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Série Armazenagem

Custo total de propriedade das empilhadeiras: como calcular

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre custo total de propriedade
7 minutos para ler

Custo total de propriedade em resumo: Custo total de propriedade (CTP) é a soma de todos os gastos de uma empilhadeira ao longo da vida útil, da compra até a revenda ou o descarte. O preço de aquisição representa só de 10% a 20% desse total. Por isso, manutenção, pessoal, energia, seguro, treinamento e depreciação pesam mais na decisão.

Na hora de comprar empilhadeiras, muita empresa olha primeiro para o preço. Parece lógico, mas é uma armadilha, porque o valor de compra é apenas uma parte do custo total de propriedade. Em geral, ele fica em torno de 10% a 20% do que o equipamento vai custar ao longo da vida útil.

Além disso, entram na conta a entrega, os impostos, o seguro, a manutenção, o tempo de parada e o valor de revenda ou de descarte no fim da vida útil. Por isso, este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como montar essa conta e compara três propostas de mercado.

O que é o custo total de propriedade?

O método LCC (do inglês life cycle costing, custo do ciclo de vida) tem reconhecimento internacional e aparece com frequência em grandes projetos de compra. Em síntese, ele calcula todos os custos ligados à vida útil de um produto, desde a aquisição até o último dia de uso. Por isso, também recebe o nome de custo total de propriedade.

A vida útil, aliás, varia muito. Por exemplo, uma empilhadeira pode durar de 5 mil a 30 mil horas trabalhadas, conforme a operação e a manutenção. Em outras palavras, um produto mais caro pode sair mais barato se durar muito mais.

Ilustração do artigo sobre custo total de propriedade, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Quais custos entram no custo total de propriedade?

Em geral, o PDF da IMAM organiza os custos básicos em quatro grupos. Assim, fica mais fácil levantar os dados com o fornecedor e com a própria área de manutenção.

GrupoO que considerar
Investimento e aquisiçãoEmpilhadeira, acessórios, baterias, peças de manutenção, treinamento do operador e do pessoal de manutenção
ManutençãoInsumos, oficina, mão de obra com salários, encargos e benefícios, custos trabalhistas e paradas para reparos corretivos e preventivos
OperaçãoPneus, energia, administração e custo do operador, com salários, encargos e custos trabalhistas
OutrosSeguro do equipamento, energia e danos à empilhadeira, aos materiais e às estruturas

Como calcular o custo total de propriedade passo a passo

Comece pelas especificações

Primeiramente, defina o tipo de empilhadeira que atende às necessidades de desempenho. Nessa fase, o conhecimento do distribuidor ajuda bastante. Em seguida, peça orçamentos a distribuidores de diferentes fabricantes e importadores e analise todos os desembolsos, inclusive fretes, impostos e entrega técnica.

Use o histórico de manutenção

Uma parte grande dos custos operacionais vem de manutenção e reparos. Por isso, peça aos fornecedores os intervalos recomendados de manutenção, os índices de defeitos e o custo das peças de reposição. Então, compare esses dados com o histórico dos seus equipamentos.

Assim, o ideal é um banco de dados que separe as peças de desgaste, como pneus e freios, dos grandes reparos, como motores e placas de controle. Reparos por abuso do operador ou por acidente ficam de fora, porque não indicam o desempenho da máquina. Além disso, a leitura do horímetro em cada serviço mostra quantas vezes cada peça precisa de troca.

Sem esses registros, porém, a saída é pedir ao distribuidor o orçamento de um contrato de manutenção completa, com taxa fixa mensal. Afinal, quando o investimento inicial é parecido, a manutenção costuma decidir a compra. No interior, inclusive, a força do prestador de serviço pode pesar mais do que nas grandes capitais.

Meça o custo do tempo

O tempo gasto na manutenção de rotina também custa, porque uma empilhadeira mais difícil de reparar sai mais cara. Por exemplo, em um modelo, abrir todos os painéis de acesso leva menos de dois minutos; em outro, leva 20 minutos. Assim, para medir essa diferença, vale um estudo de tempos ou uma conversa com mecânicos e operadores sobre as tarefas mais comuns.

Exemplo: custo total de propriedade de três fornecedores

Para tornar o raciocínio concreto, o PDF compara três fornecedores que abriram o plano de contas de uma empilhadeira elétrica. Em seguida, a tabela mostra os principais valores de referência, em reais, com os gastos anuais de cada proposta.

ItemFornecedor AFornecedor BFornecedor C
Investimento inicial116.000,00138.100,00127.100,00
Custo financeiro e de oportunidade23.200,0027.620,0015.252,00
Depreciação real10.100,0013.810,009.710,00
Pessoal20.800,0019.500,0022.750,00
Manutenção e reparos10.800,008.400,005.400,00
Custo total de propriedade67.510,0072.720,0055.967,00

Os demais itens anuais pesam menos, mas entram na soma. Por exemplo, o treinamento custa 50, 250 e 800 reais, enquanto impostos e custos trabalhistas somam 1.250, 1.855 e 890 reais. Já a energia fica em 600, 670 e 610 reais, e o seguro, em 710, 615 e 555 reais.

  • O fornecedor A tem o menor investimento inicial, mas o fornecedor C tem o menor custo total de propriedade.
  • Além disso, o custo financeiro e de oportunidade varia conforme o financiamento obtido por cada proposta.
  • Já a depreciação real considera o valor residual de cada equipamento, que muda de um fornecedor para outro.
  • O fornecedor C gasta mais com pessoal, porém recupera em manutenção, depreciação e custos trabalhistas.
  • Por fim, o treinamento também afeta o resultado final.

Olhe para o fim da vida útil

Antes de comprar, pense no fim da vida útil, porque o tempo que a empresa planeja ficar com a empilhadeira muda bastante a decisão. Além disso, o custo de combustível varia com o tipo de motor. Nas elétricas, inclua o tempo de carga e o investimento nas baterias que os operadores trocam a cada turno.

Da mesma forma, o risco de defeitos, danos e lesões também tem custo. Por exemplo, vale avaliar a ergonomia, o campo visual do operador e o nível de ruído. Também ajuda fazer um test-drive, ver a máquina operando em ambiente parecido e pedir referências. Por fim, acompanhe o ciclo de avanços tecnológicos, que ainda é frequente no setor.

Como defender a compra na diretoria

Ainda assim, muitos gerentes compram pelo preço, pressionados pelas áreas de compras e financeira. No entanto, o detalhamento dos custos e das economias previstas ajuda a levar o caso à diretoria. Em resumo, não compre uma empilhadeira só porque é mais barata se ela não faz o que a operação precisa.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

Em suma, o custo total de propriedade troca a pergunta quanto custa por quanto vai custar. Assim, com especificação clara, histórico de manutenção e comparação ano a ano, a empresa enxerga a proposta mais vantajosa, que nem sempre é a de menor preço.

Conteúdos complementares recomendados

  • O que considerar na seleção de uma empilhadeira: Os critérios técnicos que vêm antes da conta.
  • Utilização correta de empilhadeiras: Como o uso certo reduz reparos e paradas.
  • Empilhadeiras: Os tipos de equipamento e suas aplicações.
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