Ergonomia deficiente: os custos ocultos e como evitá-los
Ergonomia deficiente em resumo: A ergonomia deficiente gera custos que a maioria dos empregadores não vê. Eles enxergam o tempo de recuperação e o pagamento extra por condições adversas, mas cerca de 90% dos efeitos ficam escondidos, como perda de produtividade, má qualidade, seguro e substituição de pessoas. Adaptar o trabalho às pessoas reduz esses custos.
Para muitas pessoas, a ergonomia ainda é uma palavra abstrata. Isso vale sobretudo para pequenas empresas, que muitas vezes não conhecem as opções para melhorar suas instalações nem os custos da ergonomia deficiente.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, explica o que a ergonomia busca, quais efeitos a falta dela provoca e como a movimentação a vácuo ajuda.
O que é ergonomia
- A ergonomia trata da relação entre o homem e a máquina: adapta tarefas e condições à pessoa e prepara a pessoa com exercícios e treinamento.
- O princípio básico é adaptar o trabalho às pessoas que o realizam.
- Um projeto ergonômico considera as características das pessoas e, ao mesmo tempo, os critérios econômicos.
- O principal objetivo é proteger a saúde de todos os possíveis usuários.

Os efeitos da ergonomia deficiente
O projeto ergonômico afeta a tensão e o esforço do usuário de várias formas. Há o esforço físico, muscular estático e dinâmico. Há a tensão psíquica, como a necessidade de concentração. Além disso, há as tensões ambientais: temperatura, ruído, vibração, iluminação e poeira.
Desde ficar sentado a uma mesa até operar equipamentos pesados, a ergonomia deficiente leva a problemas físicos e psicológicos. As lesões físicas vão de cortes e arranhões a danos graves na cabeça, no pescoço e na coluna, inclusive fraturas. Por outro lado, a tensão e o excesso de trabalho afetam a saúde mental no longo prazo e reduzem a eficiência.

O iceberg da ergonomia deficiente
O PDF compara as consequências a um iceberg. A maioria dos empregadores vê só a ponta. Porém, cerca de 90% dos efeitos passam despercebidos.
| Parte do iceberg | Custos |
|---|---|
| Visível | Tempo de recuperação do funcionário; pagamento extra por condições adversas de trabalho |
| Escondida | Subsídio a benefícios de saúde; horas de deslocamento e atendimento médico; má qualidade; custos de seguro da fábrica |
| Escondida | Substituição de pessoas; continuação dos pagamentos; perda de produtividade; horas de treinamento; maior número de funcionários |
Segundo o artigo, ambientes projetados para que ninguém precise esticar demais o corpo poderiam poupar à manufatura bilhões de dólares em indenizações por acidente de trabalho.
Responsabilidades do empregador
- Criar um ambiente de trabalho com igual tratamento para todos.
- Proteger todo o pessoal empregado.
- Equipar o local para que ninguém sofra dano à saúde ou à propriedade durante o trabalho.

Como a elevação a vácuo combate a ergonomia deficiente
Um exemplo de movimentação segura são os elevadores de tubo a vácuo. O vácuo segura e eleva a carga, sem talha de cabo ou corrente, sem manipulador e sem cilindro de elevação. Ventiladores geram o vácuo e podem ser regulados por frequência conforme a aplicação. Uma mangueira de até 50 metros liga o gerador ao tubo.
O operador usa um guidão parecido com o de uma motocicleta: abaixa o punho e a carga desce; levanta e ela sobe. Assim, mantém uma postura saudável em qualquer altura. A ventosa, que toca a peça, existe em vários tamanhos, formas e materiais. Com esses equipamentos, o operador movimenta peças de até 300 kg sem esforço na coluna, e até 1.000 kg com versões que usam talha de corrente. Os resultados apontados no PDF são:
- Tempos menores de movimentação e menos fadiga.
- Mais elevações com o mesmo número de pessoas.
- Movimentação mais segura e sem danos às peças.
- Trabalhador mais motivado.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A ergonomia deficiente custa muito mais do que aparece. Em resumo, quem olha o iceberg inteiro descobre que adaptar o trabalho às pessoas, inclusive com o acessório de elevação certo, protege a saúde da equipe e o resultado da empresa.
Conteúdos complementares recomendados
- Ergonomia no trabalho: Conceitos e práticas de ergonomia na empresa.
- Fator ergonômico na movimentação: A ergonomia aplicada à movimentação de materiais.
- Prevenção de acidentes: Cuidados que evitam lesões na operação.
