Centros de Distribuição: o metro quadrado não conta a história inteira!
O custo por metro quadrado é fácil de comparar. Por isso, costuma ganhar um peso maior do que deveria na escolha de um centro de distribuição.
Uma instalação mais barata pode estar longe dos principais clientes, ter acesso rodoviário ruim, baixa oferta de mão de obra ou pouca possibilidade de expansão. A economia no imóvel aparece rapidamente. Os custos com transporte, atrasos, rotatividade e perda de nível de serviço surgem depois.
No conselho, considero essencial analisar o centro de distribuição como parte da rede logística. Qual será o impacto sobre os prazos? A localização aproxima a empresa dos mercados estratégicos? Há capacidade para absorver o crescimento? Como a unidade se conecta às fábricas, aos fornecedores e aos demais estoques?
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Também é preciso avaliar restrições que muitas vezes ficam fora da planilha inicial, como circulação de veículos, disponibilidade de transportadoras, infraestrutura, segurança e possibilidade de automação futura.
Um centro de distribuição deve sustentar a estratégia de atendimento durante vários anos. Escolher apenas pelo menor custo imobiliário pode comprometer flexibilidade, serviço e competitividade.
A melhor localização é aquela que equilibra custo total, capacidade futura e desempenho da rede.

Autor: Reinaldo A. Moura – Engenheiro industrial com mais de 60 anos de experiência, é fundador do Grupo IMAM (1979) e atual conselheiro. Pioneiro na introdução de conceitos como Intralogística, Kanban, 5S e Lean no Brasil, atuou em mais de 100 empresas com treinamento e assessoria. Diretor técnico das Missões de Estudo da IMAM ao Exterior, é também publisher da Revista LOGÍSTICA desde 1980, atual conselheiro da INTRA-LOG Expo & Fórum. Possui formação pela FEI e mestrado pela Poli-USP, além de ter lecionado em instituições como FEI, Mackenzie e Mauá. Autor de diversos livros.


