Tipos De Embalagens: Entenda as Opções E Otimize sua Logística
Conheça os tipos de embalagens e como escolher a mais adequada para otimizar sua logística e garantir a integridade dos produtos.
As embalagens se organizam em três níveis, e cada um responde a um problema diferente. A primária toca o produto e protege o conteúdo: é a garrafa, o pote, o blíster. A secundária agrupa as primárias e é a que aparece na gôndola ou no separador de pedidos: é a caixa com doze unidades. A terciária existe para movimentar e transportar em escala: é o palete, a caixa de despacho e o filme que unitiza a carga. Do ponto de vista de custo logístico, as decisões que mais pesam estão nas duas últimas.
E há uma ordem de projeto que evita o erro mais caro da área: dimensionar de fora para dentro. Como a base do palete é padronizada, é ela que determina quantas caixas cabem em cada camada, e é a caixa que determina quantas unidades do produto vão em cada volume. Quando a embalagem secundária é desenhada olhando só a estética ou a linha de envase, alguns milímetros a mais fazem a caixa deixar de encaixar na camada, e o resultado é uma camada inteira desperdiçada em todo palete, em toda viagem, para sempre.
Entender os tipos de embalagens e suas funções é uma questão de organização, otimização de processos, redução de custos e preservação da integridade dos produtos.
Em outras palavras, a sua empresa pode enfrentar problemas como produtos danificados durante o transporte devido a embalagens inadequadas. Assim, isso comprometeria a qualidade entregue ao cliente e geraria custos adicionais com devoluções, trocas ou perda de vendas futuras por insatisfação.
Logo, para evitar problemas relacionados aos tipos de embalagens, preparamos este conteúdo com as principais informações sobre o assunto. Continue a leitura e confira:
- O que é embalagem?
- Qual a importância da embalagem na logística?
- Quais são os tipos de embalagens na logística?
- Quais são os materiais mais usados nas embalagens?
- Como escolher o melhor material para embalagem?
O que é embalagem?
A embalagem é um elemento no ciclo de vida de um produto projetado para protegê-lo, armazená-lo, transportá-lo e apresentá-lo ao consumidor. Ou seja, trata-se de um meio de conservação e de uma estratégica para otimizar a logística e influenciar a experiência do cliente.
Qual a importância da embalagem na logística?
A embalagem na logística impacta diretamente o transporte, o armazenamento e a experiência do cliente. Isto é, uma embalagem bem projetada reduz riscos de avarias, facilita o manuseio e otimiza o uso de espaço durante o transporte.
Por outro lado, problemas na embalagem podem comprometer toda a operação. Um exemplo disso é o caso da marca de cosméticos Boca Rosa, que apresentou defeitos em embalagens da linha de maquiagem durante a pré-venda.
Essa falha frustrou os clientes, causou prejuízos financeiros e exigiu o adiamento do lançamento para corrigir o problema. Isso mostra a importância de testes rigorosos e escolha criteriosa de materiais para garantir que as embalagens atendam às condições específicas do produto e do transporte.
Quais são os tipos de embalagens na logística?
Na logística, as embalagens são classificadas em diferentes níveis, cada um com uma função específica na cadeia de suprimentos. Essa classificação auxilia na organização, otimização de processos e na garantia da integridade dos produtos durante o transporte e armazenamento.
Embalagem primária
- Contato direto com o produto: é a primeira camada de proteção, envolvendo individualmente cada item;
- Identidade visual: transmite a marca e as informações mais relevantes ao consumidor;
- Exemplos: embalagens de alimentos, bebidas, cosméticos, etc.
Embalagem secundária
- Agrupamento de unidades: reúne várias embalagens primárias em um único pacote;
- Facilidade de manuseio: possibilita um transporte mais eficiente e seguro;
- Exemplos: caixas de sabonetes, pacotes de biscoitos, etc.
Embalagem terciária
- Transporte em grandes volumes: agrupa várias embalagens secundárias para facilitar o transporte;
- Otimização logística: viabiliza a utilização de equipamentos de movimentação e armazenamento;
- Exemplos: caixas de papelão maiores, contendo diversos produtos.
Embalagem quaternária
- Transporte em larga escala: utiliza equipamentos como paletes para agrupar grandes volumes de produtos;
- Simplificação logística: facilita o carregamento e descarregamento de veículos;
- Exemplos: paletes com caixas de produtos.
Embalagem quintenária
- Transporte de longa distância: utilizada para o transporte marítimo ou intermodal de grandes quantidades de produtos;
- Proteção máxima: garante a integridade da carga durante longas viagens;
- Exemplos: contêineres.
Quais são os materiais mais usados nas embalagens?
Cada material possui vantagens e desvantagens, que devem ser cuidadosamente avaliadas para garantir a melhor escolha para cada produto. Os principais materiais utilizados na fabricação de embalagens são:
Metais
Alumínio, aço inoxidável e folha de flandres
Oferecem alta resistência, durabilidade e versatilidade, sendo ideais para produtos que exigem proteção contra impactos e condições adversas. No entanto, o custo e o peso podem ser um fator limitante em alguns casos.
Vidro
Material estático e reciclável
Protege o produto contra contaminação e oferece uma aparência elegante. Ideal para produtos alimentícios e bebidas. Porém, tem a desvantagem de ser mais frágil e ter um peso elevado.
Plásticos
Polipropileno Biorientado (BOPP), PET e outros
Ampla variedade de tipos, com diferentes propriedades físicas e químicas. São leves, versáteis e de baixo custo, mas podem apresentar problemas de descarte e contaminação.
Papel e papelão
Biodegradáveis e recicláveis
Oferecem baixo custo e facilidade de manuseio, indicado para produtos não perecíveis, como alimentos secos e produtos de limpeza. A desvantagem é que eles oferecem pouca resistência à umidade e impactos.
