Centralização da distribuição: o caso de um CD de cosméticos
Centralização da distribuição em resumo: Centralização da distribuição é concentrar a expedição em um grande CD, em vez de vários centros regionais. No caso de uma rede de cosméticos, a demanda crescia cerca de 20% ao ano. Por isso, a empresa criou um CD de 30 mil m² entre a fábrica e os maiores mercados e passou a usar os CDs menores só para cross-docking.
A centralização da distribuição entra em pauta quando a demanda cresce rápido. Foi o que aconteceu com uma grande rede de franquias de perfumaria e cosméticos, com mais de 2.800 lojas. Por isso, a rede trocou o modelo descentralizado por um grande centro de distribuição no Vale do Ribeira, em São Paulo.
Por que optar pela centralização da distribuição
Primeiro, a demanda vinha crescendo cerca de 20% ao ano nos cinco anos anteriores. Segundo a empresa, sem investir em logística, em dois anos haveria problemas. Até então, o principal CD ficava junto à fábrica, no Paraná, e havia mais nove CDs regionais.
Além disso, a fábrica precisava de mais área. Assim, o antigo CD virou espaço de produção. O novo CD passou a atender todas as franquias, e os nove CDs menores, operados por terceiros, viraram pontos de cross-docking.
Como o local foi escolhido
A cidade escolhida fica entre a fábrica e os maiores centros consumidores, com acesso por uma rodovia federal. Além disso, a decisão pesou pedágios, disponibilidade de terrenos e segurança. A empresa também encontrou na região mão de obra especializada.

A centralização da distribuição em números
| Item | Dado |
|---|---|
| Área construída | 30 mil m² em terreno de 130 mil m² |
| Posições-paletes | 26 mil, mais que o dobro da capacidade anterior |
| Itens comportados | 50 milhões |
| Portfólio atendido | Mais de 600 itens, com capacidade para 1.500 SKUs |
| Separação por luz | 25 mil itens por hora |
| Expedição | 700 caixas por hora |
| Docas | 36, metade para recebimento e metade para expedição |
| Separação correta | 99,9% |

A operação depois da centralização da distribuição
Cada loja é atendida uma vez por semana, mas pode pedir todo dia. Então, o sistema consolida os pedidos para que a separação ocorra de uma vez. Pedidos pequenos e grandes usam o mesmo processo.
Para agilizar, os produtos ficam em linhas de alto, médio e baixo giro, com FIFO. Além disso, a separação por luz guia o operador. A movimentação conta com quatro empilhadeiras e seis transpaletes. O recebimento funciona 24 horas, porque a fábrica trabalha nesse ritmo e responde por 85% dos produtos.
Ganhos e efeitos curiosos
Com o novo CD, a empresa ganhou de 25% a 30% de agilidade na distribuição para o Nordeste. Também agilizou o estado de São Paulo, que soma 30% dos embarques. Por outro lado, os produtos vendidos no Sul primeiro sobem para São Paulo e depois voltam. O transporte continuou terceirizado, com sete transportadoras principais.

Um prédio pensado para os recursos naturais
- Fachada e telhado com material translúcido para aproveitar a luz natural.
- Coleta seletiva e estação de tratamento de efluentes.
- Captação e reaproveitamento da água da chuva.
- Cortinas de ar nas portas, que evitam a entrada de insetos.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A centralização da distribuição fez sentido porque a demanda crescia e a fábrica precisava de espaço. Contudo, o sucesso dependeu de escolher bem o local, separar por giro e manter CDs menores para cross-docking. Assim, a rede ganhou capacidade para os picos e mais agilidade nas entregas.
Conteúdos complementares recomendados
- Localização do centro de distribuição: Os critérios para escolher onde instalar o CD.
- Cross-docking: O papel dos CDs menores depois da mudança.
- CD para varejo: Outro estudo de caso de centro de distribuição.
