Lean 2.0: o super kaizen que retoma a melhoria contínua
Lean 2.0 em resumo: O Lean 2.0 é a abordagem que surge para retomar o kaizen em empresas que interromperam o programa lean ou se deram por satisfeitas. Assim como o Lean 1.0, não é um projeto com data de início e término, mas uma metodologia de contínuo aperfeiçoamento. Além disso, destaca o Hoshin Kanri, o método A-3 e a TPM.
Há duas décadas surgia o conceito de lean, após a publicação do livro “A Máquina Que Mudou o Mundo”, resultado de uma pesquisa global que o MIT, Massachusetts Institute of Technology – havia concluído. O termo “lean” era a resposta americana ao conceito de “sem perdas” que a Toyota aplicava desde os anos 1950.
Inicialmente foi sinônimo de Kanban, depois Just In Time (analogia às práticas de supermercado, em que o cliente vai buscar o que precisa). Outras técnicas (ferramentas) foram incorporadas ao modelo a partir dos anos 1970 pelo Sistema Toyota de Produção. A IMAM até os anos 1990 denominava as ferramentas de Técnicas Japonesas de Administração e Manufatura e já em seus cursos e livro-texto incluía o CCQ (Círculo de Controle de Qualidade); o TQC (“Total Quality Control”, Controle da Qualidade Total) e o Poka-Yoke (dispositivo a prova de erros). Baseado nos projetos de implementação de uma filosofia de qualidade e produtividade, a IMAM identificou, ao longo dos anos, outras ferramentas que completavam o que denominamos de Lean 1.0, tais como 5S, troca rápida (Setup), Kanban, células de manufatura, VSM (“value stream mapping”, mapeamento do fluxo de valor).
Como diversas empresas e de vários segmentos implementaram a filosofia lean ao longo de alguns anos e, por diversas razões, interromperam o programa ou se deram por satisfeitas, esquecendo do Kaizen (melhorias contínuas), surge o Lean 2.0, uma abordagem com outras ferramentas num propósito de alavancar a incessante busca pela qualidade e produtividade.
Em recente seminário no anfiteatro do IMAM este novo processo foi discutido. Como o Lean 1.0, não se trata de um projeto ou programa (com data início e término), mas sim de uma metodologia de contínuo aperfeiçoamento, com algumas ferramentas que merecem destaque, tais como Hoshin Kanri (desdobramento das diretrizes e metas), complexo na denominação mas uma prática comum nas empresas em busca da excelência. Outra prática é o método A-3, que resume em uma só folha (dobro do A-4) os problemas detectados ou prestes a ocorrer, seja na manufatura (qualquer tipo de indústria), nos escritórios ou na logística.
Mas o melhor ganho está na aplicação da TPM (“total productive maintenance”, manutenção produtiva total) que deveria ser traduzido e interpretado com conservação total dos recursos (qualquer tipo) em vez de manutenção (reparo, consertos etc – veja artigo na página 6). Em ambos, as fases do lean devem remeter a uma jornada na busca da melhoria contínua focada naquilo que contribui com o resultado final (lucro).
Do Lean 1.0 ao Lean 2.0: as ferramentas citadas
Em resumo, as ferramentas de cada fase segundo o post:
| Fase | Ferramentas citadas no post |
|---|---|
| Técnicas japonesas (até os anos 1990) | CCQ, TQC e Poka-Yoke |
| Lean 1.0 | 5S, troca rápida (setup), Kanban, células de manufatura e VSM (mapeamento do fluxo de valor) |
| Lean 2.0 | Hoshin Kanri (desdobramento das diretrizes e metas), método A-3 e TPM (manutenção produtiva total) |
Perguntas frequentes sobre Lean 2.0
Manufatura enxuta, ou lean, é a filosofia de produzir sem perdas. Segundo o post, o termo lean foi a resposta americana ao conceito de produção sem perdas que a Toyota aplicava desde os anos 1950, e ganhou força após o livro A Máquina Que Mudou o Mundo, fruto de uma pesquisa global do MIT.
No que o post chama de Lean 1.0, as ferramentas citadas são o 5S, a troca rápida de ferramentas, ou setup, o Kanban, as células de manufatura e o VSM, mapeamento do fluxo de valor. O IMAM já ensinava antes o CCQ, o TQC, controle da qualidade total, e o Poka-Yoke, dispositivo à prova de erros.
O Lean 1.0 reúne ferramentas como 5S, troca rápida, Kanban, células e VSM. O Lean 2.0 surge para empresas que interromperam o programa ou esqueceram o kaizen, com ferramentas como Hoshin Kanri, desdobramento das diretrizes e metas, método A-3 e TPM. Nos dois casos, não é projeto com data de término, mas melhoria contínua.
É uma prática que resume numa só folha, do tamanho do dobro de uma A-4, os problemas detectados ou prestes a ocorrer. Segundo o post, o método pode ser aplicado na manufatura de qualquer tipo de indústria, nos escritórios ou na logística.
Para o autor, o melhor ganho está na TPM, manutenção produtiva total, que deveria ser interpretada como conservação total dos recursos de qualquer tipo, e não apenas como reparo ou conserto. Assim, a jornada lean fica focada no que contribui para o resultado final, o lucro.
📚 Conteúdos complementares recomendados
- Kaizen e melhoria contínua: Além disso, o conceito que o Lean 2.0 retoma.
- Hoshin Kanri: Ou seja, o desdobramento das diretrizes e metas.
- Relatório A3: Por fim, como resumir o problema em uma folha.
Por: Reinaldo Moura


