Custos de embalagem: perguntas que reduzem gastos no CD
Custos de embalagem em resumo: Custos de embalagem incluem caixas, separadores e a mão de obra de embalar, e muitas empresas os tratam como custo inevitável. Para reduzi-los, use poucos tamanhos de caixa padronizados, evite logotipo e excesso de embalagem, avalie envelopes e escolha separadores pela função. Além disso, dê ferramentas e espaço aos embaladores.
Um CD eficiente equilibra espaço, equipamentos e gestão. Ainda assim, sempre há como reduzir custos. Uma forma é investir em sistemas. Outra, mais simples, é examinar uma parte da operação e fazer perguntas básicas. Os custos de embalagem são um bom exemplo.
Muitas empresas monitoram o frete e negociam com várias transportadoras. Contudo, ignoram as despesas com embalagem e as tratam como custo do negócio. Além disso, acham que um bom desconto na caixa de papelão já resolve. Ajuda, mas não é tudo.
Perguntas para reduzir os custos de embalagem
| Pergunta | O que fazer |
|---|---|
| Quantos tamanhos de caixa você usa? | A maioria das operações vive bem com três ou quatro, talvez seis |
| A caixa tem tamanho fora do padrão? | Prefira o padrão, que evita custo de molde, preparação e lote mínimo |
| A caixa tem logotipo impresso? | Se não for embalagem do consumidor, avalie tirar |
| Dá para usar envelope? | Envelopes custam menos e são mais baratos de embarcar |
| Você embala em excesso? | Saiba quanto custa esse serviço e se alguém paga por ele |
| Que separador você usa e por quê? | Escolha pelo que ele precisa fazer, e não só pelo preço |
Poucos tamanhos de caixa
O número de caixas tende a subir a cada produto novo ou pedido especial de cliente. Essas caixas custam dinheiro, ocupam posições no porta-paletes e viram itens de giro lento. Por isso, se precisar de outro tamanho, tente usar um existente com mais separadores.
Custos de embalagem com caixa padronizada e sem logotipo
A caixa fora do padrão custa mais e pode ter lead time maior se acabar de repente. Já o logotipo na caixa de embarque é visto por poucos: a transportadora, o armazém do cliente ou o usuário final. Depois, a caixa é reciclada ou descartada. Além disso, o logotipo anuncia o conteúdo e pode atrair roubo.

Excesso de embalagem e separadores
Há motivos válidos para embalar em excesso, como segurança. Contudo, isso gasta mão de obra e material. Outra forma de excesso é embalar cada pedido em uma caixa e depois juntar tudo em uma caixa principal. Se o cliente pedir, tudo bem. Mas saiba o custo e garanta que ele seja pago.
Os separadores preenchem vazios, fixam e protegem o conteúdo. Um só tipo não faz tudo e, se fizer, não será barato. O papel amassado é um preenchimento barato. Já a espuma expandida preenche, prende e protege, mas está entre as soluções mais caras. Portanto, defina a função e só então escolha o separador.

A mão de obra também entra nos custos de embalagem
- Dê a cada embalador as ferramentas necessárias, sem dividir pistolas de fita e mesas.
- Não deixe o embalador sair da área para buscar suprimentos ou equipamentos.
- Dimensione a bancada pela tarefa: quem inspeciona 100% do pedido precisa de mais espaço.
- Garanta lugar para todas as ferramentas e suprimentos.
Mercadoria que chega sem avarias elimina reclamações e devoluções. Ao mesmo tempo, aumenta a satisfação do cliente.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Identificar a perda de material e de espaço é o primeiro passo para economizar. As ideias são simples: menos tamanhos de caixa, padrão, sem excesso e com separadores certos. Contudo, se o objetivo é reduzir os custos de embalagem, elas podem dar retorno rápido.
Conteúdos complementares recomendados
- Embalagem na logística: Os pontos para avaliar no projeto da embalagem.
- Embalagens de proteção: Os materiais para preencher e proteger.
- Tipos de embalagens: As opções disponíveis para a logística.
