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Supply Chain e Logística

Composição de custos do transporte rodoviário: fixos, variáveis e totais

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre composição de custos do transporte
5 minutos para ler
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Composição de custos do transporte em resumo: Composição de custos do transporte é a planilha que separa os custos fixos, que não dependem dos quilômetros rodados, dos variáveis, que crescem com o percurso. Somados, eles dão o custo operacional. Depois, entram lucro e impostos para chegar ao custo total. Essa conta é essencial para quem tem frota própria ou contrata carga fechada.

O transporte rodoviário de cargas (TRC) é, com destaque, o modal mais usado no Brasil. Em muitos casos, ele é também o maior custo logístico da empresa. Por isso, conhecer em detalhe a composição de custos do transporte é fundamental.

Isso vale sobretudo em três situações: empresas com frota própria, empresas que contratam cargas fechadas (lotação) e empresas que alugam um veículo por período fixo. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como montar essa conta.

Como funciona a composição de custos do transporte

O ponto de partida é separar os custos fixos dos variáveis. Assim, a empresa obtém o custo operacional. Em seguida, acrescenta estimativas de lucro e de impostos para chegar ao custo total.

GrupoDepende do percurso?Como calcular
Custos fixosNãoDivida cada custo fixo mensal pelo percurso mensal, para obter o R$/km
Custos variáveisSimMultiplique o custo de cada item em R$/km pelo percurso mensal
Custos totaisNão se aplicaSome ao custo operacional as estimativas de lucro e de impostos
Ilustração do artigo sobre composição de custos do transporte, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Custos fixos do caminhão

Os custos fixos independem dos quilômetros que o caminhão percorre. O PDF lista os seguintes:

  • Depreciação operacional, que é o valor de aquisição menos o valor de venda, e remuneração do capital investido, pela taxa de oportunidade. Ambas dependem do tipo e da idade dos veículos.
  • Salário do motorista e, quando houver, do ajudante, com benefícios e encargos sociais.
  • Licenciamento e seguro obrigatório de responsabilidade civil do transportador rodoviário de carga (RCTR-C).
  • Seguro do caminhão, que não é obrigatório.
  • Gerenciamento de risco, com cadastro de motoristas e ajudantes e rastreamento.

Pontos de atenção nos custos fixos

Primeiramente, acompanhe a aplicação efetiva da lei 12.619/12, que trata dos limites da jornada do motorista, porque ela pode trazer acréscimos relevantes. Além disso, confira se o RCTR-C está em vigor. Por fim, o gerenciamento de risco tem partes variáveis, mas entra como fixo para simplificar, já que a diferença no valor final é pequena.

Custos variáveis do transporte rodoviário

Os custos variáveis, por sua vez, dependem do percurso do caminhão.

  • Combustível: em geral, o maior custo. Depende do preço por litro e do consumo por quilômetro.
  • Pneus novos e recapados: dependem do custo de compra, das recapagens, normalmente duas, e da vida útil.
  • Manutenção, com peças e mão de obra: depende desses valores, da idade dos veículos e da qualidade dos apontamentos.
  • Lubrificante do motor, lavagem e lubrificação: dependem do material, da mão de obra e da qualidade dos apontamentos.

O seguro da carga contra desaparecimento (RCF-DC) pode ficar com o transportador ou com o contratante. Nesse caso, as partes usam a carta de dispensa de direito de regresso (DDR).

Do custo operacional ao custo total

Depois de estimar o custo operacional, a empresa acrescenta duas estimativas, baseadas no próprio histórico:

  • Lucro: depende da política da empresa e do mercado e deve ser aferido no fechamento contábil.
  • Impostos: dependem das características de cada empresa e pedem avaliação periódica para revisar a planilha.

Especifique o veículo

Em frota própria, carga fechada ou aluguel por período fixo, é imprescindível especificar o veículo. Por exemplo, defina se ele é simples ou articulado, o número de eixos e o tipo de carroceria, como baú ou sider. Também informe a capacidade de ocupação em peso e em volume. Como referência, o PDF traz uma planilha de caminhão truck com percurso médio mensal de 7.000 km.

Composição de custos do transporte na contratação de frete

Quem tem frota própria precisa de uma planilha completa e com ótima acurácia. Assim, conhece bem os custos e decide melhor, inclusive num estudo de terceirização.

Já quem contrata o transporte nem sempre consegue montar a planilha, porque as transportadoras normalmente não abrem esses números. Nesse caso, a saída é estimar os valores ou buscar os custos operacionais nas principais publicações especializadas em transporte. Mesmo assim, ter uma planilha de referência é muito importante, principalmente na hora de negociar reajustes de frete.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

A composição de custos do transporte separa o que é fixo do que varia com o quilômetro rodado e, depois, soma lucro e impostos. Em resumo, com essa planilha a empresa avalia a frota própria, compara com a terceirização e negocia o frete com argumentos.

Conteúdos complementares recomendados

  • Redução de custos no TRC: Onde cortar depois de conhecer a conta.
  • Frota própria ou terceirizada: A decisão que a planilha apoia.
  • Custos x nível de serviço no TRC: O equilíbrio entre preço e serviço.
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