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Estratégias e Performance (Lean, Toc, 6 Sigma)

Lean 2.0: o super kaizen que retoma a melhoria contínua

Por Reinaldo Moura em 19 de agosto de 2020 • Atualizado em 15 de outubro de 2026
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5 minutos para ler

Lean 2.0 em resumo: O Lean 2.0 é a abordagem que surge para retomar o kaizen em empresas que interromperam o programa lean ou se deram por satisfeitas. Assim como o Lean 1.0, não é um projeto com data de início e término, mas uma metodologia de contínuo aperfeiçoamento. Além disso, destaca o Hoshin Kanri, o método A-3 e a TPM.

Há duas décadas surgia o conceito de lean, após a publicação do livro “A Máquina Que Mudou o Mundo”, resultado de uma pesquisa global que o MIT, Massachusetts Institute of Technology – havia concluído. O termo “lean” era a resposta americana ao conceito de “sem perdas” que a Toyota aplicava desde os anos 1950.
Inicialmente foi sinônimo de Kanban, depois Just In Time (analogia às práticas de supermercado, em que o cliente vai buscar o que precisa). Outras técnicas (ferramentas) foram incorporadas ao modelo a partir dos anos 1970 pelo Sistema Toyota de Produção. A IMAM até os anos 1990 denominava as ferramentas de Técnicas Japonesas de Administração e Manufatura e já em seus cursos e livro-texto incluía o CCQ (Círculo de Controle de Qualidade); o TQC (“Total Quality Control”, Controle da Qualidade Total) e o Poka-Yoke (dispositivo a prova de erros). Baseado nos projetos de implementação de uma filosofia de qualidade e produtividade, a IMAM identificou, ao longo dos anos, outras ferramentas que completavam o que denominamos de Lean 1.0, tais como 5S, troca rápida (Setup), Kanban, células de manufatura, VSM (“value stream mapping”, mapeamento do fluxo de valor).

Participantes do Seminário de Melhores Práticas de Lean
Como diversas empresas e de vários segmentos implementaram a filosofia lean ao longo de alguns anos e, por diversas razões, interromperam o programa ou se deram por satisfeitas, esquecendo do Kaizen (melhorias contínuas), surge o Lean 2.0, uma abordagem com outras ferramentas num propósito de alavancar a incessante busca pela qualidade e produtividade.

Tipos principais de perdas
Em recente seminário no anfiteatro do IMAM este novo processo foi discutido. Como o Lean 1.0, não se trata de um projeto ou programa (com data início e término), mas sim de uma metodologia de contínuo aperfeiçoamento, com algumas ferramentas que merecem destaque, tais como Hoshin Kanri (desdobramento das diretrizes e metas), complexo na denominação mas uma prática comum nas empresas em busca da excelência. Outra prática é o método A-3, que resume em uma só folha (dobro do A-4) os problemas detectados ou prestes a ocorrer, seja na manufatura (qualquer tipo de indústria), nos escritórios ou na logística.
Mas o melhor ganho está na aplicação da TPM (“total productive maintenance”, manutenção produtiva total) que deveria ser traduzido e interpretado com conservação total dos recursos (qualquer tipo) em vez de manutenção (reparo, consertos etc – veja artigo na página 6). Em ambos, as fases do lean devem remeter a uma jornada na busca da melhoria contínua focada naquilo que contribui com o resultado final (lucro).

Do Lean 1.0 ao Lean 2.0: as ferramentas citadas

Em resumo, as ferramentas de cada fase segundo o post:

FaseFerramentas citadas no post
Técnicas japonesas (até os anos 1990)CCQ, TQC e Poka-Yoke
Lean 1.05S, troca rápida (setup), Kanban, células de manufatura e VSM (mapeamento do fluxo de valor)
Lean 2.0Hoshin Kanri (desdobramento das diretrizes e metas), método A-3 e TPM (manutenção produtiva total)

Perguntas frequentes sobre Lean 2.0

O que é manufatura enxuta?

Manufatura enxuta, ou lean, é a filosofia de produzir sem perdas. Segundo o post, o termo lean foi a resposta americana ao conceito de produção sem perdas que a Toyota aplicava desde os anos 1950, e ganhou força após o livro A Máquina Que Mudou o Mundo, fruto de uma pesquisa global do MIT.

Quais são as principais ferramentas do Lean Manufacturing?

No que o post chama de Lean 1.0, as ferramentas citadas são o 5S, a troca rápida de ferramentas, ou setup, o Kanban, as células de manufatura e o VSM, mapeamento do fluxo de valor. O IMAM já ensinava antes o CCQ, o TQC, controle da qualidade total, e o Poka-Yoke, dispositivo à prova de erros.

Qual é a diferença entre Lean 1.0 e Lean 2.0?

O Lean 1.0 reúne ferramentas como 5S, troca rápida, Kanban, células e VSM. O Lean 2.0 surge para empresas que interromperam o programa ou esqueceram o kaizen, com ferramentas como Hoshin Kanri, desdobramento das diretrizes e metas, método A-3 e TPM. Nos dois casos, não é projeto com data de término, mas melhoria contínua.

O que é o método A-3?

É uma prática que resume numa só folha, do tamanho do dobro de uma A-4, os problemas detectados ou prestes a ocorrer. Segundo o post, o método pode ser aplicado na manufatura de qualquer tipo de indústria, nos escritórios ou na logística.

Por que a TPM é vista como o maior ganho do Lean 2.0?

Para o autor, o melhor ganho está na TPM, manutenção produtiva total, que deveria ser interpretada como conservação total dos recursos de qualquer tipo, e não apenas como reparo ou conserto. Assim, a jornada lean fica focada no que contribui para o resultado final, o lucro.

📚 Conteúdos complementares recomendados

  • Kaizen e melhoria contínua: Além disso, o conceito que o Lean 2.0 retoma.
  • Hoshin Kanri: Ou seja, o desdobramento das diretrizes e metas.
  • Relatório A3: Por fim, como resumir o problema em uma folha.

Por: Reinaldo Moura

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Tags: 6 sigma, Estratégias e Performance (Lean, toc
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