PDS: o que é o Padrão de Descrição de Serviços e como usar
PDS em resumo: PDS significa Padrão de Descrição de Serviços, também chamado de Pacote de Desenho do Serviço. Ele identifica um serviço de forma inequívoca e organiza a sua classificação, para garantir a alocação contábil correta, sobretudo por questões tributárias. O PDM descreve materiais; por isso, não existe PDM de serviço.
Nas áreas de compras e de cadastro, é comum ouvir alguém pedir um PDM de serviço. A expressão parece natural, mas está errada, porque o PDM descreve materiais. Para os serviços, existe outra ferramenta: o PDS.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, explica o que é o PDS, por que ele é diferente do PDM e como ele ajuda a contratar e a gerenciar serviços.
O que é PDS?
O PDM, Padrão de Descrição de Materiais, verifica os atributos necessários para identificar no mercado o material desejado. Já o PDS, Padrão de Descrição de Serviços, nasceu com a mesma ideia, mas aplicada aos serviços. Ele também é conhecido como Pacote de Desenho do Serviço.
O objetivo é identificar o serviço sem ambiguidade e fazer as classificações certas. Assim, a empresa assegura a alocação contábil correta, principalmente por questões tributárias.

O que é um serviço?
De acordo com a Lei Federal 8.666, de 21/06/1993, serviço é toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a administração. Entre os exemplos estão demolição, conserto, instalação, montagem, manutenção, transporte, locação de bens, seguro e trabalhos técnicos profissionais.
A palavra vem do latim servitium e define a ação de servir. Além disso, o conceito vale tanto para os serviços públicos quanto para atividades que não produzem bens materiais. Em resumo, o ponto principal é este: serviço não é um bem.

Características que o PDS precisa considerar
Um serviço tem cinco características próprias. Por isso, a descrição de um serviço exige mais cuidado do que a de um material.
| Característica | O que significa | Exemplo |
|---|---|---|
| Heterogeneidade | Serviços parecidos nunca são idênticos | Recauchutar pneus de modelos e medidas diferentes |
| Intangibilidade | Não dá para ver, tocar ou provar o serviço | Você vê o pneu recauchutado, mas não o serviço em si |
| Perecibilidade | O serviço não pode ser armazenado | O ingresso do teatro de hoje não vale para a peça de amanhã |
| Inseparabilidade | Prestador e serviço não se separam | O cliente espera enquanto o borracheiro conserta o pneu |
| Ausência de propriedade | O cliente tem direito ao uso, mas não à posse | A TV por assinatura renova a cada pagamento mensal |
Como montar o PDS de um serviço
Para definir um serviço, primeiramente é preciso esboçar o objetivo. Para isso, o artigo aponta dois elementos:
- Estratégias: mudanças, recursos, restrições, limitações e políticas internas.
- Desenho: soluções, padrões, processos, requisitos, ferramentas e métodos que englobam o serviço, de tal forma que apenas o mínimo de melhoria seja necessário.
É na fase do desenho que a empresa faz o PDS de cada novo serviço. Ao definir todos os aspectos e requisitos, ela elimina dúvidas sobre o que precisa. Além disso, fica mais claro escolher as contas contábeis e fazer a alocação correta.
A taxonomia do serviço no PDS
Em geral, o mercado classifica o serviço em níveis, do mais geral ao mais específico. Veja dois exemplos:
- Serviços gerais variados; em seguida, manutenção hidráulica; por fim, a troca de encanamentos nos banheiros do almoxarifado, com materiais, início e conclusão.
- Serviços terceirizados continuados; em seguida, nutrição e alimentação; por fim, a contratação de almoço diário, com número de pessoas, materiais inclusos, lavagem de pratos e prazo de contrato.
O que muda depois de definir o PDS
Com o PDS pronto, quem contrata precisa garantir que o fornecedor cumpra todas as especificações. Isso começa na análise das cotações, com a equalização técnica das propostas. Em seguida, continua na execução, com acompanhamento, medições, avaliações e correção de desvios. Por fim, a empresa compara o resultado com o esperado.
Nas empresas, os serviços costumam ficar num grupo próprio, separado dos produtos. Algumas cadastram cada serviço de forma definitiva, com código próprio. Outras, porém, usam códigos genéricos e transitórios, já que há grande variedade de serviços e elas não querem inchar o cadastro.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
O PDM descreve materiais, enquanto o PDS descreve serviços. Quando a empresa usa a ferramenta certa, ela contrata melhor, classifica corretamente os custos e acompanha a entrega com critérios claros. Por isso, vale tratar o PDS como parte do desenho de cada novo serviço.
Conteúdos complementares recomendados
- Padrão descritivo de materiais: A ferramenta que descreve os materiais.
- Investimento em PDM/PDS: Por que manter uma equipe própria de cadastro.
- Gestão de compras: Onde a descrição correta faz diferença.

