Supply Chain e Logística
Modais de Transporte: Como escolher o melhor
Sumário executivoConheça os 5 principais modais físicos de transporte no Brasil, seus benefícios e desafios e como escolher o modal ideal para otimizar sua logística.
A sua empresa tem lidado com altos custos logísticos, prazos de entrega comprometidos e dificuldade para escalar as operações? Ao analisar a cadeia logística, a escolha do modal de transporte costuma ser um dos principais pontos críticos.
No Brasil, essa escolha tem um peso ainda maior. Isso porque, o custo logístico representa quase 13% do PIB, 7% ligados apenas ao transporte, o que significa bilhões de reais gastos anualmente.
Diante disso, é preciso repensar rotas, integrar modais e otimizar processos de ponta a ponta. Ou seja, a transformação logística exige planejamento estratégico, dados e acompanhamento especializado.
Quer entender melhor? Continue a leitura e descubra:
- O que são modais de transporte?
- Quais são os 5 tipos de modais de transporte?
- Como a escolha do modal de transporte impacta na logística e no Supply Chain?
O que são modais de transporte?
Modais de transporte são basicamente os meios usados para deslocar produtos ou pessoas. Cada um deles tem características muito específicas; por isso, é importante saber qual escolher para o tipo de carga, destino e perfil da operação.
Isto é, o modal certo pode ajudar a:
- reduzir custos com frete e armazenagem;
- cumprir prazos de entrega com mais segurança;
- evitar perdas e problemas no transporte;
- melhorar a experiência do cliente final.
Então, em vez de olhar o transporte apenas como uma etapa, é preciso tratá-lo como um ponto estratégico.
Quais são os 5 tipos de modais de transporte?
A seguir, conheça os 5 principais modais de transporte usados no Brasil:
1. Rodoviário
O transporte por caminhão é o mais conhecido, mas pode ser feito por qualquer veículo que rode em vias e estradas. Ele é o mais comum no Brasil respondendo por cerca de 60% de todas as cargas movimentadas porque temos uma malha rodoviária extensa com mais de 1,7 milhão de km.
Além disso, muitas vezes, o transporte rodoviário é o único possível. Mas também tem seus riscos, como vimos na greve dos caminhoneiros em 2018, que praticamente paralisou o Brasil por vários dias.
Outro problema aqui no Brasil, é que apenas 12% das rodovias brasileiras são pavimentadas, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Isso impacta no tempo de entrega, no custo do frete e até na integridade da carga.
2. Ferroviário
Agora, se você precisa movimentar carga consolidada e volumosa, com peso elevado, por longas distâncias, os trens são uma alternativa a se considerar. Essa opção funciona bem para grãos, minérios, combustíveis, itens pesados, volumosos e com menos urgência. Este modal é o segundo mais utilizado no Brasil respondendo por cerca de 20% da carga movimentada.
O ponto forte deste transporte é que custo por tonelada mais baixo e menor impacto ambiental. Isto é, o custo médio do transporte ferroviário é aproximadamente R$ 0,05/TKU, enquanto o rodoviário fica perto de R$ 0,18/TKU. Os dados são da ANTT (2022).
No entanto, a quantidade de ferrovias operacionais no Brasil é limitada, e nem sempre é possível contar com essa opção.
3. Aquaviário
Esse é o transporte feito por navios ou embarcações. No Brasil, responde por cerca de 15% das cargas, tendo enorme potencial , tanto na navegação marítima quanto quanto nos rios e lagos navegáveis. O transporte aquaviário é especialmente indicado para grandes volumes, longas distâncias e exportações.
Por exemplo, você pode levar contêineres de porto do Norte ou Nordeste através da costa (cabotagem) até o Porto de Santos ou transportar soja pelos rios do Norte. Ainda assim, o desafio deste transporte é que ele exige estrutura portuária e integração com outros modais para funcionar bem, além de atender as rígidas exigências ambientais, especialmente no que se refere ao transporte fluvial.
4. Aéreo
Esse é o modal que utiliza aviões, helicópteros e agora drones, responde por menos de 1% do volume de cargas sendo mais rápido, mas também o mais caro – o que exige que os custos sejam bem justificáveis. Atende a produtos de alto valor agregado, combinado com características físicas como pequeno volume, e serve como um atalho logístico para entregas urgentes. Dentre todos os modais, é o que mais possui limitações de peso e volume além de características físicas, impedindo que se transporte determinados materiais, especialmente os que coloquem em risco as aeronaves e passageiros.
