Ponto de Pedido: O Que É, Como Calcular, Importância
Nem de mais, nem de menos: calcular o ponto de pedido dos produtos vendidos na empresa é fundamental para o controle de estoque. Afinal, ele deve atender a demanda existente, garantindo que todos os clientes encontrem o que procuram.
Ponto de pedido é o nível de estoque em que a reposição precisa ser disparada para que o material chegue antes de o saldo acabar. A fórmula tem três partes: ponto de pedido = (consumo médio no período × tempo de reposição) + estoque de segurança. As duas primeiras respondem quanto se consome enquanto se espera o fornecedor; a terceira é a proteção contra o que sai do previsto, e é ela que separa um cálculo bem feito de um número redondo escolhido por hábito.
Vale fixar uma distinção que evita metade dos erros de estoque: o ponto de pedido responde quando comprar, e não quanto. O quanto é decisão do lote de compra, que depende do custo de fazer o pedido, do preço por faixa de quantidade e do custo de manter o material parado. Empresas que ajustam o ponto de pedido para resolver problema de excesso de estoque estão mexendo na alavanca errada: se o pedido é grande demais, o problema está no lote, não no gatilho.
Por outro lado, armazenar itens em excesso pode gerar desperdício à corporação, principalmente quando se tratam de perecíveis. Então, saber o momento ideal de reposição previne esse e outros problemas.
É por esse motivo que você precisa aprender mais sobre o ponto de pedido. Assim, continue a leitura!
O que é ponto de pedido?
O ponto de pedido (PP) representa o momento ideal para efetuar um novo pedido de reposição de produtos. Isso garante que a empresa não fique sem estoque nem tenha excesso de produtos armazenados.
Por exemplo, você é responsável pelo controle de estoque de uma loja de camisetas. Quando elas estão chegando ao fim, é preciso decidir quando fazer um novo pedido ao fornecedor para repor o estoque. Aqui é onde entra o ponto de pedido.
Qual é a importância do ponto de pedido para a empresa?
A importância do ponto de pedido para a empresa está relacionada à eficiência na gestão de estoque. A seguir, saiba mais detalhes!
Evita falta de produtos
Ao calcular e acompanhar o ponto de pedido, a empresa garante produtos suficientes em estoque para atender à demanda dos consumidores. Isso evita perder vendas ou clientes por não ter produtos disponíveis quando solicitados.
Reduz custos de estoque
Estocar produtos gera custos para a empresa, como espaço de armazenamento, segurança e manutenção. Se o estoque estiver excessivo, os custos aumentam. Assim, o ponto de pedido ajuda a manter níveis adequados, evitando desperdícios e gastos desnecessários.
Otimiza o capital de giro
Estocar produtos significa investir dinheiro em mercadorias ainda não vendidas. Logo, ao calcular o ponto de pedido corretamente, a empresa sabe exatamente quando e quanto precisa repor seu estoque.
Com isso, fica mais fácil otimizar o capital de giro, usando-o de forma mais eficiente em outras áreas do negócio. Entre elas, melhorar a infraestrutura, investir em marketing ou negociar melhores condições com fornecedores.
Melhora o planejamento de compras
Ao saber quando e quanto pedir ao fornecedor, a empresa pode planejar suas compras de forma mais precisa. Isso ajuda a negociar melhores preços, prazos de entrega e condições de pagamento com os fornecedores.
Aumenta a eficiência operacional
Com o ponto de pedido bem definido, a empresa pode automatizar o processo de reposição de estoque, tornando-o mais eficiente e reduzindo a chance de erros humanos nas compras.
Qual é a fórmula do ponto de pedido?
A fórmula do ponto de pedido é:
Ponto de Pedido = Demanda diária média x Tempo de reposição
Em que demanda diária média é a quantidade média de produtos vendidos ou consumidos por dia. Enquanto isso, o tempo de reposição é o período levado para receber novos produtos após fazer um pedido ao fornecedor.
Como calcular o ponto de pedido?
Para calcular o ponto de pedido é preciso obter a média da demanda diária e o tempo de reposição. Entenda!
Obtenha a Demanda Diária Média
Anote quantas unidades do produto são vendidas ou consumidas em média por dia. Por exemplo, se em média a empresa vende 30 unidades de um produto diariamente, esse será o valor da Demanda Diária Média.
Obtenha o Tempo de Reposição
Descubra quanto tempo leva para receber um novo pedido do fornecedor após fazê-lo. Se, por exemplo, o fornecedor leva 5 dias para entregar os itens após a solicitação, esse é o Tempo de Reposição.
Calcule o Ponto de Pedido
Use a fórmula do Ponto de Pedido para encontrar o valor:
Ponto de Pedido = Demanda Diária Média x Tempo de Reposição
Por exemplo, se a Demanda Diária Média é 30 unidades diariamente e o Tempo de Reposição é de 5 dias:
PP = 30 unidades/dia x 5 dias
PP = 150 unidades
Isso significa que quando o estoque deste produto atingir 150 unidades, é o momento certo para fazer um novo pedido ao fornecedor. Isso evita que a empresa fique sem mercadorias disponíveis para venda.
Como calcular o ponto de pedido de forma mais eficiente?
Existem algumas dicas que ajudam a calcular o ponto de pedido com mais eficiência, ajudando a garantir o estoque adequado da empresa. Confira!
Automatize, se possível
Use planilhas ou softwares de gestão de estoque que façam o cálculo automaticamente. Isso economiza tempo e reduz a chance de erros humanos que poderiam acontecer.
Estabeleça um sistema de monitoramento
Mantenha registros atualizados da demanda diária e do tempo de reposição para você fazer ajustes sempre que necessário. Afinal, tanto a demanda dos produtos quanto o tempo de reposição podem variar com o tempo e com as condições do mercado.
