CD automatizado na moda infantil: do galpão manual ao sorter
CD automatizado em resumo: CD automatizado foi a escolha de uma indústria de moda infantil de Santa Catarina que operava de forma totalmente manual. Depois de comparar três modelos, ela adotou estocagem automática de caixas, sorter e put to light, guiados por WMS. Assim, a separação passou de 300 para 1.000 a 1.500 peças por hora por separador.
Um CD automatizado parecia coisa de grandes centros e de produtos de altíssimo valor. Contudo, o caso de uma indústria de moda infantil de Santa Catarina mostrou o contrário. Atualmente, a empresa atende 15 mil pontos de venda no Brasil e em mais 25 países e produz 14 milhões de peças por ano.
Nos últimos cinco anos antes do projeto, ela investiu mais de R$ 70 milhões para modernizar fábricas, sistemas de informação e logística. Desse modo, a inovação logística começou em 2011, com um plano diretor feito pela empresa e pela IMAM, e terminou com a integração da solução por um fornecedor especializado.
O ponto de partida antes do CD automatizado
A análise do cenário mostrou uma armazenagem totalmente manual. Por exemplo, as caixas ficavam empilhadas em galpões de cerca de 2.000 m². Além disso, a preparação dos pedidos usava listas impressas em papel. Como resultado, havia muito uso de mão de obra e um fluxo intenso de pessoas.
Por outro lado, o plano diretor deu a todos uma visão escalonada das necessidades. Assim, ficou mais fácil decidir no curto, no médio e no longo prazo, considerando todo o processo de mudança.

Como a solução foi escolhida
Durante o estudo, a equipe avaliou três modelos de reorganização:
- Manter a operação atual, com muita mão de obra e estocagem tradicional, paletizada e em estanterias verticalizadas.
- Automatizar 100% dos itens, testando diferentes tecnologias.
- Adotar um sistema misto, com parte automatizada e parte tradicional.
O perfil de movimentação era complexo, já que havia várias coleções no estoque ao mesmo tempo, com itens de giros e volumes muito diferentes. Para ter ideia, eram cinco coleções por ano, com média de 3.500 SKUs cada. Por isso, a análise apontou um sistema automatizado de última geração. Além disso, o estudo econômico mostrou que essa opção tinha o menor prazo de retorno do investimento.
Havia ainda um paradigma a quebrar, porque tentativas anteriores de automação no setor não tinham dado certo. Por isso, a escolha do integrador foi técnica e cautelosa, com busca de referências no Brasil e na Europa.

Como funciona o CD automatizado
A solução usa dois sistemas automáticos de estocagem de caixas, uma evolução dos antigos miniloads, e um sorter de alta cadência com classificação por dupla bandeja. Um WMS gerencia tudo. Enquanto isso, dispositivos put to light guiam os operadores, de forma intuitiva, na separação multipedido.
Contudo, para chegar lá, a empresa enfrentou três desafios ao mesmo tempo:
- Construir um novo armazém para abrigar a estocagem e a preparação de pedidos.
- Redimensionar volumes, fluxos e frequências dos produtos.
- Tratar a questão cultural, com conscientização e comprometimento da equipe.

Resultados do CD automatizado
| Indicador | Antes | Depois |
|---|---|---|
| Produtividade de separação | Cerca de 300 peças por hora por separador | De 1.000 a 1.500 peças por hora por separador |
| Armazenagem | Caixas empilhadas em galpões de cerca de 2.000 m² | Estocagem automática com menor área |
| Preparação de pedidos | Listas impressas em papel | Sorter e put to light guiados por WMS |
| Movimentação manual | Elevação manual de caixas de até 25 kg | Menos elevação manual e menos deslocamentos |
Segundo a diretoria, houve ainda menor dependência de mão de obra, agilidade na separação, acuracidade e segurança no estoque. Assim, com controle acurado, o giro aumenta e os estoques caem.
Ganhos de ergonomia
- Redução dos longos deslocamentos para estocar e localizar produtos.
- Menos movimentação e elevação manual de caixas pelos abastecedores e separadores.
- Postos do sorter e do multipedido dimensionados para os usuários, com alturas adequadas.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
O caso mostra que o CD automatizado pode ser técnica e economicamente viável fora dos grandes centros. O plano diretor, a análise de três modelos e o cuidado com as pessoas reduziram os riscos. Em resumo, a produtividade triplicou, no mínimo, e a ergonomia melhorou. O próximo passo citado pela empresa são os centros de distribuição avançados.
Conteúdos complementares recomendados
- Automação da separação de pedidos: As tecnologias que aceleram a separação.
- Plano diretor de intralogística: Como planejar a evolução do armazém por etapas.
- Viabilidade da automação: Como avaliar se a automação se paga.
