Modernização de transportadores contínuos: as tendências
Modernização de transportadores em resumo: A modernização de transportadores contínuos estende a vida útil de 15 a 20 anos do sistema e acompanha as novas operações. As tendências incluem roletes motorizados de 24 V, controle dinâmico da velocidade, software com indicadores, mais correias para itens pequenos, ergonomia nas docas, elevadores verticais e módulos reconfiguráveis.
Quem não compra um sistema de transportadores contínuos há cinco anos pode achar que não houve novidade. Na verdade, aconteceu o contrário. Por isso, a modernização de transportadores entrou na pauta de quem opera manufatura e distribuição.
Vários fatores puxam essa mudança: mais eficiência, menos equipamentos e menos gasto com energia. Além disso, a venda pela internet aumentou os itens fracionados e mudou as embalagens. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, resume as principais tendências.
O que impulsiona a modernização de transportadores
As boas práticas de atendimento de pedidos também influenciam a tecnologia. Entre elas estão a baldeação (cross-docking), os sistemas automáticos de estocagem e recuperação (AS/RS) e os paletes com SKUs variados. Ao mesmo tempo, as empresas mudam rápido. Assim, a operação logística precisa se ajustar a novos volumes e condições.

Modernização de transportadores para estender a vida útil
Um sistema bem projetado e bem construído dura entre 15 e 20 anos. Nesse período, porém, os processos provavelmente mudarão. Por isso, há várias opções para modernizar o que já existe:
- Primeiro, troque os roletes desgastados, que geram ruído ou danificam as laterais.
- Em seguida, substitua sensores mecânicos por eletrônicos, que transportam caixas mais leves com melhor controle.
- Além disso, converta transportadores com eixo de transmissão em roletes acionados por motores, com modos de espera e de acumulação e velocidade variável.
- Por fim, troque conjuntos de motor e polia por polias motorizadas, com menos energia, ruído e manutenção.

Tendências na modernização de transportadores
| Tendência | O que muda |
|---|---|
| Mais com menos | Velocidades de 215 a 230 m/min, menor distância entre produtos e velocidade calculada pelo volume do dia |
| Software | Indicadores de desempenho por módulo e câmeras para diagnosticar atolamentos |
| Correias | Mais transportadores de correias e de correntes para embalagens pequenas, como blister |
| Sustentabilidade | Roletes motorizados (MDR) de 24 V que só giram com produto e economizam até 60% de energia |
| Ergonomia | Proteções, projetos fechados, altura ajustável e equipamentos de elevação nas docas |
| Movimento vertical | Transportadores verticais de movimento alternado (VRCs) entre níveis |
| Modularidade | Módulos parafusados e reconfiguráveis, para até 45 kg e 18 m/min |
Velocidade e controle inteligente
Um modo de fazer mais com menos é ir mais rápido. Outro é usar software, sensores e eletrônica para encurtar a distância entre os produtos. Assim, o sistema move mais caixas na mesma velocidade. Além disso, o controle dinâmico reduz o consumo de energia e o desgaste, porque o sistema não opera sempre a plena velocidade.
Na verdade, o grande avanço não está na mecânica, mas na eletrônica e no software. Por exemplo, painéis mostram a produtividade de cada módulo de separação. Já as câmeras permitem rever a imagem de um atolamento e evitar que ele se repita.
Roletes motorizados na modernização de transportadores
No MDR, cada rolete tem um motor próprio de 24 volts, que funciona só quando há produto sobre ele. Assim, o usuário pode operar a 90 m/min em dia de pico e a 30 m/min em dias calmos. Além disso, roletes com chip de memória monitoram horas de operação e corrente. Se um rolete puxa corrente demais, ele pode ser do tamanho errado ou estar com defeito.
Docas, níveis e módulos
Nas docas, a ergonomia e a segurança importam tanto quanto a velocidade. Por isso, há proteções contra esmagamento, controles hidráulicos de elevação e correias articuladas que ajustam a altura. Já os VRCs levam material de um nível a outro e reduzem o tráfego de empilhadeiras. Por fim, os módulos reconfiguráveis atendem linhas de produção que mudam com frequência.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A modernização de transportadores vai muito além de trocar roletes. Hoje, motores sob demanda, controle de velocidade, software e módulos reconfiguráveis fazem o sistema render mais com menos energia. Em resumo, antes de comprar um sistema novo, vale avaliar o que dá para modernizar no atual.
Conteúdos complementares recomendados
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- Transportadores aéreos: Quando usar o espaço aéreo para movimentar.
