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IMAM Blog Série Armazenagem Custo de deslocamento por metro: empilhadeira, transpalete, AGV ou rebocador

Série Armazenagem

Custo de deslocamento por metro: empilhadeira, transpalete, AGV ou rebocador

  • Por IMAM
  • Publicado em 13/10/2026
  • 4 min de leitura
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre custo de deslocamento
Sumário executivo

Custo de deslocamento em resumo: Custo de deslocamento é quanto custa mover um palete por metro com cada equipamento. No estudo do PDF, o rebocador teve o menor custo por metro, seguido do transpalete manual e do elétrico. Assim, o transpalete manual vence até 30 metros, o elétrico acima disso, e o rebocador é a melhor opção acima de 60 metros.

Hoje há muitos tipos de equipamentos de movimentação e, além disso, as fábricas e os CDs estão cada vez maiores. Por isso, os gestores se perguntam qual é o melhor equipamento. Uma forma objetiva de responder é calcular o custo de deslocamento de cada um.

Para facilitar a comparação, o PDF da IMAM cria um cenário com cinco veículos comuns. Este artigo, baseado nesse acervo técnico, mostra as premissas, os resultados e as conclusões, que podem ser extrapolados para outras situações.

Os equipamentos comparados

EquipamentoCapacidadeVelocidade de translaçãoCorredorValor de referência
Empilhadeira elétrica de mastro retrátil2 t, garfo até 10 m200 m/min2,80 mR$ 95.000
Empilhadeira a combustão contrabalançada2 t, garfo até 5 m220 m/min4,10 mR$ 75.000
AGV para dois paletes1 t por palete220 m/min3 mR$ 160.000
Rebocador a combustão4 t200 m/minNão informadoR$ 63.000 mais R$ 15.000 por reboque, com seis reboques
Transpalete manual1 t70 m/minNão informadoR$ 950

Além disso, o estudo também calcula o transpalete elétrico, embora o PDF não traga suas especificações no quadro.

Ilustração do artigo sobre custo de deslocamento, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Premissas do cálculo do custo de deslocamento

  • Primeiro, cargas paletizadas de 1 m x 1,20 m x 1,20 m de altura e até 1.000 kg.
  • Além disso, ritmo médio de movimentação, sem equipamentos de reserva.
  • Também uma perda de cerca de 20% da velocidade por aceleração, frenagem e manobras.
  • Em seguida, dois turnos com 14 horas trabalhadas, ocupação de 60% e 40% do tempo em translação.
  • Da mesma forma, depreciação linear em 36 meses e custo de oportunidade de 0,7% ao mês.
  • Além disso, duas baterias para dois turnos e trajetos de ida de até 120 metros.
  • Por fim, valores em reais apenas como referência, sujeitos a variação de até 20% para mais ou para menos.
Ilustração do artigo sobre custo de deslocamento, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

Resultado: custo de deslocamento por metro e por palete

Assim, com planilhas de custos, o estudo chegou aos valores por metro e por palete. Em seguida, a tabela organiza os resultados do menor para o maior custo variável.

EquipamentoCusto por metro por paleteCusto fixo de carga e descarga
Rebocador a combustãoR$ 0,00165R$ 0,05
Transpalete manualR$ 0,00279Não há
Transpalete elétricoR$ 0,00308Não há
AGVR$ 0,0036R$ 0,05
Empilhadeira contrapeso a combustãoR$ 0,00380Não há
Empilhadeira elétrica de mastro retrátilR$ 0,00491Não há
Ilustração do artigo sobre custo de deslocamento, do acervo técnico da IMAM (figura 3)

Como ler o custo de deslocamento

Primeiramente, os valores não devem ser copiados. O ideal é criar modelos próprios, a partir de cenários conhecidos, para apoiar a decisão. Além disso, o PDF tira várias lições do comparativo:

  • Comparar só o custo por metro das duas empilhadeiras engana. A elétrica pede corredor menor e eleva mais o garfo, o que pode reduzir o investimento no prédio. Por isso, o que deve prevalecer é o valor total.
  • Além disso, o AGV custa um pouco mais e não tem a agilidade do transpalete elétrico. Ainda assim, pode ser viável em operações específicas, como áreas insalubres, e em rotas fixas.
  • Por outro lado, o transpalete elétrico se consolida em armazéns de ritmo médio e intenso, para poupar o deslocamento das empilhadeiras.
  • Já o transpalete manual é imbatível em distâncias pequenas.
  • Por fim, os rebocadores são muito competitivos com ocupação alta e trajetos acima de 70 metros, principalmente entre prédios.

Distância ideal de cada equipamento

Em resumo, usar empilhadeira em trajetos acima de 30 metros merece análise, sobretudo com mais de três equipamentos. Afinal, ela foi feita para empilhar, e não para deslocar cargas em médias e grandes distâncias. Por isso, o transpalete manual atende até 30 metros, por limites ergonômicos, e o elétrico, acima disso. Já o rebocador, com a empilhadeira na carga e descarga, é viável a partir de 40 metros e é, de longe, a melhor solução acima de 60 metros.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

Calcular o custo de deslocamento evita um erro comum: usar só empilhadeiras, por serem as mais versáteis. Em muitas situações, o transpalete e o rebocador são mais adequados e mais econômicos. Portanto, vale montar o próprio cenário e comparar o custo total.

Conteúdos complementares recomendados

  • Como calcular o custo horário de empilhadeira: A conta detalhada por hora de operação.
  • Custo total de propriedade das empilhadeiras: Todos os gastos ao longo da vida útil.
  • Transporte horizontal de paletes: As opções automatizadas para trajetos longos.
7 visualizações

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