Armazém automático: tecnologias para paletes e caixas
Armazém automático em resumo: O armazém automático usa transelevadores, miniloads, shuttles e carros satélite para guardar e retirar paletes e caixas sem empilhadeira dentro das ruas. Custos de mão de obra, terrenos mais caros e a busca por produtividade impulsionam essas soluções, que aproveitam melhor o espaço, reduzem erros e dão controle total do estoque.
Os custos de mão de obra, a escassez de terrenos e a necessidade de aumentar a produtividade estão levando a automação para a logística. Segundo os fabricantes de equipamentos de estocagem ouvidos pela revista intraLOGÍSTICA, o armazém automático virou tendência.
Por isso, este artigo, baseado nessa reportagem do acervo da IMAM, resume por que as empresas automatizam e quais tecnologias aparecem nos projetos para paletes e para caixas.
Por que investir em um armazém automático?
De acordo com os fabricantes, os sistemas automáticos trazem estas vantagens:
- Máximo aproveitamento do espaço, principalmente com verticalização e corredores mais estreitos.
- Disponibilidade e produtividade elevadas.
- Economia de custos trabalhistas e de manutenção.
- Segurança do pessoal, bem como da carga.
- Eliminação de erros da gestão manual, assim como controle total do estoque.
Além disso, a complexidade do centro de distribuição justifica o investimento: variedade de SKUs, frequência de entrega, perfil de pedido (e-commerce, B2B, venda direta) e a meta de erro zero. Afinal, o metro quadrado perto dos grandes centros consumidores está cada vez mais caro. Por isso, as tecnologias buscam a máxima verticalização.

Tecnologias do armazém automático
| Tecnologia | Carga | Como funciona |
|---|---|---|
| Miniload | Caixas | Uma torre única administra todo o corredor e, assim, verticaliza o estoque |
| Shuttle de caixas | Caixas | Um shuttle por nível trabalha em paralelo, por isso supera o miniload |
| Carro satélite | Paletes | O carro entra no canal sozinho, logo dispensa a empilhadeira na rua |
| Transelevador para paletes | Paletes | Estocagem automática em armazéns de até 18 m |
| Porta-paletes deslizantes | Paletes | Estruturas móveis que otimizam a área, sobretudo em câmaras frias |
Miniload e shuttle para caixas
Primeiramente, o miniload usa uma única torre para atender todo o corredor. Enquanto isso, no sistema de shuttles, cada nível tem o seu carro, e todos operam em paralelo. Segundo a reportagem, essa diferença dá ao shuttle um desempenho superior, além de vantagens de consumo de energia, manutenção, acesso humano ao estoque e expansão. Com isso, ele integra os seis processos do CD: recebimento, armazenagem, separação, reposição, expedição e consolidação dos pedidos.
Carro satélite para paletes
No drive-in estático, o operador entra com a empilhadeira na estrutura. No sistema com carro satélite, por outro lado, o carro fica na ponta do canal e faz sozinho a colocação e a retirada do palete. Assim, a operação ganha velocidade, seletividade e segurança, com menos risco de acidentes e de danos à estrutura. Uma empilhadeira pode trabalhar com dois ou mais carros ao mesmo tempo, em canais de até 40 m de comprimento.

Armazém automático e estruturas autoportantes
Por muitos anos, a mão de obra e os terrenos abundantes adiaram os armazéns autoportantes no Brasil, aqueles em que a estrutura de estocagem sustenta o telhado e o fechamento lateral. Porém, com terrenos mais caros, a procura cresceu. Segundo a reportagem, a obra leva cerca de cinco meses, porque exige só terraplanagem, piso e cobertura. Porém, ela só se paga acima de cinco mil posições-palete. Além disso, há versões sem transelevador, com até 14 m, acessadas por empilhadeiras, e versões para câmaras de congelados.

Outras tendências apontadas pelos fabricantes
- Paletização automática de cargas com robôs e transportadores.
- Modernização dos fins de linha da indústria, a fim de eliminar falhas e reduzir tempos.
- Sistemas de order fulfillment integrados à automação, principalmente por causa do e-commerce.
- Preocupação com sustentabilidade, consumo de energia e ergonomia das estações.
- Contentores e racks sob medida para os produtos de cada fábrica.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
O armazém automático responde a três pressões: espaço caro, mão de obra escassa e exigência de produtividade. Escolher entre miniload, shuttle, carro satélite ou estrutura autoportante depende da carga, do volume e do perfil de pedidos. Em resumo, a tecnologia certa é a que casa com a operação.
Conteúdos complementares recomendados
- Transelevador: O equipamento que guarda e retira paletes nos armazéns verticais.
- Estrutura autoportante x convencional: Quando a estrutura vira o próprio prédio.
- Quando automatizar a estocagem: Os critérios para decidir pela automação.
