Supply Chain e Logística
Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos na cadeia de suprimentos
Sumário executivoGuerra entre Rússia e Ucrânia em resumo: Escrito no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, após dois anos de pandemia, o post aponta três riscos para a cadeia de suprimentos: problemas logísticos, como rotas alteradas e falta de contêineres, alta das commodities e nova escassez de componentes eletrônicos. Além disso, no Brasil, prevê impacto nos combustíveis, nos fertilizantes e nos juros.
Mal acabamos de perceber uma certa estabilização dos negócios, com a melhora dos índices de contaminação gerados pela pandemia de Covid-19, surge outro desafio: a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ainda é cedo para avaliar a dimensão e a extensão do impacto que pode ser gerado pela guerra e, é fato, que vários setores da economia, trabalharam excepcionalmente bem na busca por soluções para enfrentar as dificuldades causadas pelos 2 anos de pandemia.
Mas, e agora?
Preliminarmente, podemos avaliar dificuldades em âmbito internacional, nos seguintes aspectos, :
– Riscos Logísticos
Como já foi percebido durante a pandemia, a logística global é muito sensível e sofre impactos com mudanças repentinas.
Já podem ser percebidas alterações nas rotas dos voos comerciais (basta observar a circulação de voos na área do conflito) e dos transportes marítimos com outros eventuais desdobramentos, tais como: falta de contêineres, indisponibilidade de rotas, congestionamento em portos, etc. , geradas pelo conflito, com reflexo importante nos custos de transporte internacional e que trarão impactos na importação de produtos.
– Supervalorização de commodities
A Rússia e a Ucrânia, possuem grande oferta de petróleo, gás natural, aço e alumínio, além de deterem cerca de 30% de todo mercado mundial de trigo, 15% de milho, 35% da cevada e aproximadamente 50% de girassol (óleo, sementes e farelo) que são insumos importantes na produção de alimentos. Com o agravamento do conflito, poderá ocorrer uma redução na oferta de tais insumos e produtos e consequentemente aumento nos preços.
– Nova escassez de componentes eletrônicos
No ano passado, a falta de componentes eletrônicos impactou fortemente muitos setores industriais, em especial a indústria automobilística.
Tal fenômeno começava a desaparecer mas a guerra poderá causar a redução na disponibilidade de chips, condutores e semicondutores, trazendo novamente escassez para o mercado.
Para o mercado nacional, além do petróleo (combustíveis já tiveram seus preços majorados!) poderemos ter o impacto direto no mercado de fertilizantes (consumimos cerca de 32 milhões de toneladas anuais importados da Rússia) que trará reflexos na agricultura atingindo a cadeia de produção de grãos afetando também a criação de aves e suínos, além do eventual aumento das taxas de juros para conter a inflação, o que poderá acarretar forte impacto na recuperação do PIB. Enfim, grandes novos desafios para os profissionais da Cadeia de Suprimentos!
Veja também: Colapso das Cadeias de Suprimentos (Supply Chain)
Impactos da guerra na cadeia de suprimentos
Em resumo, os impactos apontados no post:
| Impacto | O que o post aponta |
|---|---|
| Riscos logísticos | Rotas aéreas e marítimas alteradas, falta de contêineres e portos congestionados, com alta no frete internacional |
| Commodities | Rússia e Ucrânia têm cerca de 30% do trigo, 15% do milho, 35% da cevada e 50% do girassol do mercado mundial |
| Componentes eletrônicos | Possível nova redução na oferta de chips, condutores e semicondutores |
| Brasil | Combustíveis mais caros, fertilizantes importados da Rússia e possível alta de juros |
Perguntas frequentes sobre os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia na cadeia de suprimentos
Logo no início do conflito, o autor já via alterações nas rotas dos voos comerciais e do transporte marítimo, com possíveis desdobramentos como falta de contêineres, indisponibilidade de rotas e congestionamento em portos. Isso tende a encarecer o transporte internacional e afetar a importação de produtos.
Porque Rússia e Ucrânia detêm cerca de 30% do mercado mundial de trigo, 15% do milho, 35% da cevada e aproximadamente 50% do girassol, insumos importantes na produção de alimentos. Com o agravamento do conflito, a oferta pode cair e os preços, subir. Os dois países também ofertam petróleo, gás, aço e alumínio.
Principalmente pelo mercado de fertilizantes. Segundo o post, o Brasil consome cerca de 32 milhões de toneladas anuais importadas da Rússia, o que pode refletir na produção de grãos e, em seguida, na criação de aves e suínos. O autor cita ainda a alta dos combustíveis e um possível aumento dos juros.
Sim, segundo o autor. A falta de componentes eletrônicos que afetou fortemente a indústria automobilística no ano anterior ao post começava a desaparecer, mas a guerra poderia reduzir de novo a disponibilidade de chips, condutores e semicondutores, trazendo nova escassez ao mercado.
Conteúdos complementares recomendados
- Colapso das cadeias de suprimentos: Além disso, o artigo indicado pelo autor.
- Lições das crises globais na cadeia de suprimentos: Ou seja, o que as crises ensinaram.
- Pós-pandemia: Por fim, o cenário que antecedeu a guerra.

