Ir para o conteúdo
IMAM Consultoria
IMAM Consultoria
  • ESTRATÉGIAS E OPERAÇÕES
  • Desenvolvimento Organizacional
  • SUPPLY CHAIN E LOGÍSTICA
  • Fale Conosco
  • Sites
    • IMAM Consultoria
    • Quem somos
    • HOME IMAM
  • Nossos treinamentos
IMAM Blog Estratégias e operações Colapso das cadeias de suprimentos: escassez de insumos, chips e o Just-in-Time

Estratégias e operações

Colapso das cadeias de suprimentos: escassez de insumos, chips e o Just-in-Time

  • Por Reinaldo Moura
  • Publicado em 17/11/2021
  • Atualizado em 15/10/2026
  • 7 min de leitura
colapso Supply Chain
Conheça nossos cursos | IMAM
Sumário executivo

Colapso das cadeias de suprimentos em resumo: Para o autor, a crise da COVID gerou uma escassez de insumos sem precedentes no comércio mundial, com falta de contêineres, frete quadruplicado entre Shanghai e Santos e falta de semicondutores. Além disso, ele rebate a ideia de que o Just-in-Time é o vilão, já que o sistema nunca previu estoques especulativos, apenas a eliminação das perdas.

Nunca em tempos de paz e mesmo durante a 2a.Guerra Mundial houve tanta escassez de insumos de todas as espécies no comércio mundial.

É evidente que uma crise pandêmica como esta desestabilizou o fluxo de mercadorias no comércio global e os abastecimentos dos últimos meses são insuficientes para repor a demanda reprimida, pois até contêineres (20 e 40 pés) estão em falta. Muitos países que exportam manufaturados nestas embalagens e rotas não recebem matérias-primas (granéis) em contêineres “open top”.

Observe o que aconteceu com o frete: quadruplicou desde o início da crise sanitária, por exemplo, para o envio de um contêiner de Shanghai a Santos.

Li e assisti lives que uma das soluções é o setor automotivo afastar-se do modelo Just-in-Time, que o mesmo tem sido o vilão desta causa. Inclusive da falta de semicondutores?

Quem teve condições de estocar este escasso componente empregado em vários ramos de atividades nos últimos anos?

Ouve-se tantas bobagens que, mesmo 70 anos após a introdução do Sistema Toyota de Produção em suas fábricas e em seguida nos seus fornecedores no Japão, um país que recuperava-se da 2a Guerra Mundial, jamais fizeram estoques especulativos. No máximo, estoques de segurança de materiais importados, cujas fontes do outro lado do mundo traziam incertezas de abastecimento em certas épocas.

E o princípio do Just-in-Time, hoje rebatizado de Lean, é a busca incessante da eliminação das perdas (tudo que não agrega valor ao cliente).

Assim, manter um estoque, tal qual na gôndola de um supermercado, de itens estratégicos ou que estejam sujeitos a sofrer interrupção de fornecimento, sempre foi considerado níveis ideais de estoque em movimento. 

Mas o que dizer das catrástofes imprevisíveis? A começar ainda, na década dos anos 1970, com o embargo do petróleo, nos anos 2000 o efeito do Katrina, os tsunamis no Japão, o ataque às torres gêmeas em Nova Iorque e agora, a síndrome da COVID. Isso, sem falar do susto do bloqueio acidental de um cargueiro na travessia do canal do Suez. Eliminar a filosofia JIT ou transformar os mínimos estoques em robustos por alguma fórmula mágica será a solução? Quem tiver este software de previsibilidade será o Maomé deste milênio. 

Qual o custo de manter todos estes níveis de estoque na cadeia e o tempo para balancear os estoques? Confundida também com estoque zero, a filologia JIT era “odiada” por muitos compradores pois, a qualquer crise, eram criticados veementemente! 

Mesmo em tempos de greves setoriais mais frequentes, muitos compradores utilizavam-se de um calendário para antecipar compras de insumos visando garantir o abastecimento de fábricas e do comércio. 

A manufatura sempre conviveu com a oscilação no nível de estoque disponível e esta é uma das razões das linhas de montagem operarem com modelos mistos no mix da montagem de seus modelos pois, caso falte algum componente, em seu lugar entra outro veículo e assim se mantém os recursos agregando valor (“ocupados”). 

Mas, neste momento, todos os veículos utilizam chips ou semicondutores, componentes vitais na montagem do veiculo. É impossível montá-lo e colocá-lo no pátio ou expedir para a concessionária e, assim que o chip chegar, simplesmente instala-lo. 

Esta inovação trouxe estas consequências bem diferentes dos automóveis da antiga geração. 

Além dos atuais e escassos fabricantes de semicondutores destinados à automóveis, inúmeros outros produtos requerem chips e não é de um mês para outro que se constroem novas fábricas de semicondutores, que aliás possuímos uma fábrica nos anos 1980/90, que por força da lei de reserva de mercado, sucumbiu! Assim, conheçam mais e invistam no pensamento enxuto, Just In Time, kanban, TPS, Sistema Toyota de Produção, metodologias e estratégias diferentes para gestão de estoques e, em todo momento, responda: qual a probabilidade de sua empresa ficar sem estoque de um item por qualquer risco natural ou acidental?

Vivemos em cima do “fio de uma navalha”!

* Reinaldo Moura: Criador e Fundador do Grupo IMAM em 1979 (Instituto IMAM, IMAM Editora e IMAM Consultoria) e Diretor Técnico das Missões de Estudo ao Japão. 50 anos de experiência profissional, em mais de 100 empresas. Pioneiro na introdução conceitos no Brasil, tais como: MAM, Intralogística, Kanban, Housekeeping/5S, TPS/JIT/Lean/Toc – Treinamento e Assessoria. Publisher da Revista LOGÍSTICA desde 1980 (300 edições). Formado em Engenharia Industrial (FEI), em Engenharia de Segurança do Trabalho (FEI) e mestrado em Engenharia de Produção (Poli-USP). Ex-professor universitário: FEI, UMC, Mackenzie, Mauá etc.

