Empilhadeiras e pedestres: como evitar acidentes no armazém
Empilhadeiras e pedestres em resumo: Empilhadeiras e pedestres aparecem nos acidentes mais reportados com lesões sérias ou fatais. Para reduzi-los, os grandes usuários separam o tráfego com faixas pintadas ou barreiras, criam regras como limite de velocidade e buzina nas intersecções e avaliam com cuidado os alarmes opcionais, que não mostraram menos acidentes nos dados disponíveis.
Os acidentes entre empilhadeiras e pedestres são os mais reportados entre os que causam lesões sérias ou fatais. Mesmo assim, as informações sobre cada acidente costumam ser vagas. Por isso, os fatores envolvidos são difíceis de identificar.
Pesquisas indicam que a maioria desses acidentes ocorre com a empilhadeira em movimento, tanto para a frente quanto para trás. Muitos acidentes em ré acontecem nos primeiros três metros de deslocamento. Por outro lado, boa parte dos acidentes para a frente ocorre depois dos primeiros 7,5 metros. Além disso, muitos pedestres atingidos sabiam da presença da máquina e trabalhavam com o próprio operador que os atingiu.
Por que ocorrem acidentes entre empilhadeiras e pedestres
A falta de dados detalhados impede isolar uma causa comum ou predominante. Ainda assim, alguns fatores podem contribuir:
- níveis de ruído;
- níveis de iluminação;
- quantidade de empilhadeiras e de pedestres no mesmo local;
- nível de treinamento dos operadores;
- quanto os pedestres sabem sobre a operação da empilhadeira e sobre como trabalhar perto dela;
- layout do local, inclusive a existência de zonas separadas;
- presença de alertas sonoros ou visuais nas empilhadeiras e em outros equipamentos de movimentação;
- falta de regras específicas de deslocamento, como buzinar nas intersecções ou ao mudar de direção;
- falta de auditoria da gerência sobre os procedimentos de segurança de operadores e pedestres.

Treinamento do operador e do pedestre
As regulamentações exigem treinamento especializado e reciclagem regular para operadores de empilhadeira. Além disso, o artigo original destaca que treinamento adequado ajuda a reduzir a incidência de acidentes. Contudo, educar o pedestre também conta, porque ele precisa entender como a máquina se comporta.

Separação de tráfego entre empilhadeiras e pedestres
Ao contrário do trânsito de carros, não existem regras de trânsito universais para a interação entre empilhadeiras e pedestres. Por isso, muitos dos maiores usuários de empilhadeiras chegaram a uma conclusão. Para eles, a forma mais efetiva de reduzir acidentes é separar os dois fluxos ao máximo, com faixas dedicadas a veículos e faixas dedicadas a pedestres.
Essas faixas podem ser pintadas no piso ou separadas por barreiras físicas. Além disso, vale manter as rotas das empilhadeiras longe de pontos com muitos pedestres, como lavatórios, salas de descanso e relógios de ponto.

Regras do local de trabalho
Cada ambiente com empilhadeiras é único. Ainda assim, todos contam com recursos comuns, inclusive consultores de segurança independentes, que ajudam a criar regras próprias. Por exemplo, estas regras costumam reduzir acidentes:
- limitar a velocidade de deslocamento das empilhadeiras;
- exigir roupas de alta visibilidade para os pedestres;
- restringir o acesso de clientes e de não colaboradores às áreas com empilhadeiras;
- exigir que o operador pare e buzine nas intersecções e antes de passar por cortinas plásticas;
- exigir que o pedestre respeite uma distância mínima predeterminada da empilhadeira, mesmo quando conversa com o operador.
Alarmes para empilhadeiras e pedestres: o que considerar
As normas de operação não exigem dispositivos de alerta além da buzina, que é equipamento padrão. Segundo o artigo, cerca de 70% dos usuários equipam seus veículos com algum alerta sonoro ou visual. No entanto, os dados disponíveis não mostram menos acidentes nos veículos equipados. Por isso, muitas empresas preferem não instalar esses dispositivos. Afinal, as próprias instruções dos alarmes mandam o operador olhar sempre na direção do deslocamento.
Efeitos colaterais dos alertas
- operadores e pedestres podem se acostumar e passar a ignorar os sinais;
- ambos podem depender dos alertas e prestar menos atenção um no outro;
- vários sinais na mesma área podem gerar confusão ou indiferença;
- a exposição constante pode cansar operadores e colaboradores;
- operações e treinamentos precisam se ajustar para combater esses efeitos;
- ainda assim, os usuários consideram a buzina um meio efetivo de alertar pedestres.
Alarmes sonoros
No caso dos alarmes de marcha à ré, considere que:
- o som precisa superar os outros ruídos da área;
- o som deve se distinguir dos outros sinais do local;
- o alarme aumenta a exposição ao ruído e pode exceder os limites das Normas Regulamentadoras;
- protetores auriculares dificultam ouvir o alarme e saber de onde ele vem;
- alarmes irritantes acabam desativados.
Alertas visuais
Já para luzes piscantes, giratórias ou estroboscópicas, considere que:
- a escolha depende do uso da empilhadeira e das condições do local;
- as luzes devem passar sob obstruções baixas sem ofuscar o operador;
- as cores devem diferir das luzes de equipamentos fixos e das cores de fundo;
- a iluminação do local e as superfícies reflexivas influenciam o tipo de luz;
- áreas internas ou externas muito iluminadas podem exigir luz estroboscópica intensa.
Avalie a convivência entre empilhadeiras e pedestres no seu local
Cada usuário deve avaliar o próprio local de trabalho. Assim, decide se vale instalar alertas opcionais ou mudar o layout para separar as rotas.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A convivência entre empilhadeiras e pedestres fica mais segura com tráfego separado, regras claras e treinamento. Os alarmes podem ajudar, mas não substituem o hábito de olhar na direção do deslocamento e de manter distância da máquina.
Conteúdos complementares recomendados
- Utilização correta de empilhadeiras: Boas práticas do operador no dia a dia.
- Segurança no armazém: Dicas para proteger a saúde de quem trabalha no armazém.
- NR-11: regras de segurança: A norma brasileira de movimentação de materiais.
