Tecnologias de separação de pedidos: voz, GTP, luz e robótica
Tecnologias de separação em resumo: As tecnologias de separação ganharam força com o varejo online, que separa menos itens por pedido, de uma variedade maior de SKUs, com demanda muito variável. A separação por voz, o pick and pack, o goods-to-person e a separação por luz já aceleram o processo, enquanto a robótica e a visão apontam o futuro.
O varejo online cresceu rápido, e o consumidor ficou mais exigente. Atualmente, ele espera entrega rápida, devolução simples e o melhor preço. Assim, com tanta concorrência, qualquer erro pode afastar o cliente de vez. Por isso, as tecnologias de separação viraram tema central nos centros de distribuição.
Ou seja, o produto certo precisa chegar na hora certa e no local certo. Em seguida, este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, apresenta as principais opções e onde cada uma ajuda.
Por que as tecnologias de separação mudaram
Ao analisar as opções, duas palavras aparecem o tempo todo: flexibilidade e escalabilidade. Isso porque as empresas do varejo online separam menos itens por pedido, mas de uma variedade maior de SKUs, as unidades distintas mantidas em estoque. Além disso, a demanda flutua bastante, e o sistema precisa absorver essas variações de volume.
Nesse sentido, duas soluções físicas atendem bem esse cenário. A estrutura dinâmica para caixas oferece muitos locais de separação em pouca distância para peças pequenas. Enquanto isso, as estanterias ajustáveis acompanham a mudança do mix. Mesmo assim, o processo só fica econômico quando a empresa combina as estratégias e as técnicas certas.
O papel do WMS
A separação precisa andar em sincronia com as entregas e os prazos prometidos. Às vezes, as empresas de entrega de encomendas ajudam a ligar a separação à rota do transporte. Portanto, as regras de separação dentro do WMS precisam ser detalhadas e bem pensadas. Só assim a operação mantém o nível de serviço, a taxa de atendimento, a acurácia e a pontualidade do pedido.

As principais tecnologias de separação
| Tecnologia | Como funciona | Destaque segundo o artigo |
|---|---|---|
| Voz | O separador recebe e confirma tarefas por comando de voz | Velocidade e acurácia, sem interromper o trabalho físico |
| Pick and pack | O separador apanha o item e o coloca direto na caixa de embarque | Elimina etapas redundantes e gera economia |
| Goods-to-person (GTP) | O produto vai até o operador numa estação fixa | De 600 a 800 linhas de separação por hora |
| Luz | Indicadores luminosos mostram onde e quanto separar | Integra-se a instalações existentes |
| Robótica | Célula automática com processamento de imagem | Até 2.400 separações por hora |
| Visão | Óculos mostram setas até cada local e uma câmera confirma | Confirmação sem intervenção humana |
Separação por voz
A voz serve muito bem ao comércio eletrônico, graças à velocidade e à acurácia. Mesmo com poucos separadores, a relação entre custo e benefício continua alta. A principal vantagem é que o usuário conversa com o sistema de gerenciamento do armazém sem parar o trabalho físico. Além disso, a voz ajuda a reestruturar processos e a reduzir distâncias. Há sistemas que reconhecem a voz de qualquer pessoa, o que dispensa o treino do sistema para cada novo funcionário.
Pick and pack
Em geral, combinar tarefas em um só processo gera economia. No pick and pack, o separador apanha os artigos e os coloca direto na caixa de embarque. Da mesma forma, racionalizar as rotas e encurtar os trajetos pelo armazém melhora o retorno sobre o investimento.
Goods-to-person
O GTP, do produto até o homem, é hoje o modo mais rápido e acurado de separação manual, com taxas de 600 a 800 linhas por hora. Primeiramente, o operador fica numa estação. Então, um transportador contínuo de alta velocidade leva até ele as caixas dos pedidos, em sequência cuidadosa, enquanto o sistema retira o produto de um pulmão de estocagem também veloz.

Tecnologias de separação no varejo convencional
Por outro lado, muitos varejistas tradicionais passaram a atender pedidos online no mesmo armazém. Assim, o mesmo prédio lida com pedidos individuais de clientes e com pedidos a granel para as lojas. Por isso, surgiram os sistemas de gerenciamento de pedidos distribuídos, que complementam o WMS. Dessa forma, eles olham o estoque como um todo e consideram menor custo, melhor prazo e os pedidos futuros antes de decidir qual estoque separar.
Nesse caso, o artigo recomenda buscar sistemas que se integrem com facilidade às instalações existentes. Por exemplo, há soluções de separação por luz que o próprio cliente instala sem suporte externo e que, segundo o fornecedor, triplicam a produção em relação à separação convencional.

O futuro da separação
Para o artigo, o futuro está na robótica. Já existem células totalmente automáticas, projetadas para até 2.400 separações por hora. Nesse caso, um sistema de imagem reconhece a posição dos produtos e guia o robô, sem cadastro prévio das características de cada item. Ainda assim, a tecnologia não deve substituir 100% das pessoas, por causa das limitações de manuseio.
Além disso, outra frente é a separação por visão. Óculos sobrepõem setas que levam o separador a cada local. Enquanto isso, uma câmera lê códigos de barras, lotes e números de série e confirma a tarefa. Por fim, mesmo com sistemas convencionais, a empresa reduz custos ao focar nas devoluções e no rastreamento dos lotes.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Em suma, não existe uma única resposta. As tecnologias de separação certas dependem do perfil de pedidos, da variedade de SKUs e da oscilação da demanda. Em resumo, flexibilidade e escalabilidade devem guiar a escolha.
Conteúdos complementares recomendados
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