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Série Armazenagem

Armazém do futuro: cinco modelos para planejar a nova instalação

  • Por IMAM
  • Publicado em 19/08/2020
  • Atualizado em 22/10/2026
  • 6 min de leitura
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Sumário executivo

Armazém do futuro em resumo: Para planejar o armazém do futuro, a empresa que considera uma nova instalação deve analisar cinco modelos: centro de atendimento de pedidos, centro logístico para agregação de valor, manufatura flexível, cross-docking e sistemas de postergação. Nenhum é solução mágica nem exclui os outros, e o segredo é combinar o modelo certo com a situação certa.

Realmente, as forças das mudanças chegaram a passos largos. Isto inclui uma notável compreensão do tempo, a expansão da disponibilidade de informação, variedade e customização cada vez maior e uma perspectiva global com que jamais tivemos de viver. Essas forças estão, por sua vez, convergindo para se tornarem uma tendência de entregar o que os clientes desejam, quando desejam e na forma que mais preferem em cada estágio da cadeia de abastecimento.

Este cenário implica considerável pressão nas atividades do armazém e da fábrica. Fazer os ajustes necessários não está sendo fácil. Se sua empresa (fábrica ou armazém) está considerando uma nova instalação, a seguir estão cinco soluções que devem ser analisadas cuidadosamente, pois criam práticas operacionais para atender aos desafios da mudança. Todos os cinco modelos são adaptações das já conhecidas práticas de movimentação de materiais. Nenhum deles exige tecnologia sofisticada ou gerenciamento do que você nunca ouviu falar.

Além disso, é importante notar que nenhum modelo pretende ser uma “solução mágica”, que resolva todos os problemas ou se encaixe em qualquer lugar. Nem são soluções mutuamente excludentes. Enquanto que, em algumas operações, poderia ser empregado somente um modelo, outras poderão combinar dois ou mais. Em todo ponto da cadeia de abastecimento, duas ou mais empresas poderão aplicar diversos modelos em diferentes estágios e obter resultados igualmente positivos.

É uma questão de combinar os modelos certos com situações certas nos momentos certos.

1. Centro de atendimento de pedidos

Isto é o que os armazéns convencionais de hoje irão se tornar. O modelo será utilizado para apoiar a manufatura (clientes internos), bem como a distribuição dos produtos acabados aos clientes externos. Em qualquer um dos casos, os centros de atendimento de pedidos terão de administrar padrões de pedidos imprevisíveis e acomodarão um amplo mix de itens e expedição no mesmo dia, mesmo se recebidos após o horário comercial. Freqüentes expedições para os clientes em pequenas quantidades também serão uma característica.

2. Centros logísticos para agregação de valor

As empresas que fornecem ao varejo estarão altamente interessadas nisto. A meta é a preparação dos produtos de valor agregado, tais como aplicar rótulos de marca própria ou etiquetas com preço. Remover tal encargo dos varejistas é ir um passo além dentro da cadeia de abastecimento. Outra técnica é a do estoque gerenciado pelo fornecedor, incluindo o reabastecimento automático, que é uma das operações de agregação de valor executadas nestes centros de serviço.

3. Manufatura flexível

Ação é a produção na sua flexibilidade máxima. Sempre que possível, a manufatura começa somente após um pedido específico ter sido colocado, seja o tamanho de lote de uma unidade ou 100.000 peças. Exige um alto grau de agilidade e controle da movimentação de materiais para ser capaz de, efetivamente, custear a manufatura sob demanda para volumes que são determinados pelos clientes. Em uma ponta, precisa haver um rápido intercâmbio de informação entre os fornecedores de componentes e o fabricante, bem como a empresa que coloca o pedido e o fabricante. Na outra ponta, todas as formas de estocagem de produtos acabados são praticamente eliminadas.

4. Cross-docking

Isso é uma operação de rápida movimentação de produtos acabados para expedição entre fornecedores e clientes. Quando os paletes de produtos atingem a doca de recebimento dos fornecedores, são, de modo ideal, transportados diretamente à doca de expedição para entrega imediata ao cliente em quantidades preestabelecidas.

5. Sistemas de postergação

Aqui está uma oportunidade para grandes lotes de produção de um produto e a estocagem de grande quantidade sem o receio de ter muito de qualquer coisa. Para distinguir este produto acabado ou semiacabado aos clientes, alguma forma de customização será necessária antes de sua expedição. Assim, as etapas de acabamento e/ou montagem final de um produto serão postergadas até que um cliente coloque um pedido em uma quantidade específica.

Os cinco modelos do armazém do futuro

Em resumo, como funciona cada modelo:

ModeloComo funciona
Centro de atendimento de pedidosAtende pedidos imprevisíveis e amplo mix de itens, com expedição no mesmo dia
Centro logístico para agregação de valorPrepara produtos para o varejo, com rótulos de marca própria, etiquetas de preço e reabastecimento automático
Manufatura flexívelA produção começa só após o pedido, do lote de uma unidade a 100.000 peças
Cross-dockingOs paletes vão da doca de recebimento direto à doca de expedição para entrega imediata
Sistemas de postergaçãoAcabamento ou montagem final ficam adiados até o cliente fazer o pedido

Perguntas frequentes sobre o armazém do futuro

O que é um centro de atendimento de pedidos no armazém do futuro?

É o que os armazéns convencionais devem se tornar. Ele apoia a manufatura e a distribuição de produtos acabados, administra pedidos imprevisíveis, acomoda um amplo mix de itens e faz expedição no mesmo dia, mesmo para pedidos recebidos após o horário comercial, com entregas frequentes em pequenas quantidades.

Os cinco modelos exigem tecnologia sofisticada?

Não. Todos são adaptações de práticas de movimentação de materiais já conhecidas, e nenhum exige tecnologia sofisticada ou gestão desconhecida. Uma operação pode usar um único modelo ou combinar dois ou mais, e empresas diferentes podem aplicar modelos distintos em cada estágio da cadeia.

Como funciona a manufatura flexível?

Sempre que possível, a manufatura começa só depois de um pedido específico. Isso exige agilidade e controle da movimentação de materiais, troca rápida de informação entre fornecedores, fabricante e quem faz o pedido, e praticamente elimina a estocagem de produtos acabados.

Conteúdos complementares recomendados

  • Previsões para o CD do futuro: Como se preparar para as mudanças.
  • Cross-docking: O modelo de fluxo direto entre docas.
  • Postergação na cadeia de suprimentos: Como adiar a customização final.
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