E-Procurement, o Que é?
Nos dias de hoje, na área de compras, muito se fala de e-Procurement, mas muitos não estão muito dentro do tema, e como tal, é preciso respostas para as perguntas que não foram feitas.
E-procurement é a condução eletrônica do processo de compras da empresa, da requisição à contratação, dentro de uma plataforma única. Ele cobre a solicitação de compra, a cotação junto a fornecedores, a homologação e o cadastro desses fornecedores, a aprovação por alçada, a emissão do pedido e o registro do contrato, mantendo em um só lugar o histórico de quem pediu, quem cotou, quem aprovou e por qual preço. A diferença em relação a comprar por e-mail e planilha não está na velocidade: está na existência de um registro auditável de cada decisão.
Convém separar três termos que costumam aparecer juntos. E-sourcing é a etapa de buscar e selecionar fornecedor, incluindo leilão reverso e tomada de preços. E-procurement é a execução do ciclo de compra propriamente dito, do pedido ao contrato. E marketplace corporativo é o catálogo onde o requisitante compra itens já negociados, sem passar por nova cotação. Uma empresa pode ter os três, e a ordem de implantação costuma ser a inversa da intuitiva: começar pelo catálogo de itens repetitivos entrega resultado antes de digitalizar a cotação complexa.
Na era da tecnologia em que vivemos, também o departamento de compras precisa de evoluir, e tanto ou mais que os outros, e para tal, é necessário investir e arriscar neste setor, pelo que é fundamental que fique a par desta temática.
O e-Procurement é a automação de todas as etapas necessárias para as compras B2B, e é muito mais abrangente que o e-commerce, pois não se limita a compra e venda de produtos ou serviços num endereço electrónico, pois vai desde a pesquisa de fornecedores até à compra. Comummente têm acesso a recursos de e-sourcing e permitem procurar e escolher fornecedores, enquanto soluções de e-learning ensinam os clientes a manusear antes de comprar, enquanto os ERPs são mais abrangentes, mas menos focados.
Setor de compras
Durante muito tempo as compras B2B foram feitas manualmente, e sem uma estratégia definida, mas agora, com o e-Procurement, este posicionamento estratégico automatizou este setor, trazendo muitos melhores resultados, tornando-se mais eficiente e sendo uma mais-valia para o negócio.
Esta área é então gerida através do uso desta solução inteligente, que cria um padrão de abastecimento e evita que a empresa sofra uma ruptura de estoque.
Mas que mais benefícios poderá esta ferramenta trazer?
Entre os já falados, existem diversos benefícios para o setor de compras B2B, e se tiverem as ferramentas adequadas, uma equipe funcional e um bom plano estratégico, algumas delas poderão ser:
Redução de custos
Através desta ferramenta é possível haver como que um “leilão” de serviços, em que os fornecedores e os compradores negoceiam as suas propostas e ofertas, e cria-se alguma competição entre eles, favorecendo a parte de interesse comum, que geralmente é a empresa que faz a compra e consegue mais oferta a um custo mais baixo com a mesma qualidade.
Agilidade nos processos
Tornando as compras automatizadas, a cotação dos fornecedores é praticamente instantânea, pelo que a comparação de orçamentos consegue ser mais fácil e rápida.
Esta ferramenta também permite estabelecer limites e parâmetros para o negócio, sendo que assim as oportunidades conseguem ser mais adequadas aos interesses, tendo ainda a vantagem de poder tratar dos pedidos através da própria plataforma, diminuindo assim o tempo necessário entre a escolha e a compra.
Clareza e objetividade
Uma das tarefas mais importantes para o comprador é ter bons fornecedores, e para isso é necessário estabelecer deste logo algumas questões a ter em conta, como os custos, tanto de deslocação como de serviço e produto, e a qualidade, e com o e-Procurement é criada uma maior visibilidade que permite ao comprador distinguir mais facilmente os dados dos fornecedores e garantir que a escolha que fazem é a mais acertada.
Melhor atendimento ao cliente
Este serviço evita erros no abastecimento, e garante que a empresa produza o que diz produzir, e responda de acordo com a procura em todos os momentos, e como tal, isto traduz-se num melhor atendimento. Com um serviço mais instantâneo, o cliente espera menos tempo pela produção / separação e envio do item, e isto contribui para um melhor atendimento ao cliente.
