Mapeamento de processos: o que é, tipos e como fazer em 8 passos
Mapeamento de processos em resumo: Mapeamento de processos é estruturar em forma de diagrama a sequência de operações, atividades ou tarefas de um processo, para orientar colaboradores, clientes ou fornecedores e melhorar a qualidade e a produtividade. Ele pode ser estratégico, tático ou operacional, conforme o nível de detalhe, e se diferencia do fluxograma por destacar quem executa e quem aprova cada etapa.
Mapear processos é uma atividade importante para a melhoria continua nas empresas.
Em algum momento, certamente você precisou entender sobre como é realizada uma atividade, tarefa ou operação dentro da sua empresa, em fornecedores ou em clientes. E uma das melhores formas de sistematizar e organizar esse entendimento, é elaborando um Mapeamento.
O que é Mapeamento de Processo?
A palavra processo tem origem no latim, procedere, que traduz a ideia de avançar em sequência considerando uma transformação física, de situação ou de estado de um produto, serviço ou a combinação de ambos.
Mapear um Processo consiste em estruturar em forma de diagrama, a sequência de execução das operações, atividades ou tarefas de um processo, com foco em instrução de colaboradores, clientes ou fornecedores, para aprimoramento da qualidade e da produtividade.
Principais Funções e os Três Tipos de Mapeamento
O mapeamento permite facilitar a compreensão e facilitar a execução dos mais diferentes processos organizacionais, como por exemplo:
- venda de produtos;
- logística de recebimento de materiais;
- aprovação de crédito;
- armazenagem de materiais;
- compras;
- planejamento de produção;
- operação de equipamentos;
- integração de colaboradores pela área de recursos humanos;
- etc.
Podemos de forma muito simplificada classificar os mapeamentos em 3 tipos:
- Estratégico: como ferramenta de Planejamento Estratégico das organizações, sendo neste caso, executado em nível macro e com visão de negócio.
- Tático – para apresentação de uma visão de processo em nível de detalhe gerencial, detalhando aspectos que no mapeamento estratégico são agregados em uma única atividade ou operação.
- Operacional – para apresentação e visão detalhada em nível de atividade e tarefa, detalhando aspectos que são apresentados de forma agregada no Mapeamento Tático sendo aplicado para a finalidade de execução.
Como fazer um Mapeamento de Processos?
Estamos em um mundo de constantes mudanças, onde os processos estão sujeitos a constantes alterações devido a evolução tecnológica de produtos e fluxos de informações, aumento das exigências dos clientes e novos modelos de gestão entre outros.
O mapeamento de processos se constitui em uma importante ferramenta de atualização e melhoria contínua, necessitando de revisões periódicas e frequentes, considerando os seguintes passos de execução:
- Entrevistar colaboradores chave e realizar anotações
- Realizar observações dos processos, atividades, tarefas ou operações
- Traduzir as informações em formato de diagrama – mapa de processo
- Apresentar e validar o diagrama junto aos interessados
- Realizar uma análise crítica de cada ponto do mapa de processo
- Encontrar as oportunidades e propor as revisões e melhorias (eliminar, combinar etc.)
- Apresentar o processo redesenhado aos interessados e validar as melhorias
- Implementar as melhorias
Para um novo processo, as etapas 1 e 2 devem ser realizadas com um enfoque de aplicação de conhecimentos e inovações mais aprofundadas, sendo desnecessárias as etapas 5 a 7. A última etapa ao invés de implementar as melhorias passa a ser implementar o novo processo.
Qual a diferença entre Mapeamento e Fluxograma?
As funções e objetivos de um Mapeamento de Processos e de um Fluxograma são basicamente iguais, mudando a forma de apresentação. Embora ambos devam usar a mesma simbologia, que recomendamos ser baseada nos padrões da ASME – American Society of Manufacturing Engineers – Sociedade Americana de Engenheiros de Produção – podemos destacar que:
- Um Fluxograma, que faz parte das 7 ferramentas clássicas da qualidade desenvolvidas por Kaoru Ishikawa, descreve um processo sequencialmente de forma linearizada.

- Um Mapeamento de Processos acrescenta e destaca o detalhamento da responsabilidade de execução e aprovação, melhorando ainda mais a visibilidade e facilitando o entendimento.

