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Supply Chain e Logística

Sistema MOST: como funciona a técnica de medição do trabalho

Por IMAM em 13 de outubro de 2026 • Atualizado em 13 de outubro de 2026
Técnica MOST Maynard de medição do trabalho e cronoanálise de tempos operacionais
6 minutos para ler
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Sistema MOST em resumo: O sistema MOST é uma técnica de tempos predeterminados que permite ao analista estabelecer o tempo de operações manuais e de algumas operações com equipamentos. Ele agrupa os movimentos em três sequências padrão: movimento geral, movimento controlado e uso de ferramenta. Por isso, exige bem menos horas de análise do que o MTM.

O sistema MOST é uma técnica de tempos predeterminados para medir o trabalho. Com ele, o analista estabelece o tempo gasto em qualquer operação manual e em algumas operações com equipamentos. A IMAM Consultoria usa o MOST como ferramenta nos seus estudos de tempos.

A sigla vem do inglês e significa, em tradução livre, técnica de sequência de operação. O conceito parte de atividades fundamentais, ou seja, de combinações de movimentos que seguem sempre uma sequência determinada.

Por que o cronômetro não basta

Há mais de um século, o trabalho passou a ser visto como algo que podia ser projetado e controlado. A ideia não era repetir a tarefa ao acaso, mas ensinar ao trabalhador a melhor maneira de executá-la. Nesse estudo de tempos e métodos, o cronoanalista compara o ritmo do trabalhador com o de um trabalhador médio, com 100% de habilidade e esforço.

No entanto, esse método tem dois pontos fracos:

  1. O cronoanalista precisa classificar o desempenho de forma subjetiva, comparando-o com um padrão estimado de 100%.
  2. O relógio, por mais preciso que seja, só mede o que já aconteceu nas condições atuais; portanto, não prevê tempos de situações futuras.
Ilustração do artigo sobre sistema MOST, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Dos tempos predeterminados ao sistema MOST

Os estudos de movimento mostraram que toda operação é uma combinação de elementos básicos. Assim, para reduzir o tempo e o esforço de uma tarefa, basta reduzir o conteúdo de movimento dela. O resultado é mais produção e um nível de serviço maior.

Depois, um terceiro método uniu o estudo de tempos ao estudo de movimentos: o sistema de tempo predeterminado do movimento (PMTS). Como os movimentos e os seus tempos já estão catalogados, é possível prever com acuracidade os tempos futuros das tarefas. Dessa forma, a cronometragem fica restrita aos processos com equipamentos.

O MTM e as suas versões

O primeiro PMTS de domínio público foi o MTM. Ele tem um cartão de dados detalhado dos movimentos básicos, como alcançar, mover e pegar. Por isso, é muito exato e aceito no mundo todo. Contudo, é lento: o analista mede as distâncias em polegadas ou centímetros, e um erro de classificação pode ser crítico. As versões MTM-2 e MTM-3 surgiram justamente para reduzir esse esforço.

O ganho de produtividade do sistema MOST

O sistema MOST sintetiza os movimentos de forma mais simples do que o MTM. Para cada hora de trabalho medido, o MTM consome cerca de 350 horas do analista, enquanto o MOST consome cerca de 10 horas. Além disso, a abordagem se ajusta ao escopo da tarefa, à frequência do movimento, às distâncias e ao objeto manuseado.

Ilustração do artigo sobre sistema MOST, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

As três sequências do sistema MOST

O MOST considera que o ciclo de uma tarefa combina três etapas. Cada etapa tem movimentos de tempo predeterminado, e o analista os define nas tabelas dos cartões MOST.

AtividadeSequênciaParâmetros
Movimento geralA B G A B P AA: ação de distância; B: movimento do corpo; G: ganhar controle; P: posicionamento
Movimento controladoA B G M X I AM: movimento controlado; X: tempo do processo; I: alinhamento
Uso de ferramentaA B G A B P _ A B P AF: fixar; L: afrouxar; C: cortar; S: tratamento de superfície; M: medir; R: gravar; T: pensar

Na prática, o analista define o que está sendo movido e como o item se move, para escolher a sequência certa. Em seguida, define os índices de A, B e G, ou seja, o que o operador faz para pegar o item. Por fim, define a fase final A, quando o operador retorna com ou sem objeto nas mãos.

Duas perguntas para melhorar o processo

  • A tarefa é necessária para o trabalho? Se não for, tente eliminá-la.
  • Qual é o índice mais alto que uma mudança de layout, de método ou de ferramenta pode reduzir?
Ilustração do artigo sobre sistema MOST, do acervo técnico da IMAM (figura 3)

BasicMOST, MiniMOST e MaxiMOST: as famílias do sistema MOST

O sistema MOST se expandiu com duas novas famílias, o MiniMOST e o MaxiMOST, além do BasicMOST. O analista escolhe a família conforme as características do processo. Para isso, o fluxograma de escolha faz perguntas como estas:

  • A tarefa ocorre mais de 150 vezes por semana? E mais de 1.500 vezes?
  • A tarefa exige uma análise detalhada do movimento, com descrição de mão direita e mão esquerda?
  • Todas as ações de distância são menores que 25 cm?
  • O peso para as mãos passa de 5 kg?
  • A ação de distância passa de 2 passos?

Onde aplicar o sistema MOST

A técnica de medição do trabalho tem muitas aplicações. Ela serve para estimar tempos, analisar métodos de trabalho, balancear o fluxo e dimensionar as tarefas. O uso mais comum, porém, é criar padrões de medida para a engenharia de processos.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

O sistema MOST mantém a lógica dos tempos predeterminados, mas exige muito menos horas de análise do que o MTM. Assim, a empresa mede o trabalho com rapidez, prevê tempos de tarefas futuras e ainda encontra movimentos que podem ser eliminados.

Conteúdos complementares recomendados

  • Estudos de tempos e métodos: A base que o MOST veio aprimorar.
  • Cronoanálise: Como funciona a tomada de tempo com cronômetro.
  • Ferramentas lean: Outras formas de eliminar movimentos desnecessários.
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