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Série Armazenagem

Tecnologia em câmaras frias: separação, automação e controle

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre tecnologia em câmaras frias
5 minutos para ler

Tecnologia em câmaras frias em resumo: Tecnologia em câmaras frias inclui WMS que respeita restrições de estocagem, transelevadores com rolamentos e lubrificantes especiais, radiofrequência para atualizar o estoque na hora e equipamentos projetados para o frio. Além disso, paredes de tecido isolante e carrosséis refrigerados evitam manter grandes ambientes frios. Tudo isso protege a integridade e a qualidade dos produtos.

Na indústria alimentícia, há muitas restrições de estocagem. Não se pode colocar carne de frango sobre carne de boi, nem produtos químicos sobre qualquer outro produto. Felizmente, a tecnologia em câmaras frias evoluiu para atender essas exigências.

Restrições de estocagem e tecnologia em câmaras frias

Os sistemas atuais de gerenciamento de armazéns e os controles de transportadores contínuos e transelevadores conseguem respeitar essas regras. Além disso, os transelevadores já são preparados para ambientes frigoríficos, com rolamentos e lubrificantes especiais. Onde ainda há pessoas, cresce o uso de equipamentos de radiofrequência projetados para o frio.

Ilustração do artigo sobre tecnologia em câmaras frias, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Radiofrequência na separação a frio

Num armazém comum de congelados com listas impressas, a separação costuma ser feita por inteiro antes de atualizar os registros. Em tese, o separador deveria atualizar o estoque após cada item. Contudo, o que essas pessoas querem é sair logo do ambiente frio.

Por isso, a radiofrequência dá melhor controle e rastreabilidade e facilita a auditoria. O resultado é uma separação de muito mais qualidade. Afinal, os clientes querem ter certeza de que separação, estocagem e até a espera antes do carregamento ocorrem em temperatura controlada. Hoje, inclusive, os caminhões são refrigerados antes de receber o produto.

Ilustração do artigo sobre tecnologia em câmaras frias, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

Automação: adaptar a tecnologia em câmaras frias

O sorvete é um bom exemplo. Pequenas variações de temperatura na cadeia afetam muito a sua qualidade. Em algumas fábricas, pessoas tentam paletizar cargas a -30 ºC. A alternativa, levar o produto para uma área aquecida e depois devolvê-lo, causa descongelamento parcial e prejudica textura e aparência.

As máquinas fazem o trabalho mais rápido e mais limpo, com menos problemas de pessoal. Por exemplo, quando o fabricante passa a vender 50 milhões de litros de sorvete por ano, a falta de mão de obra e a preservação tornam a automação necessária.

Cuidados com o equipamento no frio

  • Não basta levar uma máquina comum ao frio. Equipamentos pneumáticos precisam ser reprojetados, com análise de aços e materiais especiais.
  • Plástico e PVC têm expansão térmica bem diferente do aço. Na prática, o plástico encolhe cerca de três vezes mais rápido e pode rachar.
  • Um equipamento montado a 20 ºC muda de tamanho após uma semana num congelador a ar forçado.
  • A velocidade das máquinas cai, e a eletrônica tende a substituir a pneumática. Assim, a manutenção exige um técnico mais preparado.

Diante disso, vale a pergunta do PDF: o custo compensa o ganho de qualidade do produto?

Ilustração do artigo sobre tecnologia em câmaras frias, do acervo técnico da IMAM (figura 3)

Paredes de tecido flexível

Essas estruturas versáteis reconfiguram armazéns, refrigeradores e congeladores. A tabela mostra os usos mais comuns.

AplicaçãoComo ajuda
Salas de temperatura controladaMontadas no forro existente ou numa estrutura, separam ingredientes ou produtos finais em condições adequadas, a custo efetivo e com rapidez
Subdivisão do congeladorMantém o sorvete a -28 ºC numa parte, enquanto outros congelados ficam em temperatura mais alta, com economia de energia
AntessalaCria mudança gradual de temperatura na porta e evita flutuações bruscas que geram congelamento

Transições e carrosséis: mais tecnologia em câmaras frias

Todo o investimento pode se perder se as transições da cadeia forem esquecidas. Por exemplo, semirreboques refrigerados podem ter três zonas de temperatura. Com o WMS certo, a carga é organizada para que o motorista separe cada zona em locais diferentes sem degradar o produto.

Além disso, manter toda a instalação climatizada pode ser desperdício. Os carrosséis são uma alternativa para guardar itens sensíveis à temperatura e à contaminação, como estoque pulmão. Eles têm alta densidade, ocupam pouca área e podem ser horizontais ou verticais. Os verticais podem ser refrigerados ou congelados e, por serem modulares, montam-se e desmontam-se em um ou dois dias.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

A integridade e a qualidade dos produtos refrigerados importam tanto ao cliente quanto à empresa. Em resumo, a tecnologia em câmaras frias combina sistemas, radiofrequência, equipamentos adaptados e soluções que reduzem o espaço refrigerado. Assim, a operação estoca e separa com segurança, sem desperdiçar energia.

Conteúdos complementares recomendados

  • Carrosséis automáticos: Tipos de carrossel e suas aplicações.
  • Distribuição de alimentos perecíveis: Os cuidados com a cadeia do frio na entrega.
  • Armazém automático: Tecnologias para automatizar a estocagem.
Views: 0
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