Evolução do RFID: o que as etiquetas inteligentes já mudaram
Evolução do RFID em resumo: A evolução do RFID foi rápida: em 2006 a identificação por radiofrequência dava os primeiros passos para uso generalizado e, poucos anos depois, já sustentava a manufatura enxuta, a localização de ativos, o combate à falsificação, a cadeia do frio, a coleta de dados por sensores e o rastreio de alimentos.
Hoje a RFID, sigla em inglês para identificação por radiofrequência, é vista como uma tecnologia conhecida. No entanto, a evolução do RFID foi recente: em 2006, ela ainda dava as primeiras incursões reais para uso generalizado. Além disso, hoje raramente percebemos onde as etiquetas inteligentes estão em uso, de forma ativa ou passiva.
Por isso, vale parar um instante para rever o que a tecnologia já oferece. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, organiza essa evolução do RFID em seis frentes de aplicação.
Evolução do RFID na manufatura e na logística
Segundo o artigo, é difícil imaginar a manufatura super-enxuta sem a RFID. De fato, sem a capacidade de ligar com precisão a logística externa à manufatura just-in-time (JIT) local, esse modelo seria simplesmente impossível.
Otimização dos ativos
Além disso, os sistemas de localização em tempo real, baseados na RFID convencional ou em WiFi, identificam sozinhos onde estão os ativos móveis dentro de uma instalação ou pátio. Com isso, algumas empresas reduziram o número de ativos em cerca de 20% e, ao mesmo tempo, aumentaram a disponibilidade.
Evolução do RFID na segurança dos produtos
Anti-falsificação e cuidados com a saúde
Por muito tempo, era comum encontrar produtos falsificados tão diversos quanto fórmulas infantis e parafusos de alta resistência. O artigo lembra que o crime organizado descobriu que medicamentos falsificados muitas vezes davam mais lucro que drogas ilegais. Por isso, no início de 2008 surgiram os primeiros programas seguros e econômicos de acompanhamento eletrônico da procedência de produtos farmacêuticos, para certificar origem, cadeia de custódia e autenticidade.
Segurança da cadeia do frio
Em 2008, coletores de dados mais acessíveis, com etiquetas de RFID ativas, passaram a identificar caixas individuais que ficavam expostas a temperaturas elevadas. Assim, as empresas puderam definir a validade correta caixa por caixa, o que permitiu as primeiras operações em FEFO, sigla para primeira que vence, primeira que sai.
Evolução do RFID na coleta de dados e no rastreio de alimentos
As redes em malha de RFID com sensores fornecem uma enorme gama de informações. Por exemplo, o teor de umidade de um campo de soja, a taxa de cura de componentes estruturais de concreto protendido e a presença de substâncias tóxicas ou nocivas.
Além disso, contaminações na cadeia alimentar podem ser rastreadas até a origem com etiquetas passivas de RFID pré-impressas nas caixas de papelão ondulado levadas ao campo. Segundo o artigo, isso se tornou possível em 2007, com antenas impressas direto nas caixas e chips que não precisam ficar posicionados com precisão sobre a antena. Por fim, a integração dos dados de campo com a leitura dos códigos de barras no ponto de venda permitiu rastrear os alimentos do plantio à mesa do consumidor.
| Frente | O que a RFID permitiu | Marco citado no artigo |
|---|---|---|
| Manufatura e logística | Ligar a logística externa à manufatura just-in-time | Base da manufatura super-enxuta |
| Otimização dos ativos | Localizar ativos móveis em tempo real | Redução de cerca de 20% no número de ativos |
| Anti-falsificação | Acompanhar a procedência de medicamentos e outros produtos | Início de 2008 |
| Cadeia do frio | Validade caixa por caixa e operação em FEFO | 2008, com etiquetas ativas |
| Coleta de dados | Sensores em rede medindo umidade, cura do concreto e substâncias nocivas | Redes em malha de RFID |
| Cadeia alimentar | Rastrear contaminações até a origem | 2007, com antenas impressas nas caixas |
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Em resumo, a evolução do RFID mostra uma tecnologia que saiu do teste para o dia a dia em poucos anos. Hoje ela está presente da fábrica à mesa do consumidor, muitas vezes sem que a gente perceba.
Conteúdos complementares recomendados
- Sistema de RFID: Como funciona a identificação por radiofrequência.
- Etiquetas de radiofrequência: Etiquetas ativas e passivas.
- Rastreabilidade na malha logística: O rastreio ao longo da cadeia.

