Sustentabilidade e qualidade de vida no mundo 4.0: o que muda na logística
Sustentabilidade no mundo 4.0 em resumo: No mundo 4.0, sustentabilidade e qualidade de vida são direcionadores das decisões das organizações. Segundo o post, a Indústria 4.0 nasceu em 2011 de um projeto do governo da Alemanha e não tem foco em eliminar empregos. Assim, a automação deve reduzir esforços físicos prejudiciais, e as tecnologias devem preservar e restaurar o meio ambiente.
Vamos falar neste artigo, sobre o Mundo 4.0, com foco na Logística, mas não sobre os aspectos técnicos de forma específica, como tradicionalmente se tem abordado. A ideia é abordar pontos relacionados ao contexto da realidade atual e suas implicações.
Vamos nos lembrar que o conhecimento humano tem crescido de forma exponencial e isso é muito bom. Por outro lado, o contexto social, político e econômico atual é muito diferente do que o vivenciado em qualquer outra época, possuindo particularidades específicas que precisam ser priorizadas.
Alguns temas como a sustentabilidade são hoje direcionadores da máxima importância na tomada de decisão por parte das organizações, quer seja para lançamento de novos produtos, investimentos ou novas tecnologias. No mesmo nível está a chamada “qualidade de vida”, que considera ações que tornem o dia a dia de cada pessoa melhor e mais saudável sobre os aspectos físico e psicológico.
E aí vem a pergunta que vocês devem estar fazendo ao ler este início de artigo: o que isso tem a ver com o mundo 4.0?
Em primeiro lugar, a ideia da implementação da Industria 4.0, precursora de todos os outros 4.0 que vemos hoje, surgiu de um projeto estratégico do governo da Alemanha em 2011 com foco na informatização dos processos industriais daquele país, no sentido de permitir maior competitividade através do aumento da qualidade e ao mesmo tempo com redução de custos.
Obviamente que a ideia nunca teve foco na eliminação de postos de trabalho, muito pelo contrário, uma das bases fundamentais dos princípios 4.0 é a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Processos potencialmente interessantes para automação são aqueles em que o ser humano, principalmente por aspectos ergonômicos, de saúde ocupacional, tem prejuízos e não desempenha produtividade adequada.
Outra questão é que, o consumidor final dos produtos é o ser humano, o qual precisa ter condição para adquiri-los fazendo com que o mercado tenha o giro econômico crescente que se espera. Desta forma a ideia é que as atividades humanas migrem para funções que atendam aos requisitos de melhoria da qualidade de vida. E isto já vem acontecendo se olharmos os dados históricos, os empregos têm migrado de atividades de maior esforço físico, para atividades intelectuais e essa tendência permanecerá e será cada vez mais potencializada.
Mudança gera Resistência:
O ser humano tem uma dualidade interessante: por um lado é curioso, criativo, mas por outro, tende a ser conservador, quando chega a uma boa solução. Devemos nos lembrar que boas soluções são temporárias, uma vez que vivemos em um mundo dinâmico e em evolução.
“A novidade de ontem, estará obsoleta amanhã e sempre teremos que conviver com isso”.
Assim como as civilizações surgem, atingem seu apogeu e depois acabam declinando, ou por conta da acomodação, ou porque uma outra civilização evolui de forma mais eficaz para aquele momento, as tecnologias e os métodos de gestão se comportam da mesma maneira.
Não é da nossa época, mas quando a segunda revolução industrial, marcada basicamente pela criação das linhas de produção e fabricação em massa, ganhou corpo, houve muita dificuldade para que uma parte da sociedade absorvesse essa nova realidade. quem não lembra do filme “Tempos Modernos”, uma sátira muito inteligente de Charles Chaplin, sobre aqueles então “novos tempos”, hoje totalmente ultrapassados.
Sabemos que os conceitos 4.0 não são perfeitos, ainda que hoje não tenhamos a capacidade de enxergar muitas de suas imperfeições, que serão descobertas futuramente, assim como aos poucos fomos descobrindo as imperfeições das revoluções industriais anteriores. Mas precisamos evoluir.
Sustentabilidade:
Tem ficado claro que o consumo dos recursos naturais e a geração de poluentes das mais diversas formas, está comprometendo a saúde do nosso planeta. Um dos aspectos fundamentais dos conceitos 4.0 tem sido a aplicação de tecnologias possam preservar e mesmo restaurar o meio ambiente a suas condições ideais.
