Regulamentação do operador logístico: o desafio do setor
Regulamentação do operador logístico em resumo: A regulamentação do operador logístico busca dar ao setor regras atuais. Hoje, a tributação e o enquadramento formam uma colcha de retalhos, a Lei de Armazéns é de 1903 e quem integra transporte e armazenagem não tem um CNAE próprio. Por isso, cada etapa do serviço exige uma nota fiscal diferente.
Operadores logísticos de todo o país prestam serviços que unem transporte, armazenagem e outras atividades. No entanto, a tributação e o enquadramento econômico do setor viraram, com o tempo, uma colcha de retalhos. Por isso, a regulamentação do operador logístico se tornou uma bandeira do setor.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, resume os principais pontos desse desafio, como ele surgiu e por que ele afeta o investimento em logística.
Uma lei de 1903 para um setor moderno
Uma das críticas do setor é que uma lei de 1903 ainda norteia as condutas da atividade. Ou seja, a Lei de Armazéns, do início do século passado, segue como referência mais de 100 anos depois. Para os representantes do setor, aquele era o tempo do carro de boi.

Como avança a regulamentação do operador logístico
O esforço começou há alguns anos, por meio de uma associação brasileira de movimentação e logística. Na época, ela levantou a bandeira da regulamentação com a criação de um manual do operador logístico.
Em seguida, representantes do setor, da indústria, de associações de classe e do governo passaram a atuar juntos. Agora, a missão é transformar o projeto em lei. Segundo o setor, a regulamentação beneficiará toda a categoria. Além disso, trará benefícios trabalhistas e reduzirá encargos e riscos trabalhistas e fiscais das empresas.
Os problemas sem a regulamentação do operador logístico
| Ponto | Situação descrita no PDF |
|---|---|
| Base legal | A Lei de Armazéns, de 1903, ainda é a referência do setor |
| Enquadramento | O CNAE é concedido por atividade, como transporte, armazéns gerais, logística militar e operação intermodal |
| Operador logístico | Quem faz tudo isso ao mesmo tempo não possui um CNAE próprio |
| Notas fiscais | Cada etapa do serviço exige uma nota fiscal diferente, com códigos fiscais distintos |
| Investimento | A falta de regras claras aumenta os riscos e reduz o potencial de investimento |
Na prática, o serviço logístico completo vira uma sequência de documentos. Por exemplo, há uma nota para o transporte de carga, outra para a armazenagem, e assim por diante, até o fim do ciclo. Como resultado, a operação fica mais burocrática.
Impacto da regulamentação do operador logístico no país
A falta de uma regulamentação clara e atual aumenta os riscos da operação logística no Brasil. Por isso, muitas empresas reduzem o investimento em uma das áreas mais importantes para o crescimento do país. Em outras palavras, a regulamentação do operador logístico interessa a toda a cadeia, e não só aos operadores.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A regulamentação do operador logístico tenta atualizar regras que vêm de 1903. Hoje, sem um CNAE próprio, o operador emite uma nota fiscal por etapa e convive com riscos trabalhistas e fiscais. Em resumo, regras claras dariam mais segurança para investir em logística.
Conteúdos complementares recomendados
- O que é operador logístico: As funções e os serviços de um operador logístico.
- Operadores logísticos: Como as empresas trabalham com operadores logísticos.
- Satisfação com os operadores: O que os clientes pensam dos serviços prestados.