5. Dutoviário
O dutoviário é o modal é menos visível no dia a dia, mas extremamente importante. É o transporte feito por dutos, que carregam petróleo, gás, álcool etc. respondendo por 3% a 4% do volume de cargas no Brasil. Diferente de outros modais, não possui um veículo de transporte que percorre uma via, como caminhões, navios, trens e aviões. O produto segue em seu estado natural diretamente na via, que é a tubulação. Ele é indicado em operações contínuas e de longa distância, e que exigiria um volume inviável de veículos de transporte dos outros modais.
Como a escolha do modal de transporte impacta na logística e no Supply Chain?
Veja por que essa decisão é tão estratégica para empresas que querem reduzir custos, melhorar prazos e ganhar eficiência.
- os custos podem disparar se você estiver usando um modal mais caro do que o necessário para aquele tipo de carga;
- o prazo de entrega muda bastante dependendo do modal. Às vezes, por exemplo, só mudar de ferroviário para rodoviário, desde que isso seja possível ou viável em termos de volume e valor, já reduz dias no processo;
- tudo no Supply Chain sente o impacto. Se o transporte atrasa, o estoque gira mais devagar, o cliente espera mais e a operação como um todo perde eficiência;
- integração de modais (intermodal ou multimodal) pode ser um diferencial, especialmente quando dá para combinar velocidade com economia. Por exemplo, usar ferrovia, hidrovia ou cabotagem até certo ponto e depois caminhão até o destino final; ou vice-versa, o que já é muito praticado, embora nem sempre tenhamos essa consciência;
- planejamento é fundamental, com diagnóstico técnico, é possível definir a melhor combinação de modais para cada tipo de carga, trajeto e objetivo de negócio.
Planejamento logístico de modais – um exemplo:
Imagine que você precisa levar toneladas de matéria-prima do interior para uma planta industrial no Sudeste. A ferrovia poderia ser mais adequada pelo volume e até sair mais barata do que o caminhão, dependendo da rota. Mas se ela não está disponível ou não está integrada ao resto da operação, o que fazer com a operação logística como um todo, considerando malha logística, estoques, etc.? Avaliar outros modais, como aquaviário? Contratar armazéns intermediários? Aumentar os estoques? Por isso, é muito importante um planejamento logístico estratégico integrado onde a definição dos modais de transportes é importante.
Os 5 modais de transporte comparados
Participação nas cargas e indicação de cada modal, segundo os dados citados no post:
| Modal | Participação nas cargas | Indicado para |
|---|---|---|
| Rodoviário | Cerca de 60% | Qualquer trajeto em vias e estradas; muitas vezes é o único possível |
| Ferroviário | Cerca de 20% | Cargas volumosas e pesadas, por longas distâncias e com menos urgência |
| Aquaviário | Cerca de 15% | Grandes volumes, longas distâncias, cabotagem e exportações |
| Aéreo | Menos de 1% | Produtos de alto valor agregado, pequeno volume e entregas urgentes |
| Dutoviário | 3% a 4% | Petróleo, gás e álcool em operações contínuas e de longa distância |
Perguntas frequentes sobre tipos de modais de transporte
A principal vantagem do rodoviário é o alcance: a malha brasileira tem mais de 1,7 milhão de km, e muitas vezes ele é a única opção possível. As desvantagens são a dependência, que ficou evidente na greve dos caminhoneiros de 2018, o custo por tonelada mais alto que o do trem e as rodovias, das quais só 12% são pavimentadas, segundo a CNT.
O modal aéreo é o mais caro, e também o mais rápido. Por isso, os custos precisam ser bem justificados: ele atende produtos de alto valor agregado e pequeno volume e entregas urgentes. É também o modal com mais limitações de peso, volume e tipo de material, e responde por menos de 1% das cargas no Brasil.
Segundo o post, o rodoviário é o modal mais usado no Brasil, com cerca de 60% das cargas movimentadas. Em seguida vêm o ferroviário, com cerca de 20%, o aquaviário, com cerca de 15%, o dutoviário, com 3% a 4%, e o aéreo, com menos de 1%.
Por tonelada, sim. Segundo dados da ANTT de 2022 citados no post, o custo médio do ferroviário fica perto de R$ 0,05 por TKU, enquanto o rodoviário fica perto de R$ 0,18 por TKU. O trem é indicado para cargas volumosas e pesadas em longas distâncias, mas a quantidade de ferrovias operacionais no Brasil é limitada.
Transporte intermodal é a integração de dois ou mais modais para combinar velocidade e economia, por exemplo usar ferrovia, hidrovia ou cabotagem até certo ponto e depois caminhão até o destino final. Definir a combinação ideal para cada carga, trajeto e objetivo exige planejamento e diagnóstico técnico.
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