FIFO e LIFO: diferenças, FEFO e por que o UEPS não vale aqui
Ir para o conteúdo
IMAM Consultoria
  • ESTRATÉGIAS E OPERAÇÕES
  • Desenvolvimento Organizacional
  • SUPPLY CHAIN E LOGÍSTICA
  • Fale Conosco
  • Sites
    • IMAM Consultoria
    • Quem somos
    • HOME IMAM
  • Nossos treinamentos
Estratégias e operações

LIFO e FIFO: O Que É, Diferenças E Qual Escolher

Por IMAM em 26 de março de 2024 • Atualizado em 8 de setembro de 2026
lifo e fifo
11 minutos para ler
Conheça nossos cursos | IMAM

A escolha entre os métodos FIFO e LIFO impacta seus resultados financeiros. Conheça as vantagens de cada um e escolha a melhor estratégia.

Um desafio comum a muitos profissionais de logística é como garantir que seus produtos sejam vendidos no momento certo, mantendo a qualidade e evitando desperdícios? É aí que entram dois métodos de gestão de estoque: LIFO e FIFO.

FIFO e LIFO são critérios de ordem de saída do estoque. FIFO, ou First In, First Out, chamado no Brasil de PEPS, faz sair primeiro o que entrou primeiro. LIFO, ou Last In, First Out, chamado de UEPS, faz sair primeiro o que entrou por último. Antes de comparar os dois, é preciso separar duas coisas que costumam ser tratadas como uma só: o fluxo físico, que é a ordem em que o material realmente sai da prateleira, e o critério de valoração, que é o custo atribuído contabilmente a essa saída. Uma empresa pode ter fluxo físico LIFO em um bloco de paletes empilhados e valorar o estoque por PEPS ou por custo médio, sem contradição.

Feita essa separação, uma informação muda a conversa no Brasil e quase nunca aparece nos textos sobre o assunto: o UEPS não é aceito para fins fiscais aqui. Ou seja, a escolha entre PEPS e custo médio é real; a adoção de UEPS na apuração oficial, não. E há um terceiro critério que costuma ser o que de fato manda na operação com prazo de validade, o FEFO, First Expired, First Out, em que sai primeiro o que vence antes, mesmo que tenha chegado depois.

Por exemplo, uma padaria precisa manter os pães frescos. Então, ao gerenciar o estoque do negócio, ela primeiro pode testar o LIFO, onde os pães mais recentemente assados são os primeiros a serem vendidos. Parece simples, não é? 

Porém, essa escolha faz com que os pães mais antigos fiquem para trás, prejudicando o sabor. Logo, outra alternativa é o método FIFO, em que os produtos mais antigos são vendidos primeiro. 

Percebe as diferenças e quer saber mais detalhes sobre esses métodos? Continue a leitura e descubra:

  • O que é o LIFO e o FIFO?
  • Quais são as diferenças entre FIFO e LIFO?
  • Qual método escolher: FIFO ou LIFO?
  • Como usar FIFO e LIFO?

O que é o LIFO e o FIFO?

LIFO e FIFO são duas metodologias de gerenciamento de estoque que determinam a ordem onde os produtos são vendidos. Saiba mais!

LIFO (Last in, first out)

O LIFO é um método em que os últimos adicionados são os primeiros a serem vendidos. Em outras palavras, os itens comprados ou produzidos mais recentemente são os primeiros a serem retirados do estoque para venda.

Este método é comumente escolhido quando os produtos têm prazo de validade curto. Além disso, o LIFO pode servir quando há uma grande variação nos preços dos produtos ao longo do tempo, como aumento nos custos das matérias-primas.

FIFO (First in, first out)

O FIFO é o oposto do LIFO, sendo um mecanismo em que os produtos mais antigos são os primeiros a serem vendidos. O FIFO é a escolha preferida em indústrias onde o frescor e a qualidade dos produtos são essenciais, como alimentos perecíveis e medicamentos.

Além disso, o FIFO tende a produzir um valor de estoque final mais preciso. Isso porque ao calcular o valor, os custos associados aos produtos mais recentes permanecem no estoque, já que ainda não foram vendidos. Como resultado, o custo dos produtos no estoque final reflete mais de perto os preços atuais do mercado.

Quais são as diferenças entre FIFO e LIFO?

A principal diferença entre FIFO e LIFO está na ordem em que os produtos são utilizados ou vendidos. Isto é, o FIFO prioriza os produtos mais antigos, enquanto a prioridade do LIFO são os mais recentes.

Por exemplo, considere uma loja de eletrônicos que vende smartphones. Se a loja utilizar o método FIFO, os smartphones adquiridos e colocados no estoque primeiro serão os primeiros a serem vendidos. 

