Tendências dos operadores logísticos: seis fatores que moldam o setor
Tendências dos operadores logísticos em resumo: Tendências dos operadores logísticos apontam para um integrador líder, que coordena outros prestadores e vira o único ponto de contato do cliente. O PDF destaca seis movimentos: terceirização promissora, redes compartilhadas, dependência da TI do operador, busca por talentos, relacionamentos mais longos e análise prévia cobrada como consultoria.
As cadeias de abastecimento globais exigem experiência em tantas áreas que é difícil imaginar uma só empresa capaz de oferecer todas as soluções. Ainda assim, os clientes gostam da ideia de um único provedor. Afinal, isso significa uma interface de sistema, um ponto de contato, um contrato e uma conta. Esse dilema explica boa parte das tendências dos operadores logísticos.
Por isso, os operadores logísticos precisam formar parcerias com outros operadores, com empresas de tecnologia e com outros fornecedores. Nesse modelo, um operador, chamado de integrador líder, supervisiona os demais e atua como único ponto de contato. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, resume as seis tendências que nascem desse cenário.
As seis tendências dos operadores logísticos
| Tendência | O que significa |
|---|---|
| Terceirização promissora | Operadores melhoram a lucratividade com controle de custos e tecnologia; clientes pagam mais por mais valor agregado |
| Redes maiores e mais eficientes | Cargas de clientes diferentes podem ser consolidadas no mesmo veículo |
| Dependência da TI do operador | Embarcadores contam com o operador para fornecer parte ou todo o sistema logístico |
| Busca por talentos | Profissionais capazes de analisar e otimizar redes logísticas são disputados |
| Relacionamentos mais longos | Quanto mais longa a relação, melhor o operador entende e melhora a operação |
| Análise prévia cobrada | Operadores não viram consultorias, mas podem cobrar pela análise antes do contrato |

Lucro, redes e TI nas tendências dos operadores logísticos
Primeiro, a terceirização é um negócio promissor. Os operadores melhoram a lucratividade com controle mais rígido dos custos internos e melhor uso da tecnologia. Ao mesmo tempo, os clientes se dispõem a pagar mais quando o operador agrega valor com soluções sofisticadas e integradas. Algumas empresas, aliás, mantêm a lucratividade sendo mais seletivas na escolha de novos negócios.
Em segundo lugar, novos clientes criam redes maiores. Essas redes incluem transporte, armazenagem e informação. Por exemplo, muitos operadores rodam o software de otimização de carga com o frete de vários clientes. Assim, a carga do cliente A e a do cliente B seguem no mesmo veículo, e as duas empresas economizam. Quanto mais clientes com necessidades geográficas parecidas, maior a oportunidade.
Em terceiro lugar, os embarcadores passam a depender da TI do operador. Os sistemas de informação podem ficar desatualizados no momento em que são implementados. Por isso, muitos gerentes preferem que o operador forneça parte ou todo o sistema logístico. Assim, o operador deve ser avaliado não só pelo uso dos sistemas, mas também pela rapidez com que implanta um sistema no cliente. A tecnologia deve dar visibilidade do estoque e melhorar os ciclos de caixa a caixa.

Talentos, contratos e consultoria nas tendências dos operadores logísticos
A quarta tendência é a busca por bons profissionais. Não é fácil encontrar pessoas capazes de analisar e otimizar redes logísticas. Quando encontradas, elas se envolvem em projetos de vários meses. Além disso, quando o operador assume uma cadeia, passa a responder pelas vendas e pelo fluxo de negócios do cliente. Por isso, certos projetos funcionam melhor com participação nos ganhos ou nos riscos, o que exige bons benchmarks e indicadores de desempenho.
A quinta tendência são relacionamentos cada vez mais longos. Contudo, um relacionamento longo nem sempre gera custos proporcionalmente menores. Com o tempo, os retornos diminuem, e o operador precisa gerar impacto em outro ponto, como a confiabilidade do serviço. Muitas relações começam pequenas, com um contrato para controlar custos de transporte, por exemplo. Depois, surgem novas perguntas, como o custo do frete aéreo comparado ao custo de manter estoque. A isso se chama logística voltada ao prestador.
Por fim, os operadores não viram consultorias. Antes de fechar um contrato, o operador passa meses analisando a operação do possível cliente e entrega relatórios detalhados. Ou seja, atua como consultor. Contudo, como os operadores buscam mais lucratividade, essa análise gratuita tende a acabar.
Perda de controle: receio de quem ainda não terceirizou
Empresas que nunca terceirizaram costumam citar o medo de perder o controle. Em contrapartida, os clientes de operadores raramente reclamam disso. Pelo contrário, dizem que ganharam controle sobre sistemas e indicadores. Afinal, o operador consegue padronizar indicadores que antes variavam de unidade para unidade ao longo da cadeia.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
As tendências dos operadores logísticos mostram um setor que integra parceiros, tecnologia e talentos para atender o cliente por um só ponto de contato. Em resumo, a boa logística, venha do operador ou da equipe interna, é sempre um bom negócio.
Conteúdos complementares recomendados
- Vantagens e desvantagens do operador logístico: O que o operador faz e quando vale contratar.
- Perfil dos operadores logísticos: O que mostrou a pesquisa com o setor.
- Satisfação com operadores logísticos: O que dizem as empresas que terceirizaram.

