou informatizado, são:
1. Identificar o coordenar o trabalho que precisa ser feito;
2. Dirigir a execução do trabalho afim de maximizar o desempenho (produtividade dos recursos e satisfação das necessidades do cliente);
3. Informar a situação do trabalho que precisa ser (ou foi) realizado.
Um sistema manual utiliza papel e técnicas manuais para otimizar as operações de armazenagem. Um WMS, Warehouse Management System, é a integração da tecnologia de identificação (coleta de dados), equipamentos de comunicação po RF ou batch (lote), hardware e software voltados ao armazém. Este software é usado para otimizar a armazenagem e operações relacionadas ao armazém. Embora os níveis de satisfação dos sistemas manuais sejam baixos, os níveis de sofisticação do WMS podem variar de simples metodologias de controle da localização do estoque a sistemas que realmente controlam o espaço, mão-deobra e os equipamentos no armazém.
É importante não confundir a tecnologia WMS com as aplicações de sistemas comerciais que impactam os estoques. A aplicação de um mainframe de administração de materiais não é um sistema de gerenciamento do armazém.
Sistemas de gerenciamento do armazém (WMS)
Um WMS é uma integração do armazém no que se refere a:
1. Sistemas de computadores;
2. Equipamentos de coleta de dados (códigos de barras, auto ID e radiofreqüência);
3. Software de gestão operacional;
4. Equipamentos de estocagem;
5. Equipamentos de movimentação de materiais;
6. Pessoas, numa única unidade coesa e integra.
Contudo, os primeiros três itens realmente são os principais componentes do WMS, com o software otimizando as funções dos três últimos.
E tais soluções estão principalmente interessadas nos aspectos financeiros do estoque. Por exemplo, um sistema de planejamento das necessidades de manufatura (MRP) diz respeito ao gerenciamento das operações de manufatura e não é um sistema de gerenciamento do armazém. Um WMS é uma ferramenta que é criada com base nas necessidades operacionais específicas do armazém e propicia seu gerenciamento, de forma eficaz e eficiente.
Objetivo
O objetivo de uma estratégia de sistemas de informação do armazém é oferecer informação de qualidade, da qual o WMS é um elemento-chave para o sucesso. A informação de qualidade é a base para o sucesso das operações de armazenagem. Sem informação de qualidade, decisões de qualidade não podem ser tomadas. Na verdade, a principal justificativa para um WMS é o aumento da acuracidade da informação em vez da redução da mão-de-obra e estoques. Sem um alto nível de acuracidade da informação, a redução da mão-deobra ou estoque não pode acontecer sem afetar adversamente outras áreas de operação.
Uma vez alcançada a alta acuracidade da informação, é o momento de reduzir o lead-time da informação. Mais especificamente, a utilidade dos dados estão comprometidas com o passar do tempo entre a geração dos dados e sua captura e comunicação. Por exemplo, se um operador movimenta um palete de uma linha de produção para o local de estocagem e registra com exatidão esta transação, mas a informação não é lançada no computador por algum tempo, os dados disponíveis para utilização da administração e operadores são, por algum tempo, não exatos. Portanto, o armazém inteligente emprega sistemas que reduzem drasticamente o lead-time entre geração da informação e disponibilidade para o computador pessoal.
Quando o lead-time da informação aproxima-se de zero e a qualidade da informação é extremamente alta, são feitas significantes contribuições para a melhoria do serviço ao cliente, produtividade e medição do desempenho. A porta de oportunidades se abre para permitir a redução de custos e melhoria da qualidade do atendimento.
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Veja também: Identificação de Dados Gera Vários Benefícios
Ele controla a posição física de cada item por endereço, dirige o recebimento e a conferência, define a sequência e a rota de separação dos pedidos, organiza a expedição e mantém o saldo atualizado a cada movimentação. Diferente de um controle por planilha ou por depósito no ERP, o WMS trabalha no nível do endereço, do lote e, quando necessário, do número de série.
O ERP responde quanto a empresa comprou, vendeu, deve e tem a receber, e mantém o saldo por item e por depósito. O WMS responde onde o item está dentro do armazém e em que ordem as tarefas devem ser executadas, com saldo por endereço e atualização a cada movimentação. Os dois convivem: o ERP continua sendo o sistema de registro, e o WMS passa a ser o sistema de execução do armazém.
Três coisas, e nenhuma delas é software: cadastro de item padronizado, com unidade de medida, embalagem e dimensões corretas; armazém endereçado, com identificação física que corresponda à do sistema; e inventário acertado, para que o sistema não parta de um saldo errado. Um WMS implantado sobre cadastro incompleto reproduz o erro anterior mais rápido e com aparência de precisão.
Segundo o relatório DC Measures, do WERC, a mediana das operações fica em torno de 99,30% e o patamar de melhor da classe começa em 99,9%. A diferença entre os dois é maior do que parece: em um armazém que separa 10.000 pedidos por mês, é a distância entre cerca de 70 e cerca de 10 pedidos com erro.
É o intervalo entre a chegada do material na doca de recebimento e o momento em que ele fica disponível para separação no sistema. Ele é um dos indicadores centrais de armazém porque expõe o recebimento parado à espera de conferência: enquanto o material não é endereçado, ele existe fisicamente e não existe para quem vende, o que gera falta de item que está dentro do próprio armazém.
O tamanho da empresa não decide; a qualidade da informação decide. Onde o cadastro é confiável e o armazém tem poucas posições, o controle pelo ERP resolve. O WMS passa a valer quando a informação de posição deixa de caber na memória de quem opera, e isso tem três sintomas objetivos: a equipe pergunta a uma pessoa específica onde está o material, o saldo só bate depois do inventário geral, e a conferência de recebimento é feita no papel para ser digitada mais tarde. Os três são problemas de informação, não de porte.
Existe referência pública para saber se a operação está boa. O relatório DC Measures, do WERC (Warehousing Education and Research Council), acompanha um conjunto de indicadores de armazém e publica a distribuição de desempenho de cada um. Na acuracidade de separação de pedidos, a mediana das operações fica em torno de 99,30% e o patamar de melhor da classe começa em 99,9%. A distância entre os dois números parece pequena e não é: em um armazém que separa 10.000 pedidos por mês, ela é a diferença entre cerca de 70 pedidos com erro e cerca de 10. O mesmo relatório trata o tempo de doca a estoque, isto é, quanto tempo o material leva entre chegar e ficar disponível para separação, como um dos indicadores centrais de armazém, e é justamente ele que denuncia recebimento acumulado à espera de conferência.
WMS, ERP ou TMS: quem faz o quê
| Critério | WMS | ERP | TMS |
|---|---|---|---|
| Pergunta que responde | Onde está o item e em que ordem executar as tarefas do armazém | Quanto a empresa comprou, vendeu, deve e tem a receber | Como o material sai daqui e chega ao destino |
| Granularidade do saldo | Por endereço, lote e número de série | Por item e depósito | Por embarque e documento de transporte |
| Momento da atualização | A cada movimentação, em tempo real | Por lançamento contábil ou fiscal | Por evento de viagem e entrega |
| Quem usa no dia a dia | Conferente, separador, operador de empilhadeira | Compras, financeiro, fiscal, planejamento | Expedição, transporte, atendimento |
| Indicador típico | Acuracidade de separação e tempo de doca a estoque | Giro de estoque e prazo médio | OTIF e custo por entrega |
| O que ele não faz | Não emite nota nem apura resultado | Não dirige a tarefa do operador dentro do armazém | Não sabe em qual porta-palete o item está |
WMS – Inteligência no Armazém
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