Essa diferença na ordem de venda impacta o desempenho financeiro da loja. Em outras palavras, com o FIFO, os modelos mais antigos podem ser vendidos a preços mais baixos para liquidar o estoque. 

Qual método escolher: FIFO ou LIFO?

Escolher entre FIFO e LIFO depende das necessidades específicas e das circunstâncias de cada empresa. Entenda!

FIFO 

  • escolha o FIFO se a frescura e a qualidade dos produtos forem prioridades essenciais para o seu negócio;
  • é ideal para indústrias com produtos perecíveis ou sujeitos a obsolescência rápida, como alimentos frescos, medicamentos e eletrônicos;
  • é uma boa escolha quando a empresa quer evitar o risco de desperdício ao garantir que os produtos mais antigos sejam vendidos primeiro.

LIFO

  • opte pelo LIFO se os preços dos produtos estão aumentando ao longo do tempo e você deseja minimizar os lucros tributáveis;
  • é útil em indústrias onde há uma tendência de aumento nos custos dos produtos ao longo do tempo, como em períodos de inflação;
  • LIFO pode ser preferível se a empresa quer manter uma margem de lucro mais alta ao vender produtos mais recentes a preços mais altos.

Além disso, a escolha entre FIFO e LIFO deve ser baseada em uma análise cuidadosa das: 

  • condições do mercado;
  • necessidades operacionais;
  • implicações financeiras para o seu negócio.

Como usar FIFO e LIFO?

Existem alguns passos que simplificam o uso de FIFO e LIFO na sua empresa. Confira!

Análise do estoque e espaço disponível

Avalie o que você já possui em estoque e verifique a capacidade de armazenamento disponível. Para isso, considere as características dos seus produtos, como prazo de validade e obsolescência, para determinar qual método é mais adequado.

Definição do método e estratégias de compra

Com base na análise do estoque, escolha o método que melhor se adapta às necessidades da sua empresa: FIFO ou LIFO. Depois, desenvolva estratégias de compra alinhadas com a metodologia, considerando a disponibilidade de produtos e as tendências de mercado.

Organização física do estoque

Organize os produtos físicos conforme o método escolhido. Por exemplo, para o FIFO, os produtos mais antigos devem estar na frente ou no topo das pilhas. Logo, utilize filas, pilhas ou lotes para agrupar os itens, facilitando a identificação e o acesso rápido aos produtos.

Treinamento dos colaboradores

Certifique-se de que todos os colaboradores envolvidos no trabalho do estoque estejam cientes do método escolhido e compreendam como ele funciona. Portanto, forneça treinamento e orientação, garantindo que todos trabalhem seguindo o mesmo padrão, minimizando erros e confusões na gestão do estoque.

Curso de Gestão de Estoques para Itens MRO

A escolha entre FIFO e LIFO na gestão de estoque pode impactar diretamente a eficiência operacional e os resultados financeiros da empresa. Logo, uma análise cuidadosa do estoque, estratégias de compra alinhadas e a organização física eficiente são essenciais para garantir uma gestão eficaz do estoque. 

Diante disso, você quer aprofundar seus conhecimentos em gestão de estoques? Então, conheça nosso Curso de Gestão de Estoques para Itens MRO. Nele, aprenda estratégias para otimizar o controle de estoques, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional em sua empresa!

Perguntas frequentes sobre fifo lifo

Qual a diferença entre FIFO e LIFO?

No FIFO, ou PEPS, sai primeiro o que entrou primeiro. No LIFO, ou UEPS, sai primeiro o que entrou por último. A diferença aparece em dois planos: no fluxo físico, que é a ordem em que o material deixa a prateleira, e na valoração, que é o custo atribuído a essa saída. Confundir os dois planos é a origem da maior parte dos erros sobre o tema.

O LIFO é permitido no Brasil?

Para fins fiscais, não. O UEPS não é aceito pela Receita Federal na avaliação de estoques para apuração do lucro tributável, porque atribui à saída os custos mais recentes e, em cenário de inflação, reduz o lucro e a base de IRPJ e CSLL. A legislação admite PEPS ou custo médio ponderado. O raciocínio do LIFO continua válido como ferramenta gerencial, fora da apuração oficial.

O que é FEFO e quando usar?

FEFO é First Expired, First Out: sai primeiro o que vence antes, mesmo que tenha chegado depois. É o critério que manda em operação com alimento, medicamento e produto químico, porque a data de validade, e não a de entrada, é o que determina o risco. Ele exige do armazém controle de lote e de validade por endereço, sem o qual vira intenção sem execução.

Dá para ter fluxo físico LIFO e valoração PEPS?

Sim, e é comum. Um bloco de paletes empilhados com acesso apenas pela frente produz naturalmente uma saída em ordem inversa à entrada, enquanto a contabilidade valora o estoque por PEPS ou custo médio. Não há contradição, porque são planos diferentes: um descreve o movimento do material, o outro descreve como o custo é atribuído.

