Avaliação de operadores logísticos: propostas, equalização e corte final
Avaliação de operadores logísticos em resumo: Avaliação de operadores logísticos é a fase da terceirização em que de três a cinco empresas pré-qualificadas visitam a operação e enviam propostas técnica e comercial. Em seguida, a contratante pondera os itens técnicos, equaliza os preços por simulação de volumes e cenários e reduz a lista a duas ou três finalistas.
A avaliação de operadores logísticos é um fator crítico de sucesso da terceirização. Mesmo quando o processo segue uma metodologia adequada, os riscos diminuem, mas não somem. Ou seja, ainda existe a chance de os resultados não serem os esperados.
Por outro lado, dar ênfase à avaliação não significa descuidar das fases anteriores. Afinal, um erro no começo pode comprometer todo o processo.
O que vem antes da avaliação de operadores logísticos
Segundo o PDF, a tomada de decisão passa por várias atividades iniciais:
- Visão sistêmica da cadeia e razões internas da empresa, ou seja, os aspectos tangíveis.
- Levantamento dos serviços disponíveis no mercado.
- Autoavaliação dos aspectos intangíveis e definição dos objetivos estratégicos.
- Análise das necessidades competitivas e otimização da solução.
- Preparação: quais operações terceirizar, informações sobre a contratante e questionário para os operadores.
- Pré-avaliação por porte, especialidade, região e clientes.
- Pré-qualificação de instalações, equipamentos, capacitação e serviços de apoio.
Como funciona a avaliação de operadores logísticos
A avaliação começa depois da pré-qualificação. Nessa fase, a contratante recebe as respostas dos operadores, classifica as empresas e faz um corte. O ideal é seguir com três ou, no máximo, cinco empresas.
Como o grupo é menor, a contratante passa mais detalhes e libera a visita às operações que serão terceirizadas. Depois disso, pede uma proposta técnica e comercial com os seguintes itens:
- Equipamentos e instalações que serão usados, existentes ou a adquirir.
- Pessoal envolvido, do quadro atual ou a contratar.
- Custos unitários por operação, como recebimento, conferência, armazenagem, montagem de kits, separação de pedidos e transporte.
- Lista de clientes com operações semelhantes, para pedir referências.
- Um projeto logístico próprio, com críticas e sugestões sobre a situação atual.
Avaliação técnica e equalização
Com as propostas em mãos, a contratante faz a avaliação técnica. Ela usa os cinco itens acima e também as respostas do questionário da pré-qualificação. Em seguida, define o peso de cada item e tabula tudo para comparar melhor.
Normalmente, a primeira tabulação pede uma equalização. Isso porque a contratante precisa de informações complementares dos concorrentes. Depois, faz uma nova tabulação. Nesse ponto, as empresas que não cumprem requisitos técnicos podem ser desclassificadas.
Comparação de preços por simulação
Os preços não devem ser comparados de forma direta. Afinal, os custos vêm por operação, e cada operação tem um volume muito diferente. Por isso, a contratante faz outra equalização: multiplica o custo unitário pelo volume de cada operação em vários cenários.
Os cenários vêm da contratante e do operador, em condições prováveis, otimistas e pessimistas. Assim, ela obtém o custo total da operação em cada situação. Junto com a avaliação técnica, esses valores formam a base para classificar as propostas.
| Etapa | O que acontece | Quantas empresas seguem |
|---|---|---|
| Pré-qualificação | Envio de informações e questionário; classificação e corte | De três a cinco |
| Proposta | Visita à operação e proposta técnica e comercial com projeto próprio | As pré-qualificadas |
| Avaliação técnica | Ponderação, tabulação, equalização e desclassificação de quem não cumpre requisitos | As que atendem aos requisitos |
| Avaliação de preços | Simulação de custo unitário vezes volume em cenários prováveis, otimistas e pessimistas | Duas ou, no máximo, três |
| Seleção final | Análise dos aspectos intangíveis | Uma, o parceiro escolhido |
Seleção final após a avaliação de operadores logísticos
Depois da avaliação técnica e financeira, ou seja, dos aspectos tangíveis, vem uma nova classificação e um novo corte. Restam então duas ou, no máximo, três empresas. A partir delas, a contratante escolhe o parceiro mais adequado.
Para isso, ela avalia os aspectos intangíveis, como confiança, afinidade e capacidade de formar parcerias. Essa é a etapa final do processo de terceirização.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A avaliação de operadores logísticos exige método. Peça propostas completas, inclusive um projeto próprio do operador, pondere os itens técnicos e compare preços por simulação, nunca de forma direta. Por fim, decida entre poucas finalistas olhando também confiança e afinidade.
Conteúdos complementares recomendados
- Checklist de terceirização: As perguntas a responder antes de escolher o operador.
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- Satisfação com operadores logísticos: O que dizem as empresas que já terceirizaram.