Veículos elétricos, meios de produção que não emitam resíduos de nenhuma espécie, fabricação de produtos que sejam absorvidos de forma positiva pela natureza, como biodegradáveis ou recicláveis, exigem na linha visualizada pelos princípios 4.0, tecnologias avançadas e inteligência artificial.
Qualidade de Vida:
A logística é cada vez mais importante e fundamental para o desenvolvimento da sociedade humana, mas tradicionalmente possui atividades que exigem forte esforço físico e mental das pessoas. Algumas são até mesmo estereótipos e depreciam a importância da Logística.
De acordo com os princípios da Supply Chain 4.0 citados anteriormente, a ideia é melhorar a qualidade de vida e para isso desenvolver formas tecnológicas de reduzir ou eliminar esses esforços.
Por exemplo a implementação de robôs de paletização, que substituem a mão de obra. A paletização manual gera esforço físico, que pode vir a reduzir a qualidade e até o próprio tempo de vida de uma pessoa. Com esta visão, a robotização é vista como uma evolução, e não como uma supressão de posto de trabalho.
A visão de futuro para as atividades da Logística, é capacitar as pessoas ou para funções intelectuais ou que ainda que venham a exigir esforço físico, que sejam saudáveis.
Automações em atividades Logísticas como movimentação de materiais, transportes, armazenagem, suprimirão progressivamente vários postos de trabalho, porém criarão muitos outros nas áreas da tecnologia, gestão e serviços.
Concluindo, conceitos como ESG – Environmental Social and Corporate Governance, traduzindo livremente Governança Socioambiental e Corporativa, são cada vez mais falados e considerados pelas empresas principalmente do mercado financeiro, a respeito da sustentabilidade dos investimentos e práticas aplicadas pelas empresas tanto nas questões sociais, que envolvem qualidade de vida, quanto nas de preservação do meio ambiente. Conforme pesquisa da consultoria PwC, 77% dos investidores institucionais planejam não mais adquirir produtos de empresas que não seguem os princípios ESG. E o Mundo 4.0 segue em frente mais sustentável e buscando maior qualidade de vida.
Wagner Salzano – Gerente da Divisão de Supply Chain da IMAM Consultoria
Os pilares do mundo 4.0 no post
Em resumo, os pontos centrais do artigo:
| Pilar | O que o post afirma |
|---|---|
| Origem | A Indústria 4.0 surgiu em 2011, em projeto estratégico do governo da Alemanha para informatizar os processos industriais |
| Sustentabilidade | Tecnologias que preservem e restaurem o meio ambiente, como veículos elétricos e produtos biodegradáveis ou recicláveis |
| Qualidade de vida | Reduzir ou eliminar esforços físicos, como na paletização manual substituída por robôs |
| ESG | Governança socioambiental e corporativa cada vez mais considerada por empresas e investidores |
Perguntas frequentes sobre sustentabilidade no mundo 4.0
A informatização dos processos industriais para ganhar competitividade, com aumento da qualidade e redução de custos ao mesmo tempo. Segundo o post, a Indústria 4.0 nasceu de um projeto estratégico do governo da Alemanha em 2011 e foi precursora de todos os outros conceitos 4.0 que existem hoje.
Não. Segundo o post, uma das bases dos princípios 4.0 é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os processos indicados para automação são aqueles em que o ser humano tem prejuízos ergonômicos ou de saúde ocupacional, e os empregos têm migrado de atividades de esforço físico para atividades intelectuais.
A logística tem atividades que exigem forte esforço físico e mental. Um exemplo do post é a robotização da paletização, que substitui o esforço manual capaz de reduzir a qualidade e o tempo de vida de uma pessoa. A automação suprime alguns postos, mas cria outros nas áreas de tecnologia, gestão e serviços.
Um dos aspectos fundamentais dos conceitos 4.0 é aplicar tecnologias que preservem e até restaurem o meio ambiente. O post cita veículos elétricos, meios de produção sem resíduos e produtos biodegradáveis ou recicláveis, que exigem tecnologias avançadas e inteligência artificial.
ESG, de Environmental, Social and Corporate Governance, pode ser traduzido como governança socioambiental e corporativa. É o conjunto de critérios sobre a sustentabilidade das práticas de uma empresa nas questões ambientais, sociais e de governança, cada vez mais considerado pelo mercado financeiro ao avaliar investimentos, segundo o post.
📚 Conteúdos complementares recomendados
- Princípios da Indústria 4.0: Além disso, a base dos conceitos 4.0.
- A importância do ESG nas empresas: Ou seja, a governança socioambiental na prática.
- Paletização robotizada: Por fim, o exemplo de automação citado no post.
Por: Wagner Salzano
