Segurança em empilhadeiras: causas de acidentes e 15 passos preventivos
Segurança em empilhadeiras em resumo: Segurança em empilhadeiras começa pelo treinamento, já que a falta dele é a principal causa de acidentes. Tombamento, pedestre atingido e prensagem lideram as fatalidades. Um bom programa treina operadores e supervisores e cobra atenção ao triângulo da estabilidade, ao contato visual com pedestres, ao cinto de segurança e à inspeção diária.
A segurança em empilhadeiras depende, antes de tudo, de treinamento. A estatística citada no artigo original da IMAM mostra por quê. Segundo ela, as causas mais comuns de fatalidades são estas:
| Causa de fatalidade | Participação |
|---|---|
| Tombamento da empilhadeira | 22% |
| Pedestre atingido pela empilhadeira | 20% |
| Operador ou colaborador prensado pela empilhadeira | 16% |
| Queda do operador da empilhadeira | 9% |
| Falha em garantir que cada operador é competente | 7% |
| Falha em certificar que cada operador foi treinado e avaliado | 6% |
| Falha em retirar de serviço veículos danificados | 5% |
| Falha em oferecer reciclagem e reavaliação | 4% |
| Falha em inspecionar os veículos antes do uso | 3% |
Portanto, evitar acidentes deve ser a maior prioridade de qualquer gestor de armazém ou centro de distribuição. A seguir, veja as dicas de especialistas reunidas no artigo.
Treinamento: a base da segurança em empilhadeiras
A maioria dos especialistas diz que o treinamento é o passo mais importante para melhorar a segurança do armazém. Afinal, a principal causa de acidentes com empilhadeiras é a falta de treinamento adequado.
Contudo, um treinamento efetivo vai além do certificado. Ele trata de comportamentos que as regulamentações não cobrem. Por exemplo, a empresa deve insistir que o operador mantenha todas as partes do corpo dentro da cabine. Assim, ele evita ficar prensado entre o veículo e as estanterias nas curvas. Essa exigência pode não constar de nenhuma regra. Mas a análise dos acidentes mostra que é assim que algumas pessoas se ferem.
Segundo os especialistas, o programa deve cobrir as boas práticas e os princípios de operação que afetam estabilidade e capacidade. Além disso, deve tratar das limitações do equipamento, dos procedimentos de abastecimento e recarga e da inspeção diária de segurança.
Estabilidade e segurança em empilhadeiras
Entre todos os temas, a estabilidade do veículo pede atenção especial. O operador deve levar a carga numa altura que apenas a livre do piso ou da rampa. Além disso, deve manter o mastro abaixado na posição de deslocamento.
Nas rampas, a inclinação afeta o equilíbrio. Por isso, suba sempre com a carga à frente e desça sempre de marcha à ré.
Todas as empilhadeiras contrabalançadas têm suspensão de três pontos, o chamado triângulo da estabilidade. Um ponto é o eixo de direção, preso por um pino pivô no centro. Os outros dois pontos são as rodas esquerda e direita do outro eixo.
Tráfego de pedestres
Acidentes com pedestres podem ocorrer a qualquer momento com a empilhadeira em movimento. As causas comuns incluem dirigir em áreas de alto tráfego, como perto de refeitórios e portarias, e trabalhar sem barreiras físicas em volta das áreas das empilhadeiras. Curvas rápidas com pessoas do outro lado e desrespeito aos limites de velocidade completam a lista.
O bom senso sugere que buzinas e alarmes protegem o pedestre. No entanto, as pesquisas não confirmam isso. Um fabricante de empilhadeiras estudou se um alerta audível reduziria as colisões e não achou evidência científica de redução. Isso aconteceu porque os colaboradores já estavam acostumados a ouvir buzinas e alarmes ao fundo.
Por isso, o artigo recomenda usar a buzina de forma intermitente. Ainda assim, a primeira linha de defesa é simples: o operador deve fazer contato visual com cada pedestre antes de avançar ou dar ré.
Riscos que variam com o tipo de empilhadeira
O ponto de partida é verificar se a empilhadeira serve para a atividade. Os riscos variam conforme o tipo: a gás, a gasolina, a diesel ou elétrica. Mesmo assim, todos os tipos têm riscos em comum:
- falhas de origem desconhecida na máquina;
- danos a estruturas, tubulações, paletes e paredes;
- problemas causados pela falta de manutenção;
- batidas em veículos estacionados, máquinas e equipamentos de produção;
- danos às cargas, com risco de incêndio, explosão ou vazamento;
- empilhamento incorreto que obstrui saídas de emergência e a circulação de pessoas;
- imprudência, como excesso de velocidade e manobras bruscas;
- pessoas circulando nos corredores das empilhadeiras;
- tombamento da empilhadeira sem carga.
15 passos para a segurança em empilhadeiras
A estratégia tem três frentes. Primeiramente, treinar operadores e supervisores conforme as exigências do equipamento. Em seguida, garantir atenção ao triângulo da estabilidade. Por fim, fazer operadores e pedestres prestarem atenção uns nos outros. Os especialistas sugerem estes passos:
- Garantir que todos os operadores participem do treinamento e sejam aprovados.
- Incluir também supervisores e gerentes dos operadores no treinamento.
- Dirigir com a carga elevada apenas o suficiente para livrar o piso ou a rampa.
- Usar cinto de segurança ou outra forma de restrição ao operar.
- Ter cuidado especial em docas de carga e rampas, para evitar quedas laterais.
- Manter total visibilidade de todos os pedestres.
- Fazer contato visual com os pedestres antes de avançar ou dar ré.
- Usar a buzina ou outro alarme de modo intermitente.
- Respeitar os limites de velocidade.
- Ter cuidado especial em áreas movimentadas, como entradas, saídas e refeitórios.
- Montar barreiras físicas quando for possível e apropriado.
- Reduzir a velocidade e prestar atenção nas curvas.
- Conhecer os recursos de segurança do veículo, sua capacidade e seus limites de operação.
- Entender os princípios de estabilidade: centro de gravidade, centro de carga e triângulo da estabilidade.
- Fazer inspeções de segurança todos os dias.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça a IMAM Consultoria.
Conclusão
A segurança em empilhadeiras começa no treinamento de operadores e supervisores. Depois, passa pela estabilidade e termina na atenção mútua entre operador e pedestre. Assim, com inspeção diária e os 15 passos, o armazém fica mais seguro para trabalhar.
Conteúdos complementares recomendados
- Utilização correta de empilhadeiras: Boas práticas de operação no dia a dia.
- Segurança no armazém: Dicas para proteger a saúde de quem trabalha no armazém.
- NR-11: regras de segurança: A norma brasileira de movimentação de materiais.
