Montagem sobre AGVs: a linha flexível de colheitadeiras
Montagem sobre AGVs em resumo: Montagem sobre AGVs é a linha em que o produto viaja em veículos automaticamente guiados entre os postos de trabalho. No caso relatado, colheitadeiras eram montadas sobre AGVs de até 20 t, em 18 postos, guiados por um cabo de indução magnética no piso. Assim, a linha aceita outros modelos com facilidade.
Uma fábrica desativada pode voltar à ativa sem os velhos transportadores instalados no piso? O caso da montagem sobre AGVs de colheitadeiras mostra que sim. Em vez de uma esteira fixa, os veículos levam a máquina de posto em posto.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, descreve a reforma de uma fábrica de máquinas agrícolas no interior de São Paulo. Desativada nos anos 2000, ela foi modernizada diante da demanda por máquinas em 2008 e reinaugurada em março de 2010.
O complexo e o modelo de manufatura
Hoje, o complexo reúne uma fábrica e um centro de distribuição de peças. Ao todo, cerca de R$ 1 bilhão foi investido em uma área de 160.000 m², sendo 104.000 m² para as fábricas e 56.000 m² para o CD. Além disso, a fábrica tem capacidade para 8.000 unidades por ano.
Além disso, o prédio foi reformado para receber o modelo de manufatura de classe mundial (WCM, World Class Manufacturing). Já para os centros de distribuição, o modelo é o de logística de classe mundial (WCL). Como resultado, surgiu uma fábrica limpa, com muita gestão à vista e indicadores de cada pilar espalhados pelo chão de fábrica.
| Pilar técnico do WCM | Pilar técnico do WCM |
|---|---|
| 1. Segurança | 6. Qualidade |
| 2. Custos | 7. Logística e serviço ao cliente |
| 3. Melhoria focada | 8. Gerenciamento antecipado dos equipamentos |
| 4. Atividades autônomas (manutenção autônoma e organização do posto) | 9. Desenvolvimento de pessoas |
| 5. Manutenção profissional | 10. Meio ambiente |

Como funciona a montagem sobre AGVs
No entanto, o meio de movimentação mais moderno da montagem está nos AGVs, veículos automaticamente guiados, com capacidade para até 20 t. Ou seja, sobre eles as colheitadeiras são montadas em um processo de paradas (stop go) em 18 postos de trabalho.
Além disso, os postos ficam em sequência ao longo de um percurso comandado por um sistema computadorizado. Por isso, os veículos seguem sempre a mesma trajetória, por meio de um cabo de indução magnética embutido no piso.
As máquinas só descem do AGV no último posto, depois de receber as rodas. Em seguida, elas seguem para os testes e para o pátio, onde aguardam o embarque. Na época, eram dois modelos de colheitadeiras. Contudo, como a linha é feita de AGVs, ela tem alta flexibilidade para receber qualquer outro modelo.

A intralogística ao redor da montagem sobre AGVs
- Primeiro, um supermercado de peças com estantes e carrinhos que formam comboios, construídos no sistema faça você mesmo.
- Além disso, um sistema automático de estocagem de chapas (vertical shuttle), que envia as chapas para o corte a laser.
- Também há máquinas de corte a laser que trabalham sem o operador acioná-las, porque ele recebe o status da produção por e-mail ou SMS.
- Por fim, a pintura tem pré-tratamento anticorrosivo automático e transportadores aéreos de corrente do tipo power and free.
Produção sincronizada
Da mesma forma, o abastecimento da linha também mudou, para garantir fluxo contínuo e organização do posto. Por isso, o nível de estoque é baixo. Além disso, a classificação dos materiais indica quais seguem o modelo just in time, quais vêm sequenciados e quais usam kanban.
Em primeiro lugar, a sequência da montagem determina o fluxo da área de solda, que produz o conjunto certo nessa ordem. Assim, os principais componentes soldados chegam aos postos junto com os kits dos supermercados. Desse modo, o fluxo da fábrica carrega o mínimo de material.
Por fim, a IMAM Consultoria colaborou na revitalização por meio da engenharia industrial. Para isso, a equipe fez fichas de processos, programas de corte e dobra CNC e as identificações de abastecimento dos postos e supermercados.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A montagem sobre AGVs mostrou que uma fábrica parada pode renascer sem o antigo tapete rolante no piso. Com veículos guiados, abastecimento sincronizado e gestão à vista, a linha ganhou flexibilidade para novos modelos. Em resumo, a movimentação passou a acompanhar o produto, e não o contrário.
Conteúdos complementares recomendados
- O que é AGV: Os tipos e o funcionamento dos veículos automaticamente guiados.
- Transportadores aéreos tipo power and free: Os transportadores que movem os conjuntos na pintura.
- Lean, TOC, 6 Sigma e WCM: Como o WCM se relaciona com outros modelos de gestão.