Execução, Apresentação e Ferramentas
Em primeiro lugar, a execução deve considerar o nível de detalhe (estratégico, tático ou operacional) que está vinculado ao público-alvo e sua hierarquia organizacional. Este é um ponto importante para se se atinjam os objetivos de forma efetiva, pois um erro no tipo de mapeamento escolhido, pode ao invés de facilitar, dificultar a venda de uma ideia para implementação ou melhoria de processos.
Em relação ao “tamanho” e “dimensão física”, temos que cuidar para que sejam adequados, principalmente para a visualização, de forma que facilite a compreensão. Um mapeamento muito “raso” (menos “caixinhas que o necessário) ou muito “poluído” (mais “caixinhas” que o necessário) também não ajudam a atingir os objetivos. Quando percebermos que o Mapeamento irá ficar muito extenso por exemplo, é conveniente dividir e fatiar para facilitar a análise e compreensão das informações.
A execução pode ser feita desde manuscrita em folhas (A0 de preferência), podendo neste caso ser feita com apoio de “post its” para maior dinamismo na sua construção. Ao final o Mapa pode ser fotografado e digitalizado para apresentação ou arquivamento.
Porém, com a grande disponibilidade de ferramentas de tecnologia de informação que temos atualmente, recomendamos sempre que possível, usar aplicativos especialistas como o MS Visio, Sensus ou mesmo o PowerPoint, que embora não seja uma ferramenta específica para esta finalidade, é fácil de utilizar e gera boa visualização.
O próprio Excel pode ser usado, pois assim como o Visio e o PowerPoint possui uma biblioteca de símbolos adequada, mas é importante saber que esta ferramenta não irá oferecer a mesma qualidade, velocidade e facilidade para a elaboração de um Mapeamento de Processos.
Existem apps na nuvem como Flowdia, Lucidchart, Trello, Pipefy que podem ser utilizados tanto em computadores como em smartphones. Para o uso em smartphones deve-se considerar as limitações visuais, sendo recomendados principalmente para mapeamentos restritos ou resumidos.
Para a apresentação em reuniões, o Mapeamento pode ser projetado em mídia no caso de elaborado em aplicativos ou digitalizado por foto quando elaborado manualmente, bem como pode impresso em folhas A0 para maior interação. A flexibilidade e o formato de apresentação devem considerar muito mais o ambiente e os objetivos do que a tecnóloga aplicada na confecção do Mapeamento. Quando o processo mapeado é um serviço, o blueprint acrescenta ao desenho as camadas do que o cliente vê e do que acontece nos bastidores.
Os três tipos de mapeamento de processos
Em resumo, a classificação apresentada no post:
| Tipo | Nível de detalhe | Uso |
|---|---|---|
| Estratégico | Macro, com visão de negócio | Ferramenta do planejamento estratégico da organização |
| Tático | Detalhe gerencial | Abre aspectos que no estratégico aparecem como uma única atividade |
| Operacional | Atividade e tarefa | Detalha o tático com a finalidade de execução |
📚 Conteúdos complementares recomendados
- Fluxograma na logística: Como representar o processo em sequência.
- Melhoria de processos: O passo seguinte ao mapa.
- Diagnóstico dos processos: Por que analisar antes de mudar.
Conclusão
Recomenda-se a sistematização da aplicação desta ferramenta para por exemplo confeccionar e orientar procedimentos da qualidade, facilitando a transmissão das informações quanto a sequência de execução de atividades e tarefas.
É importante entender a função de revisão periódica e a necessidade de realizar com frequência o redesenho dos processos aplicando uma análise crítica das atividades quanto a sua necessidade e valor agregado. Maiores informações podem ser obtidas nos cursos que abordam Mapeamento e Redesenho de Processos que são ministrados pela IMAM.
Perguntas frequentes sobre mapeamento de processos
As funções e os objetivos são basicamente os mesmos; o que muda é a apresentação. O fluxograma, uma das 7 ferramentas clássicas da qualidade de Kaoru Ishikawa, descreve o processo em sequência linear. O mapeamento de processos acrescenta quem é responsável pela execução e pela aprovação de cada etapa, o que melhora a visibilidade e o entendimento.
AS IS é o mapa do processo como ele é feito hoje, e TO BE é o mapa do processo como ele deve passar a funcionar depois das melhorias. No mapeamento, primeiro se registra e valida a situação atual, depois se faz a análise crítica de cada ponto e se apresenta o processo redesenhado aos interessados.
O mapeamento segue oito passos: entrevistar colaboradores chave, observar o processo, traduzir as informações em um diagrama, validar o mapa com os interessados, fazer a análise crítica de cada ponto, propor melhorias como eliminar ou combinar etapas, validar o processo redesenhado e implementar as melhorias. Em processo novo, as etapas de análise e redesenho são dispensadas.
De forma simplificada, há três tipos. O estratégico apoia o planejamento estratégico, em nível macro e com visão de negócio. O tático mostra o processo com detalhe gerencial. O operacional detalha atividades e tarefas para orientar a execução. O nível escolhido deve combinar com o público e sua posição na hierarquia.
O mapa pode ser feito à mão, em folhas grandes com post its, e depois fotografado. Também podem ser usados aplicativos como MS Visio, PowerPoint ou Excel, que têm biblioteca de símbolos, e apps na nuvem como Lucidchart e Flowdia. O recomendado é seguir a simbologia padrão ASME e evitar mapas rasos ou poluídos demais.
Por: Wagner Salzano

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