Pessoas ou máquinas: onde investir na operação logística
Pessoas ou máquinas em resumo: Pessoas ou máquinas é uma dúvida antiga das empresas. Por muitos anos, os estudos de viabilidade favoreceram a simplificação dos processos e a capacitação da mão de obra. Nos últimos dez anos, porém, a automação passou a se pagar com mais frequência. Por isso, a pergunta mudou: hoje a tendência é somar pessoas e máquinas.
Investir em pessoas ou máquinas? Com certeza, você já ouviu essa pergunta, que normalmente gera muita discussão. Ela aparece em reuniões de empresa e até em conversas entre amigos.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como a resposta mudou ao longo dos anos. Além disso, explica por que a disputa entre as duas opções deu lugar a uma combinação.
As frases que cercam o debate pessoas ou máquinas
O tema gera opiniões divergentes. Segundo o PDF, estas são algumas frases comuns de ouvir:
- A mão de obra está cada vez mais cara.
- A tecnologia está cada vez mais acessível.
- O homem será sempre necessário, e a automação nunca o substituirá.
- A falta de mão de obra qualificada aumenta o ritmo da automação.
- Investir em pessoas é muito melhor que investir em máquinas.
- A máquina vai substituir o homem só nas atividades perigosas, sujas e pesadas.
Essas frases geram dúvidas. Por isso, vale olhar a questão pela experiência de quem faz, ao mesmo tempo, projetos de desenvolvimento profissional e projetos de automação. A consultoria da IMAM, por exemplo, desenvolve em média cem projetos por ano nas áreas de supply chain, logística e gestão industrial.

Como a resposta mudou ao longo do tempo
Em 1982, o fundador do Grupo IMAM publicou uma dissertação de mestrado com o tema flexibilidade: homem ou máquina. O trabalho comparava os sistemas flexíveis de manufatura (FMS) com a fabricação sem estoques (FSE).
Nos primeiros 25 anos da consultoria, os projetos buscavam melhorar a qualidade e a produtividade com grande esforço técnico e comportamental das pessoas. Conceitos como lean, liderança e trabalho em equipe davam ênfase à mão de obra. Assim, geravam ótimos resultados no curto, no médio e no longo prazo.
Quando a automação perdia nos estudos
Durante anos, os altos investimentos em automação só eram viáveis se o empresário aceitasse fatores qualitativos como justificativa. Entre eles, a satisfação do cliente, a redução de erros e a imagem da empresa. Por isso, em 90% dos estudos de viabilidade, os cenários vencedores eram os de simplificação dos processos e capacitação da mão de obra. Afinal, a empresa atingia seus objetivos nos cinco a dez anos seguintes sem grandes investimentos.
Pessoas ou máquinas nos últimos dez anos
Nos últimos dez anos, no entanto, os estudos passaram a viabilizar a automação com mais frequência. Com isso, a mão de obra operacional diminui e abre espaço para uma equipe mais restrita, cara e especializada.
| Aspecto | Cenário anterior | Cenário atual |
|---|---|---|
| Resultado dos estudos de viabilidade | Em 90% dos casos, vencia a simplificação com capacitação | A automação passou a se viabilizar com mais frequência |
| Justificativa da automação | Fatores qualitativos, como imagem e redução de erros | Ganho de produtividade em operações que crescem |
| Perfil da mão de obra | Grande contingente operacional | Equipe menor, mais cara e especializada |
| Forma da pergunta | Pessoas ou máquinas | Pessoas e máquinas juntas |

Pessoas ou máquinas: a resposta é somar as duas
Os investimentos em operações enxutas levaram várias empresas a um desempenho operacional melhor. Nesse cenário, quando a operação projeta crescimento, a automação ganha espaço.
Isso não significa abrir mão de toda a mão de obra operacional. Na verdade, a empresa diminui a dependência de um grande contingente. Em seguida, pode treinar um grupo menor de pessoas, que passa a fazer um volume maior de operações. Também não significa demissão: o foco é contratar menos e dedicar mais tempo ao treinamento de quem já está na equipe.
Integrar pessoas e máquinas, porém, não é só um desafio técnico. Ele envolve todas as áreas da organização.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A dúvida entre pessoas ou máquinas perdeu o sentido. Por isso, a recomendação do PDF é repensar os projetos de desenvolvimento profissional e de automação, porque o cenário mudou. Em resumo, a velha disputa deu lugar à soma: pessoas mais máquinas, com uma equipe menor e mais preparada.
Conteúdos complementares recomendados
- Equilíbrio entre tecnologia e pessoas: O mesmo desafio visto pela logística.
- Automação inclusiva: Como a automação muda o trabalho.
- Medo da automação: Por que alguns projetos de automação param.
