Empilhadeira para corredor estreito: tipos e largura ideal
Corredor estreito em resumo: Trocar a estocagem convencional pelo corredor estreito permite guardar de 20% a 25% mais produtos no mesmo espaço; o corredor muito estreito (VNA) chega a 40% a 50%. A largura de referência do corredor estreito é 2,70 m, e a do VNA fica entre 1,65 m e 1,80 m. A escolha da empilhadeira é que define a largura possível.
Converter a estocagem convencional para o corredor estreito parece simples, e o ganho é atraente: de 20% a 25% mais produtos no mesmo espaço. Com corredores muito estreitos, os VNA (do inglês very narrow aisle), o ganho sobe para 40% a 50%. Com a redução de custos no topo das prioridades, a tendência é de centros de distribuição com corredores cada vez mais estreitos.
Mas a largura do corredor não é uma decisão de espaço apenas; é uma decisão de equipamento. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra quais empilhadeiras atendem cada largura e onde o VNA pode virar gargalo.
Qual é a largura de um corredor estreito?
Tradicionalmente, o padrão do corredor estreito é de 2,70 m, referência que muitos profissionais ainda usam e que pode gerar erro de dimensionamento. A maioria dos sistemas VNA tem corredores entre 1,65 m e 1,80 m. Há sistemas ainda mais estreitos, com garfos de vai e vem, em que o palete padrão de 1.000 x 1.200 mm entra no corredor com o lado de 1.200 mm perpendicular ao percurso.

Quais empilhadeiras trabalham em corredor estreito?
A escolha depende do uso. Há duas funções principais: a interface com a estrutura porta-paletes, isto é, guardar e retirar paletes completos, e a separação de pedidos. Para isso existem essencialmente três tipos de equipamento, além das articuladas.
| Empilhadeira | Corredor | Para que serve |
|---|---|---|
| Mastro retrátil e pantográfica | Estreito, de 2,7 m | Guardar e retirar paletes completos dos dois lados do corredor, inclusive em grandes alturas |
| Trilateral | Muito estreito (VNA) | Garfos numa torre que gira para os dois lados; torre de até 15 m; guiada por trilho ou cabo, também separa pedidos |
| Selecionadora de pedidos | Muito estreito (VNA) | O operador apanha pequenas unidades; precisa de pouco mais que a própria largura |
| Articulada | Menos de 2 m | Faz o trabalho da contrabalançada e da retrátil, eleva paletes a até 12,5 m e descarrega no pátio |
No VNA, um sistema de trilhos fixos ou de guia por cabos no piso permite que a empilhadeira circule com rapidez e segurança sem bater nas estruturas. Nesse arranjo, ela só anda para a frente e para trás, num corredor pelo menos 91,4 cm mais estreito que o menor corredor para retráteis.

A empilhadeira articulada
Até os anos 1990, a maioria dos armazéns combinava equipamentos: contrabalançada para o pátio e a descarga, retrátil ou trilateral para empilhar dentro do armazém e selecionadora para a coleta. Essa combinação ainda é comum, mas está ficando cara e nem sempre é a mais eficiente. Em 1990 surgiu a empilhadeira articulada, e depois vieram outros modelos híbridos. O operador vai até o centro do palete, esterça a direção e o mastro a 90 graus, vai direto ao palete e sai de ré.

Onde o VNA vira gargalo
O VNA aumenta a densidade sem sacrificar a seletividade e economiza capital, porque reduzir o tamanho do centro de distribuição reduz também os custos fixos. Mas, sem análise inicial, ele restringe o ganho da operação. Para evitar isso, o artigo recomenda atenção a quatro pontos:
- As necessidades de ganho, isto é, de produtividade da operação.
- O balanceamento do volume ao longo dos corredores.
- O planejamento do pessoal que abastece e alivia as posições de coleta e entrega.
- A capacidade do WMS de dar suporte ao arranjo.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A largura certa do corredor é, antes de tudo, a escolha do equipamento certo, e não só economia de espaço. Quando a estratégia de VNA é bem executada, os benefícios de longo prazo superam de longe os custos.
Conteúdos complementares recomendados
- Tipos de empilhadeiras: Como escolher o equipamento para cada operação.
- Seletividade x ocupação: O equilíbrio entre espaço e acesso.
- Porta-paletes convencionais: A estrutura que define o corredor.
