Princípios da Indústria 4.0: das revoluções industriais à integração total
Princípios da Indústria 4.0 em resumo: Os princípios da Indústria 4.0 são seis: conectividade, virtualização, descentralização, qualidade autônoma, foco no serviço e modularidade. Eles descrevem sistemas ciberfísicos capazes de autodiagnóstico, autoconfiguração e auto-otimização, ligados pela Internet das Coisas. Assim, as pessoas ficam com as atividades mais nobres e complexas, e a cadeia caminha para a integração total.
Para entender os princípios da Indústria 4.0, vale olhar para trás. Afinal, a indústria mundial passou por grandes transformações nos últimos séculos, e a cada grande mudança a história dá o nome de revolução industrial. Hoje, com a Internet das Coisas (IoT), consolida-se mais uma, que exige tecnologia e mudança no modelo de negócio. Na Indústria 4.0, por exemplo, gerentes de operações usam dispositivos móveis para monitorar a eficiência das plantas e os gargalos e assim planejar um fluxo contínuo.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, relembra as revoluções anteriores, apresenta os seis princípios e traz dicas para quem quer participar dela.
As quatro revoluções industriais
| Fase | Marca da revolução |
|---|---|
| Indústria 1.0 | Século 19: a força mecânica da máquina a vapor ampliou as capacidades de produção e de transporte |
| Indústria 2.0 | Início dos anos 1900: produção em massa, especialização da mão de obra e ritmo ditado pelas linhas com transportadores contínuos; nasce a gestão com ênfase em qualidade e produtividade |
| Indústria 3.0 | Anos 1960: revolução digital, com CAD/CAM, controlador lógico programável e soluções automatizadas, como centros de usinagem e transelevadores |
| Indústria 4.0 | Avanços da tecnologia da informação ao longo de toda a cadeia de suprimentos, com a Internet das Coisas e a fábrica inteligente |
Vale lembrar que o termo Industry 4.0 foi usado pela primeira vez na Alemanha. Em resumo, ele se refere a sistemas ciberfísicos capazes de autodiagnóstico, autoconfiguração e auto-otimização. Assim, essas redes inteligentes serão incorporadas às cadeias de suprimentos e aos ambientes de manufatura.

Os seis princípios da Indústria 4.0
- Conectividade: sistemas físicos da cadeia, pessoas e fábricas se conectam e se comunicam pela Internet das Coisas, formando um ambiente ciberfísico. Segundo o PDF, a automação do chão de fábrica é importante, mas não é o único caminho para a integração.
- Virtualização: em seguida, o projeto virtual da fábrica inteligente, com simulação e 3D, nasce das informações obtidas em tempo real pelo monitoramento dos processos.
- Descentralização: além disso, os sistemas ciberfísicos analisam dados e tomam decisões de forma autônoma, como na análise do processo em tempo real.
- Qualidade autônoma: consequência da descentralização. Monitoramento, previsão de falhas, planos de manutenção e ações corretivas melhoram produtos e serviços.
- Foco no serviço: da mesma forma, a oferta de serviços ao cliente, pela internet, é integrada ao ambiente ciberfísico, o que agiliza o atendimento.
- Modularidade: por fim, a fábrica inteligente se adapta com facilidade às demandas do mercado, com módulos individuais.
Da otimização local à integração total
Muitos ainda veem a Indústria 4.0 como tendência. No entanto, muita coisa já está sendo feita com aplicativos para a Internet das Coisas. Com isso, a complexidade das redes que integram fornecedores, manufatura e clientes cresce muito, e muitos profissionais ficam de fora.
Atualmente, porém, otimização, monitoramento e simulação ainda se limitam a projetos, fábricas ou armazéns. No cenário da Indústria 4.0, esses limites chegam à cadeia de suprimentos inteira, o que pode gerar mais uma revolução: a integração total. Afinal, há uma avalanche de sistemas responsáveis por ótimos locais, de buscas e projeto a planejamento, compras, produção e roteirização. O desafio é integrá-los para alcançar o ótimo global.
Assim como no mundo físico houve a padronização do contêiner e do palete, no plano digital a padronização da informação e da comunicação é um dos principais desafios. Além disso, infinitas fontes de dados geram um mar de informações. Profissionais com visão sistêmica e analítica potencializam o uso de big data e computação em nuvem, o que será vantagem para quem chegar primeiro às melhores práticas.
Sete dicas para aplicar os princípios da Indústria 4.0
- Desenvolva a visão do todo: entenda a cadeia de suprimentos da sua indústria, dos fornecedores primários aos clientes finais, incluindo a logística reversa.
- Além disso, estude tecnologia da informação e onde se concentram as grandes iniciativas de desenvolvimento.
- Quebre paradigmas, integre-se ao mundo digital e aceite as mudanças que se consolidam nas gerações mais recentes.
- Também acompanhe as tendências a partir das melhores práticas de gestão.
- Associe as estratégias de gestão da manufatura aos desafios econômicos atuais e veja onde a Indústria 4.0 pode contribuir.
- Em seguida, forme um time de projeto multifuncional, que integre os conhecimentos necessários.
- Por fim, monitore as políticas industriais dos países mais avançados no tema e veja o que será viável no Brasil no curto, médio e longo prazo, em um plano diretor.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Para tirar proveito dos princípios da Indústria 4.0, o fabricante precisa ir além das fronteiras da empresa. Ou seja, deve desenvolver uma solução tecnológica adequada para a cadeia em que atua, avaliando plataformas, protocolos de comunicação e parceiros. Em resumo, quem implementar a Indústria 4.0 de forma mais eficiente terá grandes vantagens competitivas.
Conteúdos complementares recomendados
- O que é a quarta revolução industrial: O conceito e os impactos no mercado.
- O que é logística 4.0: A mesma revolução aplicada à logística.
- Supply chain 4.0: Os desafios da cadeia de suprimentos conectada.