Vantagem competitiva
Nestes casos o processo precisa de passar pela compra, e sem ela tudo o resto para, pelo que esta vantagem na rapidez e eficácia de compra se torna no elemento de desencadeia todas as outras etapas, sendo um propulsor no que toca a competir com a concorrência.
Todo este processo, em cadeia, torna muito mais rentável todo o processo de compra: Reduzindo os custos a empresa consegue investir em melhorias internas; melhorando o atendimento ao cliente, a satisfação por parte dos consumidores é maior e tornam-se mais frequentes; com a diferenciação da negociação em relação à concorrência, conseguimos uma vantagem em relação aos métodos tradicionais e menos planejados… Tudo leva ao sucesso.
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É a condução eletrônica do processo de compras da empresa, da requisição à contratação, dentro de uma plataforma única. Cobre solicitação, cotação, homologação de fornecedor, aprovação por alçada, emissão do pedido e registro do contrato, mantendo o histórico de quem pediu, quem aprovou e por qual preço em um único lugar auditável.
E-sourcing é a etapa anterior ao pedido: buscar fornecedor, cotar, negociar e selecionar, incluindo leilão reverso. E-procurement é a execução do ciclo de compra, do pedido aprovado ao contrato registrado. Muitas plataformas vendem os dois juntos, mas são problemas diferentes e podem ser implantados em momentos diferentes.
Na compra pública, sim, na prática. A Lei nº 14.133/2021, em vigor de forma integral desde 30 de dezembro de 2023, determina que as licitações sejam realizadas preferencialmente sob a forma eletrônica, admitindo a presencial apenas quando motivada, criou a dispensa eletrônica e condicionou a eficácia dos contratos à divulgação no PNCP. Na compra privada não há obrigação legal, mas quem vende ao poder público acaba tendo de operar eletronicamente.
Pelo que é repetitivo e de baixo valor, tipicamente material de consumo e itens de manutenção, colocados em catálogo com preço já negociado para o requisitante comprar sozinho. Esse passo tira da mesa do comprador o maior número de pedidos com o menor risco, e libera tempo para a cotação complexa, que é a mais difícil de digitalizar e a que menos ganha com automação.
Três, e nessa ordem de confiabilidade: rastreabilidade, porque cada aprovação fica registrada com autor e data; redução do tempo de ciclo da compra, porque a aprovação deixa de depender de e-mail; e economia, que aparece principalmente pela redução de compras fora de contrato, não pelo desconto obtido item a item. A promessa de corte de custo que ignora os dois primeiros ganhos costuma não se confirmar.
E-commerce é a venda eletrônica para o consumidor final, com carrinho, pagamento e entrega. E-procurement é a compra eletrônica corporativa, com requisição, alçada de aprovação, contrato e prestação de contas. A operação se parece na tela e é diferente no que a sustenta: no e-procurement, quem escolhe não é quem paga, e é por isso que a aprovação e o registro são o centro do sistema.
No Brasil, a compra eletrônica deixou de ser escolha em uma parte relevante do mercado. A Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, a Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, que substituiu a Lei 8.666/1993, a Lei do Pregão e o Regime Diferenciado de Contratações e passou a valer integralmente em 30 de dezembro de 2023, estabelece que as licitações sejam realizadas preferencialmente sob a forma eletrônica, admitindo a forma presencial apenas quando motivada. A mesma lei criou a dispensa eletrônica para contratações de menor valor e condicionou a eficácia do contrato e de seus aditamentos à divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas, o PNCP. Para o fornecedor privado, a consequência é direta: vender para o poder público passou a exigir operar em plataforma eletrônica, o que empurra a digitalização do próprio processo comercial da empresa.
E-sourcing, e-procurement e marketplace corporativo
| Critério | E-sourcing | E-procurement | Marketplace corporativo |
|---|---|---|---|
| Pergunta que responde | De quem comprar e por quanto | Como executar e registrar a compra | Como o requisitante compra sozinho o que já foi negociado |
| Etapa do ciclo | Antes do pedido | Do pedido ao contrato | Consumo do contrato já firmado |
| Item típico | Compra de alto valor ou baixa recorrência | Compra recorrente com alçada | Material de consumo e MRO de baixo valor |
| Quem opera | Comprador e área técnica | Comprador, requisitante e aprovador | O próprio requisitante |
| Ganho principal | Preço e condições | Rastreabilidade e tempo de ciclo | Tirar da mesa do comprador a compra pequena |
| Onde costuma começar | Terceiro passo | Segundo passo | Primeiro passo, por ser o mais rápido de mostrar resultado |
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