Veja também: Riscos de Ter Fornecedor Único

O que o post aponta na crise das cadeias de suprimentos

Em resumo, os fatos e argumentos do autor no momento do post:

PontoO que o post afirma
ContêineresAté contêineres de 20 e 40 pés estavam em falta
FreteQuadruplicou desde o início da crise sanitária, de Shanghai a Santos
SemicondutoresSem chips não dá para montar o veículo e instalar o componente depois
Just-in-TimeNão é o vilão; busca eliminar perdas, com estoque de segurança para importados

Conteúdos complementares recomendados

  • O fim do Just-in-Time?: Além disso, o debate sobre o JIT depois da crise.
  • Lições das crises globais na cadeia de suprimentos: O que as crises ensinaram.
  • Just in case: Por fim, a estratégia de estoques de proteção.

Perguntas frequentes sobre escassez de insumos e colapso das cadeias de suprimentos

O que significa falta de insumos?

Falta de insumos é quando matérias-primas, componentes e embalagens necessários à produção e ao comércio não chegam na quantidade e no prazo necessários. Durante a pandemia de COVID-19, o fluxo global de mercadorias se desestabilizou a ponto de faltarem até contêineres de 20 e 40 pés, e o frete de um contêiner de Xangai a Santos quadruplicou.

Por que a pandemia causou escassez de insumos?

Porque a crise sanitária desestabilizou o fluxo de mercadorias no comércio global, e os abastecimentos não foram suficientes para repor a demanda reprimida. Países exportadores de manufaturados deixaram de receber matérias-primas em contêineres, o frete disparou e componentes vitais, como os semicondutores, ficaram escassos em vários ramos de atividade.

O Just-in-Time é o culpado pela escassez de insumos?

Para o autor, não. O Just-in-Time, hoje rebatizado de Lean, é a busca incessante pela eliminação das perdas e não se confunde com estoque zero. Sempre previu estoques de segurança para itens importados ou sujeitos a interrupção de fornecimento. Abandonar o JIT ou inflar os estoques por alguma fórmula mágica não resolve catástrofes imprevisíveis e ainda aumenta o custo da cadeia.

Por que a falta de chips parou a montagem de veículos?

Porque hoje todos os veículos usam chips ou semicondutores, componentes vitais na montagem. Antes, as linhas de modelos mistos trocavam o veículo cujo componente faltava por outro e mantinham os recursos ocupados. Com os chips, é impossível montar o carro, deixá-lo no pátio e só instalar o componente depois, e novas fábricas de semicondutores não surgem de um mês para outro.

Como reduzir o risco de ficar sem um insumo?

O autor recomenda conhecer e investir no pensamento enxuto, no Just-in-Time, no kanban e no Sistema Toyota de Produção, além de estratégias diferentes de gestão de estoques, como manter estoques de itens estratégicos ou sujeitos a interrupção. E perguntar sempre qual é a probabilidade de a empresa ficar sem um item por qualquer risco natural ou acidental.

Por

Reinaldo Moura

Fundador e presidente do Conselho do Grupo IMAM

Fundador do Grupo IMAM em 1979 (Instituto IMAM, IMAM Editora e IMAM Consultoria) e Diretor Técnico das Missões de Estudo da IMAM. 50 anos de experiência profissional, em mais de 100 empresas. Pioneiro na introdução conceitos no Brasil, tais como:…

71 visualizações
Tags: cadeia de suprimentos, síndrome, supply chain

Leia também

Modais de Transporte: Como Escolher o Melhor

Supply Chain e Logística

Modais de Transporte: Como escolher o melhor

Por Wagner Salzano · 16/10/2026

Painel de controle e monitoramento de SLA e indicadores logísticos em centro de distribuição

Supply Chain e Logística

SLA na Logística e Supply Chain: O Que É, Métricas Essenciais e Gestão Prática

Por IMAM · 15/10/2026

Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre evolução do RFID

Supply Chain e Logística

Evolução do RFID: o que as etiquetas inteligentes já mudaram

Por IMAM · 14/10/2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

Buscar no blog

E-book Grátis

automacao_na_intralogistica
gestao_competitiva
customer_service
entendendo_a_logistica
cta_guia-para-treinar-e-desenvolver-equipe-de-logistica_01-1


ctas_300x300_azul_foto-9

Posts populares

  • Alta Performance x Sobrevivência Operacional
    Alta Performance x Sobrevivência Operacional
  • Os Heróis da Supply Chain que Ninguém Vê
    Heróis da logística: os profissionais da supply chain que ninguém vê
  • Engenharia logistica: Engenheiro logistico em armazem
    Engenharia Logística: O Que Faz, Áreas de Atuação E Salário

Sobre o blog

O IMAM leva você mais longe!
Acompanhe aqui as principais tendências da área de capacitação profissional, logística e supply chain.

Categorias

  • Desenvolvimento Organizacional
  • Embalagem
  • Engenharia de Produção e Operações
  • Estratégias e operações
  • Estratégias e Performance (Lean, Toc, 6 Sigma)
  • Série Armazenagem
  • Supply Chain e Logística

Entre em contato

  • Rua Machado Bitencourt, 190 Conj 606/607 Metrô Sta. Cruz, Vila Mariana, 04044-000, São Paulo/SP

  • (11) 5575-1400

  • imam@imam.com.br

  •  (11) 97550-8384

Autores do Blog IMAM

Nossos treinamentos