Qual método escolher para o meu estoque?

Comece pelo que a operação exige. Se há validade, o critério físico é FEFO, sem discussão. Se não há, o PEPS é o padrão, porque reduz obsolescência e é aceito fiscalmente. Para a valoração, a escolha real fica entre PEPS e custo médio, e depende de quanto o preço de compra oscila: quanto maior a oscilação, mais o custo médio suaviza o resultado.

O que o PEPS exige do armazém?

Exige que a data de entrada seja conhecida e que o layout permita acessar o lote mais antigo sem mover todo o resto. Na prática, isso significa endereçamento com registro de entrada, estruturas que permitam acesso seletivo ou a disciplina de abastecer por trás e retirar pela frente. Sem isso, o PEPS existe no sistema e não acontece no corredor.

A restrição é objetiva. O UEPS não é aceito pela Receita Federal na avaliação de estoques para apuração do lucro tributável, o que atinge diretamente a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. A razão é o efeito do método sobre o resultado: por atribuir à saída os custos mais recentes, que em cenário de inflação são os mais altos, o UEPS reduz o lucro contábil e, com ele, o imposto devido. A legislação brasileira admite, para fins fiscais, o PEPS ou o custo médio ponderado. Isso não significa que o raciocínio do LIFO seja inútil: ele continua servindo como ferramenta gerencial, para enxergar o custo de reposição mais recente de um item e avaliar decisão de compra ou de preço, desde que fora da apuração oficial.

PEPS, UEPS, custo médio e FEFO: o que cada um decide

CritérioPEPS (FIFO)UEPS (LIFO)Custo médioFEFO
RegraSai primeiro o que entrou primeiroSai primeiro o que entrou por últimoCusto ponderado do saldoSai primeiro o que vence antes
NaturezaFluxo físico e valoraçãoFluxo físico e valoraçãoSó valoraçãoSó fluxo físico
Aceito no Brasil para fins fiscaisSimNãoSimNão se aplica
Efeito no resultado em inflaçãoCusto mais antigo na saída, lucro maiorCusto mais recente na saída, lucro menorSuaviza a variaçãoNeutro
Onde faz sentidoPerecível, item com obsolescência, regra geralAnálise gerencial de custo de reposiçãoItem de compra frequente e preço oscilanteAlimento, medicamento e químico com validade
Exige do armazémEndereçamento por data de entradaEmpilhamento em bloco com acesso pela frenteNada em especialControle de lote e validade por endereço
Instituto IMAM • Educação Executiva Turma 30/11/2026

Gestão de Estoques para Itens MRO

Carga horária: 16 horas


Capacitação prática com especialistas de mercado

VER DETALHES DO CURSO →

Por: IMAM

Post Views: 133
Você também pode gostar
7 “Tendências” na Automação da Armazenagem para 2026

7 “Tendências” na Automação da Armazenagem para 2026

Por Eduardo Banzato em 4 de fevereiro de 2026 • Atualizado em 8 de setembro de 2026
SKU: Significado, Importância E Como Definir

SKU: Significado, Importância E Como Definir

Por IMAM em 11 de julho de 2025 • Atualizado em 8 de setembro de 2026
Codificação De Materiais

Codificação De Materiais: O Que É E Qual Objetivo?

Por IMAM em 28 de março de 2024 • Atualizado em 8 de setembro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

-

E-book Grátis

automação na Intralogística
Entendendo a Logistica
cta_guia-para-treinar-e-desenvolver-equipe-de-logistica_01-1


ctas_300x300_azul_foto-9

Posts populares

  • Os Heróis da Supply Chain que Ninguém Vê
    Os Heróis da Supply Chain que Ninguém Vê
  • Desafios, Impactos e Estratégias no Contexto Logístico.
    A Busca pela Eficiência na Separação de Pedidos: (Desafios, Impactos e Estratégias no Contexto Logístico)
  • OTIF: O Que É, Importância E Como Calcular?
    OTIF: O Que É, Importância e Como Calcular?

Sobre o blog

O IMAM leva você mais longe!
Acompanhe aqui as principais tendências da área de capacitação profissional, logística e supply chain.

Categorias

  • Desenvolvimento Organizacional
  • Embalagem
  • Engenharia de Produção e Operações
  • Estratégias e operações
  • Estratégias e Performance (Lean, Toc, 6 Sigma)
  • Série Armazenagem
  • Supply Chain e Logística

Entre em contato

  • Rua Machado Bitencourt, 190 Conj 606/607 Metrô Sta. Cruz, Vila Mariana, 04044-000, São Paulo/SP

  • (11) 5575-1400

  • imam@imam.com.br

  •  (11) 97550-8384
Site criado por Rock Content.