Bioplásticos
Sustentáveis e biodegradáveis
Produzidos a partir de fontes renováveis, como milho e batata. Entretanto, por serem novos no mercado, ainda estão em desenvolvimento e têm custos mais elevados.
Como escolher o melhor material para embalagem?
A escolha do material adequado para embalagem é um fator fundamental para o sucesso de qualquer produto. Assim, as principais fatores a serem considerados são:
Natureza do produto
- Fragilidade: produtos delicados exigem embalagens com maior proteção contra impactos;
- Peso: produtos pesados exigem materiais mais resistentes e duráveis.
- Conteúdo: produtos alimentícios, químicos ou farmacêuticos exigem materiais que não interajam com o produto e garanta sua segurança.
Canal de distribuição
- Transporte: o tipo de transporte (rodoviário, marítimo, aéreo) influencia a escolha do material, considerando fatores como vibração, umidade e temperatura;
- Armazenamento: as condições de armazenamento, como temperatura e umidade, também devem ser consideradas.
Impacto ambiental
- Reciclagem: a escolha de materiais recicláveis ou biodegradáveis contribui para a sustentabilidade do negócio e para as práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance);
- Legislação: a empresa deve estar atenta à legislação ambiental vigente.
Custo:
- Material: o custo do material varia conforme o tipo e a quantidade;
- Produção: o processo de produção da embalagem também influencia o custo final.
Imagem da marca
- Sustentabilidade: embalagens ecologicamente corretas podem agregar valor à marca.
- Design: embalagem deve transmitir a identidade visual da marca.
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Entender e escolher os tipos de embalagens adequados é indispensável para empresas que buscam otimizar a logística, reduzir custos e atender às expectativas do mercado. Ou seja, investir nesse aspecto é investir na qualidade percebida pelo cliente e na competitividade do negócio.
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Perguntas frequentes sobre tipos de embalagens
Por nível funcional, são três: primária, que toca o produto e o protege; secundária, que agrupa as primárias e facilita o manuseio e a exposição; e terciária, que unitiza a carga para movimentação e transporte, como palete, caixa de despacho e filme. Existe ainda a classificação por material, com papelão, plástico, vidro, metal e madeira.
O palete PBR, ou Palete Padrão Brasil, mede 1.200 × 1.000 mm, tem altura em torno de 140 a 150 mm e suporta carga de até cerca de 3.000 kg. Ele foi lançado em 1990 por iniciativa da ABRAS e suas especificações estão na norma ABNT NBR 8252:2011, que trata do palete padrão brasileiro de referência PBR 1.
Porque é ela que define a cubagem do volume e o número de caixas por camada do palete. Como a base do palete é padronizada, uma caixa que não fecha múltiplo com essa base desperdiça área em todas as camadas, em todos os paletes e em todas as viagens. O produto continua o mesmo, mas o caminhão passa a transportar mais ar por unidade vendida.
De fora para dentro. Parte-se da base padronizada do palete, calcula-se quantas caixas cabem por camada e só então se define a dimensão da caixa e quantas unidades do produto ela leva. O caminho inverso, começar pela caixa e descobrir o encaixe depois, é o que produz o desperdício de camada, e ele só aparece quando o ferramental já está pronto.
A proteção resulta da combinação dos três níveis, e não de um deles isolado. A primária protege contra contato e contaminação; a secundária protege contra impacto e compressão no manuseio; a terciária mantém a carga unitizada e estável durante a movimentação. Reforçar apenas um nível costuma ser mais caro e menos eficaz do que ajustar o conjunto, sobretudo o empilhamento.
Não. Resistência acima do necessário custa material, peso e espaço, e o peso adicional entra no frete de toda viagem. A medida correta é a que suporta o empilhamento real da operação, com a margem definida pelo tipo de manuseio, e não a mais reforçada disponível. É por isso que a decisão de embalagem precisa da logística na mesa, e não só de compras e de marketing.
No Brasil, a base terciária tem padrão e norma. O palete PBR, ou Palete Padrão Brasil, foi lançado em 1990 por iniciativa da ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados, para viabilizar a movimentação mecanizada entre a indústria e o varejo, que até então era quase inexistente. Ele mede 1.200 × 1.000 mm, tem altura em torno de 140 a 150 mm e suporta carga de até cerca de 3.000 kg. As especificações estão consolidadas na norma ABNT NBR 8252:2011, que trata do palete padrão brasileiro de referência PBR 1, suas dimensões e sua fabricação. O efeito prático dessa padronização é o que interessa a quem projeta embalagem: a área útil de cada camada do palete é conhecida de antemão, então dá para calcular o aproveitamento antes de mandar fabricar a caixa. Fazer essa conta na fase de projeto custa uma tarde; descobrir o problema depois, com o ferramental da caixa já pronto, custa o ferramental inteiro.
Os três níveis e o que cada um decide
| Critério | Primária | Secundária | Terciária |
|---|---|---|---|
| Função principal | Conter e proteger o produto | Agrupar, identificar e facilitar o manuseio | Unitizar para movimentar e transportar |
| Exemplo | Garrafa, pote, blíster, sachê | Caixa com doze unidades, display de gôndola | Palete, caixa de despacho, filme stretch |
| Quem decide | Marketing e engenharia de produto | Engenharia de embalagem e comercial | Logística |
| Impacto no frete | Indireto, pela densidade do produto | Alto: define a cubagem do volume | Alto: define a ocupação do veículo |
| Erro típico | Superdimensionar por apelo visual | Não fechar múltiplo com a camada do palete | Empilhar acima da resistência da caixa |
| Onde se mede o acerto | Avaria do produto | Aproveitamento por camada | Ocupação do veículo e avaria no transporte |
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