Níveis de automação na movimentação e armazenagem de materiais
Níveis de automação em resumo: Os níveis de automação na movimentação e armazenagem de materiais vão do equipamento não motorizado, com carga manual, ao totalmente automático, com carga e descarga mecanizadas. A escolha deve vir de um projeto que estude primeiro fluxos e layout, compare cenários técnica e economicamente e acompanhe a operação depois da implantação.
Nas últimas décadas, a automação avançou rapidamente na movimentação e armazenagem de materiais (MAM). Mas automatizar não é escolher o equipamento mais moderno. Na verdade, é definir os níveis de automação certos para cada atividade.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra por que as empresas automatizam, como tomar a decisão e quais níveis existem para cada tipo de equipamento.
Por que as empresas automatizam
- Concorrência: lotes menores, prazos curtos e fábricas flexíveis exigem qualidade e, ao mesmo tempo, menos perdas.
- Mão de obra: além do custo, pesam qualificação, segurança, ergonomia e produtividade, bem como questões trabalhistas.
- Equipamento: além dos custos diretos, contam confiabilidade, setup, registros e horas de uso.
- Tecnologia: eletrônica, sensores e TI ficaram mais baratos e, portanto, mais acessíveis.
- Fatores qualitativos: desejo do dono, operação de classe mundial e imagem, assim como a comparação com concorrentes.
Como decidir os níveis de automação
Todo processo de automação, principalmente os que pedem capital, deve ser tratado como projeto. Por isso, o artigo propõe estes passos:
- Planeje o todo e depois a automação, ou seja, estude fluxos, layout, produtos, quantidades, roteiros e tempos.
- Defina parâmetros e objetivos de acordo com as políticas da empresa.
- Monte a estrutura do projeto, com funções e responsabilidades claras.
- Estabeleça metodologia, cronograma, custos e prazos.
- Gere cenários e defina o nível desejado, desde a solução mecânica simples até a automação completa.
- Avalie os cenários de forma técnica e econômica, bem como os aspectos qualitativos.
- Detalhe o cenário aprovado, compre, implante e acompanhe com os indicadores do estudo de viabilidade.
Além disso, prepare-se para acompanhar a operação automatizada. Mesmo quando ela atinge os objetivos, pode ser questionada e, então, vai precisar de melhoria contínua.
Os níveis de automação por equipamento
O artigo classifica os equipamentos de MAM em três níveis. Primeiramente, o não motorizado, com carga e descarga manual. Em seguida, o motorizado ou semiautomático, ainda com carga e descarga manual. Por fim, o motorizado automático, com carga e descarga mecanizada.
| Atividade | Equipamento | Nível de automação |
|---|---|---|
| Estocagem | Transelevadores e miniloads | Automático |
| Estocagem e separação | Carrosséis verticais e horizontais | Semiautomático ou automático |
| Manuseio | Balancim mecânico | Não motorizado |
| Manuseio | Balancim eletropneumático | Semiautomático |
| Manuseio e embalagem | Robô de manipulação e paletizadora | Automático |
| Separação | Flow-rack por gravidade | Não motorizado |
| Separação | Picking-by-light | Semiautomático |
| Movimentação | Rolos, rodízios e esferas por gravidade | Não motorizado |
| Movimentação | Esteiras motorizadas e monovias | Semiautomático |
| Movimentação | AGVs e empilhadeiras automaticamente guiadas | Automático |
Os dispensadores do tipo A-Frame ficam num nível misto, porque a carga é manual e a descarga é automática.
Os níveis de automação da informação
Além dos equipamentos, é fundamental cuidar do fluxo de informações, com ERP, WMS, TMS e EDI. De fato, sem tecnologia da informação a movimentação e a armazenagem não teriam como ser eficientes.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A automação impressiona, mas não deve ser avaliada isoladamente. Portanto, deixe clara a metodologia e os pesos dos aspectos tangíveis e intangíveis, considere fluxos e layout e lembre do impacto nas pessoas. Assim, os níveis de automação escolhidos trazem ganho real.
Conteúdos complementares recomendados
- Análise de viabilidade da automação: Como avaliar o retorno em centros de distribuição.
- Vale a pena automatizar o armazém?: O retorno da automação na prática.
- Projeto de layout: O estudo que deve vir antes da automação.