Reavalie periodicamente
Revise regularmente seus dados para verificar se a demanda ou o tempo de reposição mudaram. Atualize as informações conforme necessário para manter o cálculo preciso.
Assim, com registros atualizados, é possível fazer um planejamento estratégico mais eficaz para o estoque da empresa. Isso inclui definir metas de estoque, identificar oportunidades de otimização e evitar riscos associados à falta ou excesso de produtos.
Tenha uma margem de segurança
Considere incluir uma margem de segurança ao calcular o ponto de pedido, acréscimo ao valor calculado do ponto de pedido. Isso ajuda a evitar a falta de produtos em situações inesperadas.
Afinal, situações inesperadas, como eventos sazonais ou promoções surpresas, podem levar a um aumento repentino na demanda. Diante disso, ter uma margem de segurança auxilia a garantir estoque suficiente.
Curso PCE – Planejamento e Controle de Estoques
Então, percebeu como calcular o ponto de pedido é uma etapa essencial da gestão de estoque? Consequentemente, fica mais fácil aumentar a satisfação dos clientes internos e externos. Isso porque a empresa pode manter o equilíbrio entre a disponibilidade dos produtos e os custos operacionais.
Você pode aprender mais sobre o assunto com o curso PCE – Planejamento e Controle de Estoques on-line ou presencial. Ele aborda tópicos como gestão de suprimentos, técnicas de inventário, ponto de pedido e muito mais. Confira!
Ponto de pedido = (consumo médio no período × tempo de reposição) + estoque de segurança. As duas primeiras parcelas cobrem o consumo durante a espera pelo fornecedor, e a terceira protege contra a variação da demanda e do prazo. O resultado é o nível de saldo em que a reposição precisa ser disparada.
A partir de três informações: a variação da demanda durante o período de reposição, a variação do prazo de entrega do fornecedor e o nível de serviço que a empresa decide sustentar, isto é, com que probabilidade aceita não faltar. O nível de serviço é decisão de negócio, não dado: quanto maior ele for, maior o fator aplicado e maior o estoque parado.
Não. Ele define quando comprar. O quanto é decisão do lote de compra, que depende do custo de emitir o pedido, do preço por faixa de quantidade e do custo de manter material parado. Ajustar o ponto de pedido para resolver excesso de estoque é mexer na alavanca errada: se o pedido é grande demais, o problema está no lote.
Reduzindo a variação do prazo do fornecedor. O estoque de segurança existe para cobrir incerteza, e a incerteza de prazo costuma pesar mais do que a de demanda em itens críticos. Por isso, negociar confiabilidade de entrega, com janela e frequência definidas, costuma valer mais do que negociar preço unitário nesses itens.
Não usar a média diária. Em itens que ficam semanas parados e depois saem em bloco, a média não descreve nem o intervalo entre saídas nem o tamanho delas, e o ponto de pedido calculado por ela erra nas duas pontas, produzindo falta e excesso no mesmo item. Esses casos pedem métodos próprios de previsão para demanda intermitente e revisão periódica do parâmetro.
Sempre que mudar alguma das entradas: consumo, prazo do fornecedor ou nível de serviço decidido. Na prática, uma revisão periódica dos itens de maior valor e maior giro, somada a uma revisão disparada por evento, como troca de fornecedor ou mudança de embalagem, cobre a maior parte dos casos. Parâmetro calculado uma vez e nunca revisto vira a principal causa silenciosa de estoque errado.
O componente que costuma ser chutado é o estoque de segurança, e ele tem cálculo. A forma mais usada parte de três informações: a variação da demanda no período de reposição, a variação do próprio prazo de entrega do fornecedor e o nível de serviço que a empresa decide sustentar, isto é, com que probabilidade ela aceita não faltar. Esse último item é uma escolha de negócio, não um dado: quanto maior o nível de serviço desejado, maior o fator de segurança aplicado e maior o estoque parado. É por isso que a conta precisa começar por uma decisão explícita da diretoria, e não por uma planilha. Duas consequências práticas seguem daí. A primeira: reduzir a variação do prazo do fornecedor derruba o estoque de segurança sem mexer no nível de serviço, o que torna a negociação de confiabilidade mais valiosa do que a negociação de preço em itens críticos. A segunda: em itens de consumo intermitente, aqueles que ficam semanas sem sair e então saem em bloco, a média diária descreve mal a realidade, e o ponto de pedido calculado por ela erra nas duas pontas, gerando falta e excesso ao mesmo tempo no mesmo item.
Quando o ponto de pedido calculado pela média não serve
| Situação do item | Como o consumo se comporta | Por que a média engana | O que fazer |
|---|---|---|---|
| Consumo regular | Saídas frequentes e parecidas | Não engana: é o caso em que a fórmula funciona bem | Ponto de pedido com estoque de segurança calculado |
| Consumo sazonal | Concentrado em parte do ano | A média anual subestima o pico e superestima o vale | Recalcular por período, com a média da estação |
| Consumo intermitente | Semanas sem saída e então saída em bloco | A média diária não descreve nem o intervalo nem o tamanho da saída | Tratar por previsão de itens intermitentes e revisão periódica |
| Item novo | Sem histórico | Não há média a calcular | Estimar por item similar e revisar em ciclo curto |
| Item de fim de vida | Queda contínua | A média olha para trás e mantém compra que não se justifica | Congelar reposição e programar consumo do saldo |
| Fornecedor instável | Consumo previsível, prazo não | O erro não está na demanda, está no tempo de reposição | Atacar a variação do prazo antes de aumentar o estoque |
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